
Os maiores riscos à saúde dos venezuelanos após os dois terremotos devastadores que atingiram a costa norte do país no mês passado incluem interrupções no atendimento médico regular, superlotação nos abrigos e falta de acesso a água potável,
O alerta foi feito por Jarbas Barbosa, diretor da Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) nesta quinta-feira (9).
A organização está trabalhando em estreita colaboração com o Ministério da Saúde da Venezuela para rastrear eventuais surtos de doenças respiratórias ou digestivas, especialmente nos abrigos montados para aqueles que perderam suas casas, segundo afirmaram outros representantes da Opas em uma teleconferência com jornalistas.
No entanto, o país precisa garantir o acesso a vacinas, acrescentou Barbosa, especialmente porque as taxas de vacinação na Venezuela já eram inferiores ao necessário antes do desastre e o sistema de saúde do país já vinha enfrentando problemas contínuos devido à crise econômica.
O número de mortos após os dois terremotos subiu para 3.811, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (8) pelo governo venezuelano.
A contagem mais recente aponta 16.740 feridos e mostra que o número de desabrigados aumentou para 17.907.
