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É comum associarmos a perda da autonomia ao envelhecimento avançado, quando uma pessoa já depende da ajuda de terceiros para realizar atividades do dia a dia. No entanto, a dificuldade para subir escadas, caminhar distâncias que antes pareciam simples, levantar-se de uma cadeira ou abandonar atividades físicas por causa da dor são sinais que não são observados ou atribuídos apenas à idade, quando podem indicar alterações do aparelho locomotor que merecem investigação.

No consultório, vejo com frequência pacientes que procuram atendimento por causa de uma dor localizada, mas cujo problema vai além daquela articulação. O joelho dolorido, a lombalgia persistente ou a limitação para caminhar costumam ser manifestações de alterações relacionadas ao funcionamento do corpo como um todo e que, se não forem identificadas precocemente, podem comprometer a mobilidade e, mais adiante, a independência.

É justamente por isso que preservar a capacidade de movimento tem sido um dos principais objetivos da Ortopedia. Quando uma pessoa não consegue se movimentar por causa da dor ou da limitação física, perde massa muscular, equilíbrio, capacidade cardiovascular e confiança para realizar tarefas simples. Esse tipo de situação favorece o sedentarismo e aumenta o risco de doenças como diabetes, hipertensão, osteoporose, sarcopenia e problemas cardiovasculares. Cuidar da mobilidade, portanto, significa cuidar da saúde como um todo.

O corpo não funciona em partes

Uma das mudanças mais importantes na Ortopedia é compreender que a dor nem sempre está onde o problema começou. Diante de um paciente, nosso papel não é apenas identificar a articulação que dói, mas entender por que aquele sintoma apareceu, como ele interfere no movimento e quais adaptações o organismo passou a fazer para compensá-lo.

O aparelho locomotor funciona como um sistema integrado. Músculos, tendões, ligamentos, articulações e o controle neuromuscular trabalham de forma coordenada para manter o equilíbrio e permitir que o corpo se movimente com eficiência. Quando uma dessas estruturas deixa de funcionar adequadamente, outras passam a compensar essa alteração, muitas vezes sem que a pessoa perceba.

É por isso que a origem da dor nem sempre coincide com o local onde ela se manifesta. Um paciente pode procurar atendimento por causa de uma dor no joelho quando o problema está relacionado ao quadril, assim como uma lombalgia persistente pode estar associada à perda de mobilidade do tornozelo. Com o tempo, essas compensações sobrecarregam outras regiões do corpo e favorecem o surgimento de novos sintomas.

Essa também é uma das razões pelas quais os exames de imagem nem sempre explicam completamente o quadro clínico. Radiografias, tomografias computadorizadas e ressonâncias magnéticas continuam sendo ferramentas indispensáveis, mas registram a anatomia em repouso. No dia a dia, o corpo está em movimento, caminhamos, subimos escadas, carregamos peso, mudamos de direção e permanecemos longos períodos em pé. Muitas alterações biomecânicas só se tornam evidentes quando avaliamos o corpo executando exatamente essas funções.

O movimento também faz parte do diagnóstico

A incorporação de novas tecnologias ampliou nossa capacidade de compreender essas alterações. Um exemplo é a tomografia computadorizada com carga, conhecida como Weight-Bearing CT, realizada com o paciente em pé. Diferentemente da tomografia convencional, ela permite observar como pés, tornozelos, joelhos e outras articulações se comportam sob o peso do próprio corpo, oferecendo informações que muitas vezes não aparecem nos exames tradicionais.

Outro avanço importante é a análise funcional tridimensional do movimento, ou Biocinética 3D. Utilizando câmeras de alta precisão e recursos computacionais, essa tecnologia avalia marcha, corrida, postura, força muscular, amplitude de movimento e padrões biomecânicos de maneira objetiva, permitindo compreender como aquele paciente realmente se movimenta e quais fatores podem estar relacionados às suas queixas.

Essas ferramentas não substituem a avaliação clínica. Elas ampliam nossa capacidade de entender o funcionamento do aparelho locomotor e tornam o diagnóstico mais preciso, contribuindo para programas de fisioterapia, reabilitação e treinamento físico adaptados às necessidades de cada pessoa.

Exercício também precisa ser individualizado

A atividade física continua sendo uma das intervenções mais eficazes para prevenir doenças e preservar a capacidade funcional ao longo da vida. No entanto, recomendar exercícios de forma genérica nem sempre é suficiente. Pessoas com dores semelhantes podem apresentar causas completamente diferentes para suas limitações e, por isso, também precisam de estratégias distintas de tratamento.

Hoje já contamos com recursos capazes de transformar informações obtidas na avaliação biomecânica em programas personalizados de exercícios, oferecendo orientações mais precisas para pacientes, fisioterapeutas e profissionais de educação física. O objetivo não é apenas recuperar uma lesão, mas reduzir o risco de novas sobrecargas e permitir que o paciente volte a se movimentar com segurança.

Envelhecer com autonomia começa

O aumento da expectativa de vida representa uma das maiores conquistas da medicina, mas viver mais não é suficiente se esses anos forem acompanhados de limitações que poderiam ter sido evitadas. A autonomia é construída ao longo da vida e depende, em grande medida, da preservação da capacidade de movimento.

As primeiras dificuldades para caminhar, subir escadas, levantar-se de uma cadeira ou manter uma rotina de atividade física não devem ser encaradas como uma consequência inevitável da idade. Muitas vezes, representam uma oportunidade para investigar a origem dessas alterações e intervir antes que elas comprometam a independência.

A perda da autonomia raramente acontece de forma repentina. Antes dela, o corpo costuma dar sinais discretos, que merecem atenção tanto dos pacientes quanto dos profissionais de saúde. Quanto mais cedo essas mudanças forem identificadas, maiores serão as possibilidades de preservar a mobilidade, manter a independência e envelhecer com qualidade de vida.

Porque, no fim das contas, envelhecer faz parte da vida. Perder a capacidade de se movimentar, não necessariamente.

Cientistas descobriram o fóssil de um ancestral dos mamíferos que dava à luz filhotes há 236 milhões de anos, no noroeste da Argentina. O achado, publicado na revista Frontiers in Mammal Science nesta quinta-feira (13/8), pode ajudar a reescrever a história dos animais a partir desse ancestral.

Segundo o novo estudoo fóssil encontrado é de um cinodonte, o qual demonstrou uma linha de crescimento neonatal e um tamanho notavelmente grande, algo próximo às características observadas em mamíferos da modernidade.

“Mostramos pela primeira vez que o parto de filhotes vivos estava presente em pelo menos um ancestral mamífero, o Chiniquodon theotonicus, que viveu há aproximadamente 236 milhões de anos. Isso implica que a viviparidade entre os primeiros cinodontes se originou na linhagem dos mamíferos pelo menos 90 a 95 milhões de anos antes do que se pensava anteriormente”, explica o autor principal do estudo, Leandro Gaetano, paleontólogo do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas (CONICET) da Argentina.

Como foi feita a investigação do fóssil

Durante um curso de pós-graduação, pesquisadores detectaram uma marca microscópica incomum do crescimento de um fóssil adulto de C. theotonicus. Assim, eles compararam as amostras fossilizadas com animais vivos e identificaram uma característica típica de linha neonatal — marca microscópica e estrutural dos tecidos de mamíferos.

Então, para confirmar se a investigação estava correta, os pesquisadores calcularam a massa corporal do fóssil recém-nascido, acompanhando a evolução até a fase adulta. Depois, eles compararam com dados de diversas espécies de mamíferos vivos.

“Os cinodontes se desenvolveram no Triássico, um período de recuperação e reestruturação dos ecossistemas após uma das extinções em massa mais devastadoras da história da vida”, relata outra autora principal do estudo, Adriana Mancuso, pesquisadora do CONICET.

Ela acrescenta que, com a alta competição por recursos e a pressão predatória, combinadas à tendência, à aridez e à forte sazonalidade, os embriões de espécies vivíparas (os que se desenvolvem dentro do corpo da mãe) poderiam estar mais protegidos do que os de espécies ovíparas (cujos embriões se desenvolvem em ovos).

Características do fóssil

O estudo indica que os ossos fossilizados de C. theotonicus mostravam que o animal pesava cerca de 1,7 kg ao nascer e 12 kg ao morrer: uma massa neonatal de aproximadamente 14% do peso adulto.

Proporções como essas são significativamente superiores às observadas em répteis (0,1% a 0,6%) e aves (1,3% a 4,5%), nas quais os recém-nascidos são proporcionalmente muito menores.

Além disso, esse padrão também se aproxima de mamíferos placentários modernos, cujos filhotes podem atingir até 18,77% do peso dos adultos, similar ao do antílope duiker-baía.

Os pesquisadores ressaltam que a descoberta revela a presença do modelo de reprodução por viviparidade muito antes do surgimento dos mamíferos verdadeiros.

 

 

 

Nos últimos tempos, as redes sociais foram inundadas por fotos de celebridades em estado de magreza extrema. Com o assunto em alta, é fácil encontrar comunidades que apoiam esse fenômeno, ignorando os graves problemas por trás desse padrão imposto. Por conta disso, até mesmo quem nunca teve problemas com a comida passou a lidar com sentimentos negativos em relação à alimentação.

O que está por trás?

Em entrevista ao Metrópoles, a psicóloga Claudia Melo explica que a culpa ao comer, na maioria da vezes, não nasce do alimento, mas do significado atribuído a ele.

“Muitas mulheres cresceram ouvindo que determinados alimentos são ‘proibidos’, que o valor pessoal depende da aparência ou que emagrecer é sinônimo de sucesso”, comenta.

Além disso, as próprias redes sociais ampliaram a comparação estética, fazendo com que todos sejam diariamente expostos a imagens editadas, rotinas idealizadas e discursos que prometem o corpo perfeito. “Isso faz com que muitas mulheres passem a acreditar que precisam atingir um padrão que, por vezes, nem existe na vida real”, enfatiza.

Com toda essa pressão, a comida acaba se tornando uma vilã e a alimentação passa a despertar conflitos emocionais. Segundo a especialista, comportamentos como contar calorias excessivamente, evitar encontros sociais por medo de comer, compensar excessos com jejuns ou exercícios exaustivos e condicionar toda a autoestima ao peso são alguns dos sinais de alerta.

Ariana Grande foi uma das celebridades que chamou atenção do público pelo nível de magreza

Cuidar da alimentação é uma atitude saudável. Viver em função dela, não

Claudia Melo, psicóloga

Vale lembrar

Para desenvolver uma relação mais equilibrada com a comida, a psicóloga ressalta que o primeiro passo é a abandonar a ideia de que existem alimentos “bons” e “ruins”. Ao notar que isso desperta sofrimento, a principal recomendação é buscar acompanhamento psicológico e nutricional.

“O corpo não é um enfeite, é o lugar onde a vida acontece. Esse trabalho ajuda a cuidar não apenas do comportamento alimentar, mas também das emoções, das crenças e da história que influenciam a forma como cada mulher se relaciona com a comida e com o próprio corpo”, encerra.

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio de uma ação coordenada pela 8ª Delegacia de Polícia (Estrutural), deflagrou a Operação Reflexo, nesta sexta-feira (14/8). A ofensiva teve como objetivo desarticular um esquema refinado de estelionato eletrônico operado por um casal que vendia aparelhos celulares inexistentes pela internet.

O desfecho da investigação chamou atenção das autoridades policiais e do meio acadêmico: a principal investigada e presa preventivamente na operação é Micaelli Araújo, de 22 anos, estudante do 7º semestre de direito e estagiária de um escritório advocatício.

Nas redes sociais, Micaelli mantinha uma postura pública que ironicamente simulava o combate a ilegalidades. A jovem costumava publicar vídeos e orientações ensinando seguidores a desbloquear contas bancárias suspensas por suspeita de fraude e dando dicas para evitar golpes virtuais. Na prática, porém, ela era a própria operadora das fraudes.

Estrutura cenográfica

Ao lado do companheiro, Rafael dos Santos Damasceno, de 25 anos, a universitária construiu uma complexa estrutura de aparência profissional para lesar consumidores em busca de smartphones com preços atrativos.

Segundo os investigadores da 8ª DP, o casal dedicou minucioso cuidado para conferir credibilidade à falsa atividade comercial. Eles criaram e administravam perfis falsos que clonavam rigorosamente a identidade visual de uma renomada loja do setor de telefonia.

Para induzir as vítimas a erro e provocar uma falsa sensação de segurança, os suspeitos montaram uma verdadeira “loja cenográfica” em um cômodo da própria residência, localizada no Estado de São Paulo.

O ambiente era minuciosamente decorado com dezenas de caixas vazias de smartphones de última geração, etiquetas, embalagens e fitas de envio postal. Ali, o casal gravava vídeos e tirava fotos personalizadas demonstrando os supostos produtos embalados e prontos para entrega, confortando os compradores antes do pagamento.

Passo a passo do esquema:

Ao efetuar os pagamentos via transferência eletrônica, as vítimas percebiam que os produtos jamais seriam enviados, sendo imediatamente bloqueadas em todos os canais de comunicação do casal.

Ação policial

A Operação Reflexo foi cumprida no Estado de São Paulo com apoio operacional da Polícia Civil paulista (PCSP) e colaboração do setor de inteligência de uma grande plataforma de comércio eletrônico.

A Justiça deferiu os mandados de prisão preventiva do casal, além de quatro mandados de busca e apreensão. Na ação, os agentes apreenderam os dispositivos eletrônicos e dezenas de caixas utilizadas na composição do cenário falso. Houve ainda o bloqueio cautelar de R$ 20 mil nas contas do grupo.

Ficha dos investigados:

De acordo com a PCDF, embora a investigada de 22 anos não possuísse antecedentes, Rafael já respondia a processo por golpe idêntico no Rio Grande do Sul.

A apuração revelou diversas ocorrências espalhadas pelo Distrito Federal e em outros estados. Os dispositivos eletrônicos apreendidos serão submetidos à perícia, e os investigados responderão por estelionato mediante fraude eletrônica, com penas que variam de 4 a 8 anos por crime reconhecido.

 

O mês de agosto está repleto de novidades para a população de Palmeira dos Índios. Após o sucesso da entrega da Sala de Telessaúde, na Unidade Básica de Saúde (UBS) Edval Gaia – ocorrido na terça-feira passada, nessa quarta-feira (12), foi a vez de seis UBSs serem contempladas com novos equipamentos, que irão contribuir para melhorar ainda mais o atendimento ao público. A cerimônia de entrega dos aparelhos aconteceu na UBS Denilma Bulhões e contou com a presença da prefeita Tia Júlia, além da secretária municipal de Saúde Zoé Duarte, da adjunta da pasta Ivone Basílio e demais integrantes da gestão pública municipal.

Na ocasião, além da UBS Denilma Bulhões, foram contempladas as UBSs São Cristóvão II, Salgada, Oásis I, Denilma Bulhões, Centro e Algodãozinho. Cada uma recebeu uma câmara fria, um aparelho de ultrassom para fisioterapia, uma balança eletrônica portátil, um dinamômetro digital e um tens e fez.

De acordo com a enfermeira responsável pela UBS Denilma Bulhões Aline Domingos, os equipamentos chegaram em boa hora e ajudarão a melhorar ainda mais o atendimento à população local. “Ficamos felizes demais e tenho certeza que todos os outros representantes têm este mesmo sentimento. Além da capacitação profissional, é essencial também que existam aparelhos como estes”, declarou.

Já a secretária municipal de Saúde Zoé Duarte fez questão de ressaltar a importância da Atenção Primária dentro de toda a logística do acolhimento aos usuários do SUS e ressaltou a relevância dos equipamentos. “Como enfermeira que sou fico bastante feliz com este momento. Sempre estamos em busca de melhorar o atendimento à população de Palmeira”, disse a secretária.

Por fim, a prefeita Tia Júlia ressaltou o compromisso da gestão municipal para com a saúde da população palmeirense. “Nós estamos trabalhando duro para que nosso povo tenha acesso ao atendimento de qualidade que merece. Entregamos a Sala de Telessaúde, recentemente renovamos o estoque de remédios na Farmácia do Povo e agora entregamos estes aparelhos. Isso é Palmeira dos Índios se desenvolvendo”, declarou.

O juiz federal Vinícius Costa Vidor, da 4ª Vara Federal da Paraíba, autorizou nesta quinta-feira (13/8) a Operação Arena, da Polícia Federal (PF). Ele determinou o bloqueio de mais de R$ 1 bilhão em bens dos alvos, mas negou o pedido de suspensão do funcionamento da PixBet.

A operação mira “um sofisticado esquema criminoso” para enviar dinheiro para fora do país, e depois reintegrá-los ao patrimônio dos investigados, por meio de contratos simulados de prestação de serviços. Esses contratos eram firmados por empresas nacionais com a offshore Pix Star, sediada em Curaçao, ilha no Caribe conhecida como um paraíso fiscal.

De acordo com a decisão da justiça, a PixBet opera sob regime de outorga e teve a exploração de apostas autorizada pelo Ministério da Fazenda. Por isso, a atividade em si não é considerada ilegal, o que faz com que a plataforma continue operando.

“Note-se que foi identificada a prática de ilícito nas operações de câmbio conduzidas pela empresa investigada e não na captação de recursos de apostadores, de modo que a suspensão da licença de operação extrapolaria o objeto investigado”, escreveu o magistrado.

Para o juiz Costa Vidor, a manutenção das atividades não ensejaria necessariamente na continuidade das condutas criminosas.

Bloqueio de R$ 1 bilhão

O bloqueio de R$ 1 bilhão se refere a cinco alvos, incluindo o dono, contador e outros gestores da PixBet. Eles também tiveram os passaportes retidos e foram proibidos de deixar o país.

O juiz também proibiu que os alvos transfiram veículos, imóveis, aeronaves e embarcações. Ele salientou, inclusive, que os alvos teriam a possibilidade de fugir do país por meio de aviões e barcos particulares.

“Advogado ostentação” é alvo

Um dos alvos da operação foi Nelson Wilians, conhecido como “advogado ostentação”.

Segundo a PF, a banca de advocacia foi beneficiária de ao menos 15 notas fiscais que somam mais de R$ 37,8 milhões pagos pela offshore Pix Star, sendo “um dos maiores beneficiários” das remessas da offshore em Curaçao.

Em nota, Wilians disse que a relação dele com a PixBet “é estritamente profissional” e citou o risco de criminalizar a advocacia.

“A atuação do escritório em favor de seus clientes limita-se ao exercício regular da advocacia, não se confundindo com as atividades por eles desenvolvidas”, afirma o advogado.

Em menos de um mês, a mansão do advogado em São Paulo foi alvo de duas operações da PF. No último dia 15 de julho, os agentes buscavam provas do envolvimento dele em um esquema de corrupção na Secretaria da Fazenda de São Paulo envolvendo créditos de ICMS.

Um homem foi condenado a 15 anos e sete meses de prisão pelo feminicídio da companheira, em Murici, na Zona da Mata de Alagoas. Segundo a Justiça, depois de matar Monique Paz da Costa a facadas, José Ricardo Clemente saiu de casa, foi até um bar e contou a pessoas que havia "furado" a companheira. O caso foi julgado nesta quinta-feira (13), no Tribunal do Júri de Murici.

Segundo sentença, obtida pelo TNH1, a Justiça considerou três circunstâncias negativas ao definir a pena: a forma como o crime foi cometido, o histórico de violência atribuído ao réu e o comportamento dele logo após o assassinato.

A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado.


Como aconteceu o crime 

O crime aconteceu em 7 de setembro de 2024, na residência onde Monique e José Ricardo viviam, em Murici. Segundo a denúncia, o homem matou a companheira usando uma faca.

O laudo pericial apontou que Monique sofreu lesões provocadas por arma branca e, durante a investigação, José Ricardo confessou o assassinato à polícia.

Na sentença, o juiz considerou que a forma como o crime foi cometido aumentou a culpabilidade do réu. A decisão cita o uso de uma faca peixeira e afirma que os golpes provocaram maior sofrimento à vítima.

Após matar Monique, ele deixou a residência e saiu pelas ruas "de forma tranquila". Em seguida, chegou a parar em um bar, onde bebeu uma dose sentado à mesa. No local, ainda segundo a decisão, o réu contou que havia "furado a mulher".

José Ricardo também deixou aberta a porta da residência onde o crime aconteceu. Dessa forma, outras pessoas puderam ver o que havia acontecido dentro do imóvel.

Para a Justiça, a forma como ele agiu depois do feminicídio foi considerada uma circunstância negativa durante o cálculo da pena.


Filha contou que mãe sofria agressões

A filha da vítima relatou durante o processo que a mãe sofria agressões praticadas pelo acusado. Ela também afirmou ter sofrido abusos cometidos por José Ricardo quando tinha cerca de oito anos.

Após o julgamento, a promotora de Justiça de Murici, Ilda Regina Reis, destacou o histórico de violência revelado durante o processo e o depoimento da filha de Monique.

“O MP sai desse júri com a convicção de que a justiça foi feita, apesar da Monique não mais poder voltar para casa”, afirmou a promotora.


Confissão reduziu pena

Durante o julgamento, o Ministério Público pediu que José Ricardo fosse condenado pelo feminicídio. A defesa, por outro lado, pediu que a confissão feita pelo réu fosse considerada como atenuante na aplicação da pena.

Antes da redução, a Justiça havia calculado a pena-base em 18 anos e oito meses de prisão. A sentença considerou três circunstâncias negativas: a forma como o crime foi cometido, os relatos sobre a personalidade violenta do réu e o comportamento dele após o assassinato.

Como José Ricardo confessou o crime, a Justiça aplicou uma redução de um sexto. A pena final ficou em 15 anos e sete meses de prisão.


Réu continuará preso

José Ricardo está preso preventivamente desde 8 de setembro de 2024, um dia após o crime. Até o julgamento, ele havia permanecido preso por um ano, 11 meses e cinco dias.

Esse período será descontado da pena definitiva. Com o abatimento do tempo já cumprido, a sentença aponta que ainda restam 13 anos, sete meses e 25 dias de reclusão.

A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado. A Justiça também negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade e determinou o início imediato da execução da pena.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta quinta-feira (13), o registro do Duvyzat (givinostate), novo medicamento indicado para o tratamento da distrofia muscular de Duchenne (DMD), doença genética rara e grave que provoca perda progressiva da força muscular.

O medicamento é indicado para crianças a partir dos 6 anos, em tratamento concomitante com corticosteroides. Segundo a Anvisa, estudos clínicos apresentados para o registro mostraram que o remédio é capaz de retardar a progressão da doença.

O principal benefício observado foi uma desaceleração da perda da capacidade motora, avaliada pelo tempo necessário para o paciente subir quatro degraus, com preservação da função muscular.

Os pacientes que receberam Duvyzat tiveram perda de função significativamente menor em comparação com aqueles que receberam somente o tratamento padrão à base de corticoide.

O medicamento é líquido, administrado por via oral duas vezes ao dia. A indicação e a quantidade utilizada dependem da avaliação médica de cada paciente e levam em consideração o peso corporal.

O que é a distrofia muscular de Duchenne?

A DMD é uma doença genética que afeta principalmente meninos e costuma apresentar os primeiros sinais ainda na primeira infância.

Segundo a Anvisa, estima-se que cerca de 700 pessoas sejam diagnosticadas com a doença por ano no Brasil. Os primeiros sintomas geralmente aparecem entre os 2 e 5 anos, com dificuldades para correr, pular ou se levantar do chão.

Com a progressão da doença, a força muscular diminui gradualmente. A maioria dos pacientes perde a capacidade de andar por volta dos 12 anos.

Isso acontece porque o organismo das pessoas com DMD não consegue produzir adequadamente uma proteína chamada distrofina, fundamental para proteger as células musculares.

A Anvisa compara a função da proteína à de um "amortecedor" ou "escudo". Sem ela, as fibras musculares ficam mais frágeis e podem se romper com os movimentos.

Ao longo do tempo, o músculo lesionado perde a capacidade de se regenerar e passa a ser progressivamente substituído por tecidos gorduroso e fibroso, provocando a perda de força.

A progressão da DMD também pode atingir os músculos respiratórios e cardíacos, comprometendo funções essenciais do organismo. Segundo as informações divulgadas pela agência, a expectativa de vida dos pacientes geralmente não ultrapassa os 30 anos.

A doença também pode levar à dependência para atividades cotidianas e à necessidade de equipamentos como cadeiras de rodas e aparelhos de ventilação, além de acompanhamento contínuo de diferentes profissionais de saúde.

Medicamento ainda será acompanhado

Apesar dos resultados que levaram à aprovação, a Anvisa ressalta que ainda existem incertezas sobre a eficácia clínica do Duvyzat no longo prazo.

Por esse motivo, o registro foi acompanhado de um Termo de Compromisso firmado entre a agência e a Multicare Pharmaceuticals Ltda.

O mecanismo permite que o medicamento chegue ao mercado enquanto novos estudos continuam produzindo evidências sobre seus benefícios e riscos no longo prazo.

Segundo a Anvisa, esse tipo de recurso é utilizado em situações envolvendo doenças graves e sem alternativas terapêuticas adequadas.

O Duvyzat já recebeu aprovação para o tratamento da doença nos Estados Unidos, Reino Unido e em países da União Europeia.

A análise brasileira recebeu prioridade com base na RDC 205/2017, que estabelece procedimentos especiais para medicamentos destinados ao tratamento, diagnóstico ou prevenção de doenças raras.

Um homem, ainda não identificado, foi morto no início da tarde desta quinta-feira (13), no bairro Pai João, em Taquarana, no Agreste de Alagoas.

Procurada, a Polícia Militar informou que, até a publicação desta matéria, a ocorrência seguia em andamento. Ainda não há informações sobre a autoria ou a motivação do crime.

Os militares isolaram a área para preservar a cena do homicídio até a realização da perícia. Após os procedimentos, o corpo será recolhido e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).

A Polícia Civil de Alagoas deve investigar o homicídio.

José Gustavo Rabelo de Souza, de 21 anos, investigado por feminicídio após confessar ter matado a namorada, Joviana Evelyn Iankovski, em Sangão, no Sul de Santa Catarina, trabalhava como balconista em uma loja de materiais elétricos e chegou a ter uma microempresa voltada a serviços de entrega rápida.

Segundo a Polícia Civil, ele não tinha antecedentes criminais. A família da vítima, no entanto, afirma que ele já tinha histórico de violência. Ao g1, o advogado do investigado informou, nesta quarta-feira (13), que vai se manifestar, em breve, por nota.

O corpo de Joviana foi localizado pela polícia na segunda-feira (10). A prisão em flagrante ocorreu no mesmo dia e foi convertida em preventiva após audiência de custódia.

Joviana Evelyn Iankovski foi encontrada morta na casa do namorado em Sangão (SC) (Foto: Redes sociais / Reprodução)

 

O autor se entregou na delegacia e confessou ter assassinado a estudante de biologia de 19 anos com um mata-leão após uma discussão, trancando o corpo no próprio quarto e convivendo com ele durante todo o fim de semana.

O corpo foi encontrado após a mãe de Joviana desconfiar de que as mensagens que teriam sido enviadas para ela pela filha foram escritas por outra pessoa.

Um dos primeiros recados foi na sexta-feira (7), quando a vítima disse à família que não voltaria para casa e dormiria na residência do namorado. A partir disso, o contato entre as duas ficou ainda mais incomum.

Homem não tinha bom histórico com ex-namoradas, diz família da vítima

José Gustavo atendia no balcão de uma loja de materiais elétricos e energia solar em Morro da Fumaça, cidade vizinha de Sangão. Ele também constava como titular de uma microempresa (MEI) voltada a serviços de entrega rápida, aberta em junho de 2026 e com situação cadastral baixada.

A Polícia Civil informou que o suspeito não tinha antecedentes criminais ou crimes relacionados a violência doméstica em seu nome. No entanto, a família destaca que ele não tinha um bom histórico com as ex-namoradas.

"A família dele mesmo disse que ele era proibido de levar mulheres para casa por que ele é a 'ovelha negra da família'. A nossa família e a Joviana não sabíamos dessa informação", contou ao g1 Lívia Iankovski, irmã de Joviana.

O delegado Murilo Silveira da Cunha, responsável pela investigação, também destacou que o relacionamento entre eles era "conturbado".

"Era comum, segundo relatos do próprio autor, que ele levasse não só a vítima, como outras pessoas para o seu quarto, fazendo dos seus aposentos um cômodo isolado, sem que as pessoas que ele levava tivessem contato com os seus familiares ou com qualquer pessoa que estivesse na casa", explicou o delegado.

Família do investigado soube do crime dias depois

A polícia confirmou que o jovem só avisou a família sobre a morte na manhã de segunda-feira (10).

Mãe e avó, que moravam com ele, não teriam desconfiado da situação porque o suspeito comumente levava pessoas para seu quarto, "fazendo dos seus aposentos um cômodo isolado", disse o delegado.

Um exame da Polícia Científica vai identificar com precisão a causa e o momento da morte. No entanto, a investigação acredita que o crime tenha ocorrido na virada de quinta-feira (6) para sexta-feira (7).

Faça um teste antes de continuar a leitura. Pegue o celular, abra o ChatGPT ou qualquer assistente de inteligência artificial e pergunte quais são as melhores empresas do seu setor na sua cidade.

Se o nome da sua empresa não aparecer, não adianta reclamar do algoritmo. O problema não é técnico. Ele é mais antigo e mais incômodo do que isso.

A IA não inventou aquela resposta. Ela leu o que existe sobre você e sobre os outros: avaliações de clientes, notícias, comentários, reclamações, comparativos, o que ex-funcionários escrevem, o que parceiros dizem em público. E resumiu. O seu site institucional é apenas uma das fontes. Provavelmente não é a mais influente.

É aqui que começa a mudança que eu considero a mais importante para quem empreende nesta década: a sua marca deixou de ser algo que você constrói e passou a ser algo que você recebe emprestado. Uma licença, concedida pelo mercado, que precisa ser renovada o tempo todo. E que pode ser cassada.

Marca nunca foi logotipo

Boa parte dos empresários brasileiros aprendeu que marca é identidade visual, slogan e campanha. Coisa de empresa grande, com verba grande. Quem tem uma indústria de médio porte, uma clínica, uma revenda, uma software house ou um escritório de serviços costuma tratar isso como luxo.

Existe um jeito simples de entender o que marca realmente é. O estrategista americano Jeff Gibbard resume em três perguntas.

A observação decisiva de Gibbard é esta: fidelidade de cliente não nasce quando duas dessas três coisas batem. Só nasce quando as três contam a mesma história. Empresa que fala bonito e entrega mal tem prazo de validade. Empresa que entrega bem e não é citada por ninguém cresce devagar e depende de sorte. As duas situações são comuns e as duas são caras.

O sentido da sua empresa é construído em três lugares, e você manda em um

O pesquisador dinamarquês René Larsen publicou este ano um trabalho que organiza décadas de teoria de marca em uma ideia só. A marca não existe apenas dentro da empresa, como propriedade estratégica. Também não existe apenas na cabeça do cliente. E não existe apenas na cultura, como símbolo. Ela nasce no cruzamento dos três.

Traduzindo para o mundo real: você decide o que quer ser, o cliente decide o que entendeu e a sociedade decide o que aquilo significa. Três votos. Você tem um.

Quem administra empresa no Brasil conhece isso na prática. O empresário acha que vende qualidade. O cliente acha que compra preço. E o mercado, quando fala do setor, associa aquilo a algo que ninguém dentro da empresa colocou no plano estratégico. Essa distância sempre existiu. O que mudou foi a velocidade com que ela vira pública e a facilidade com que qualquer pessoa a encontra em quinze segundos.

A desconfiança virou o padrão

Existe um estudo feito pela pesquisadora Olesya Poluyko, sobre a relação da geração mais nova com marcas. A conclusão vale para todo mundo, não só para jovens.

A distinção central é entre visibilidade e relevância. Visibilidade é ser visto e esquecido. É o anúncio que a pessoa pula. Relevância é outra coisa: exige contribuição, contexto e participação real. E a pesquisa mostra um comportamento novo, que qualquer um que use redes sociais reconhece: quando uma marca tenta entrar numa conversa que não é dela, o público não lê aquilo como participação. Lê como tentativa de extrair atenção.

Existe até um efeito perverso descrito no estudo. Quanto mais a empresa se esforça para parecer moderna, descolada e conectada ao momento, mais evidente fica que ela não é. Todo mundo já viu isso acontecer com alguma marca conhecida. O post que queria pegar uma tendência e virou motivo de piada.

Para quem empreende, a lição é econômica, não estética. Investir em parecer relevante custa caro e tem retorno decrescente. Investir em ser útil dentro de um assunto que a sua empresa domina de verdade custa menos e acumula.

A virada silenciosa: o produto virou o melhor marketing

Rei Inamoto passou mais de dois anos pesquisando como marcas modernas realmente cresceram. Ele foi diretor global de criação da AKQA, uma das maiores agências digitais do mundo, e hoje comanda a I&CO, entre Nova York, Tóquio e Cingapura. O livro dele saiu neste ano no Japão.

O padrão que ele encontrou contraria o manual. Uma bolsa da Uniqlo ficou parada por dois anos até que os próprios clientes descobrissem para que ela era boa e a transformassem em fenômeno. O copo da Stanley virou febre mundial sem grande campanha. A OpenAI se tornou uma das marcas mais valiosas do planeta tratando lançamento de produto como conteúdo.

A leitura dele é direta: essas marcas não lideraram com história emocional, lideraram com produto. A confiança veio da experiência, não da mensagem. E a marca veio depois.

Isso muda onde o dinheiro deve entrar. Se a confiança nasce da experiência, o maior investimento em marca da sua empresa não está no marketing. Está no prazo que você cumpre, no atendimento que responde, na fatura que não tem pegadinha, no jeito como você resolve o erro que cometeu. É menos glamouroso e é mais barato do que a maioria das campanhas. E, ao contrário da campanha, não para de render quando a verba acaba.

Raiz e fruto: a vantagem que ninguém consegue copiar

Jason Mayden é diretor de design da Jordan, a marca da Nike. Entrou na empresa como o primeiro estagiário da marca, aos 19 anos, vindo de um bairro pobre de Chicago. Em uma entrevista recente, ele explicou de forma simples por que algumas empresas duram e outras não.

Existem empresas raiz e empresas fruto. A raiz cria um jeito de fazer as coisas. O fruto imita. E ele dá o exemplo perfeito: a Apple não inventou a simplicidade, ela é fruto do trabalho de Dieter Rams na Braun, décadas antes. O que separa uma da outra não é criatividade. É disciplina. Qualquer um faz uma coisa bem uma vez. Fazer pequenas coisas bem, de forma consistente, por muito tempo, é raro.

Mayden tem ainda a melhor definição de estratégia comercial que eu já ouvi de um designer. Ataque é conexão emocional e narrativa. Defesa é qualidade de produto e capricho na execução. Empresa que só ataca vira campanha sem substância. Empresa que só defende vira commodity com boa engenharia, competindo por centavos até morrer.

E ele resume o critério de decisão em uma frase que deveria estar na parede de toda a empresa: pensar em décadas, não em temporadas. Se a sua estratégia não sobrevive a três trocas de gestor, você não tem estratégia. Tem plano de mídia com ambição.

Inteligência artificial: o que ela resolve e o que ela expõe

Agora juntemos tudo com a tecnologia que dominou a conversa nos últimos anos.

Mayden se recusa a chamar de inteligência artificial. Ele chama de imaginação aumentada e faz uma observação que economiza muito dinheiro: se você não tem repertório, a tecnologia não resolve, porque pedido fraco gera resultado fraco.

A consequência prática para o empreendedor é dupla.

A primeira é boa. Uma empresa pequena hoje produz material, análise, proposta e conteúdo em um volume que antes exigia estrutura. O custo de parecer profissional despencou. Isso derruba barreiras que protegiam concorrentes maiores por décadas.

A segunda é dura. Se o custo de produzir despencou para você, despencou para todos os seus concorrentes ao mesmo tempo. O que era diferencial virou piso. Em pouco tempo, todo mundo do seu setor terá site bom, texto bem escrito, proposta bem formatada e presença digital limpa. Quando todo mundo produz bem, produzir bem deixa de significar alguma coisa.

O que não escala automaticamente é critério. Saber o que fazer, o que recusar e o que sustentar quando ninguém está olhando. Nos próximos anos, a escassez não será conteúdo. Será discernimento e prova. Ou seja: exatamente as duas coisas que a inteligência artificial não fabrica no seu lugar.

Quatro cenários para os quais o empreendedor precisa olhar agora

O que fazer nos próximos noventa dias

A pergunta que substitui todas as outras

A pergunta que o empresário costuma fazer é como fortalecer a minha marca. É a pergunta errada, porque parte de um pressuposto que não é mais verdadeiro: o de que a marca é dele.

A pergunta certa é anterior e mais difícil: por que alguém me daria permissão de continuar fazendo parte da vida dele?

Mayden responde isso de um jeito que eu não consigo melhorar. Quando a Jordan entra em um mercado novo, ele diz, o trabalho não é estratégia de produto nem penetração de mercado. É conexão. Por que você deveria acreditar na gente? Porque a gente acredita em você. E quando isso é visto e é consistente, a marca não precisa mais ser promovida, porque as próprias pessoas passam a defendê-la.

Soa suave. Não é. É a coisa mais difícil de executar dentro de uma empresa, porque exige que a promessa seja verdadeira em todos os pontos em que ela pode ser testada, inclusive naqueles que não aparecem no relatório do mês.

Marca não é o que a empresa comunica. É o que ela é obrigada a sustentar quando ninguém está comunicando nada. Nunca foi tão barato falar. E nunca foi tão caro mentir.

Um espelho convencional reflete a luz que recebe e permite enxergar o que está à sua frente. Engenheiros da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), nos Estados Unidos, desenvolveram uma tecnologia capaz de fazer algo diferente: transformar a informação visual recebida e mostrar outra imagem no lugar. O estudo foi publicado em 7 de agosto na revista Nature Communications.

Chamado de “lying mirror”, ou “espelho mentiroso”, o sistema usa uma superfície estruturada para modificar a luz refletida. Assim, diferentes imagens podem ser convertidas em uma única figura falsa, escolhida previamente pelos pesquisadores.O objetivo é demonstrar que informações visuais podem ser ocultadas por meio da própria interação da luz com uma superfície, sem necessidade de processamento digital durante o funcionamento.

Como o espelho consegue “mentir”?
A superfície possui pequenas estruturas capazes de alterar a fase da luz, propriedade relacionada à maneira como as ondas luminosas se combinam. Durante o desenvolvimento, os pesquisadores do Instituto de Nanossistemas da Califórnia, usaram aprendizado profundo para definir como a superfície deveria ser estruturada para produzir determinada imagem.

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Depois de pronta, a estrutura funciona de forma passiva: a própria interação da luz com o material realiza a transformação. Em termos simples, o sistema recebe imagens diferentes, mas foi projetado para devolver sempre uma figura predeterminada.

Entenda o processo
A luz proveniente do objeto chega à superfície.
A estrutura modifica as ondas luminosas.
A informação visual original é transformada.
No lugar dela, aparece uma imagem falsa predeterminada.
O processo ocorre de forma óptica, sem processamento digital durante o funcionamento.
Nas simulações, diferentes versões do sistema transformaram imagens de roupas em uma bolsa, algarismos escritos à mão no número 8 e desenhos simples no rosto de um panda.

Os pesquisadores também apresentaram ao sistema imagens que não haviam sido usadas durante o desenvolvimento. Mesmo diante de novos exemplos, o dispositivo conseguiu produzir uma representação reconhecível da figura falsa.

Além disso, os modelos mantiveram o funcionamento diante de alterações como ruído, rotação, deslocamento e mudança de tamanho das imagens.

A equipe levou uma das versões para o laboratório. Uma matriz estruturada de microespelhos transformou diferentes algarismos no número 8. O experimento funcionou com luz de 480, 550 e 600 nanômetros, correspondentes aos canais azul, verde e vermelho usados no trabalho.

Não é uma “capa de invisibilidade”
Apesar da possibilidade de aplicações em camuflagem, a tecnologia ainda é uma prova de conceito. O experimento depende de condições controladas, como alinhamento preciso da luz, enquanto a iluminação encontrada no cotidiano é muito mais complexa.

Os pesquisadores também estudaram, em simulações, formas de trabalhar com luz parcialmente coerente e desenvolveram uma versão para uma faixa contínua de comprimentos de onda visíveis.

No futuro, a proposta poderia ser usada não para tornar um objeto literalmente invisível, mas para substituir a informação visual associada a ele por uma imagem comum, dificultando sua identificação.

Segundo os autores, a abordagem poderá ter aplicações em áreas como segurança, defesa e entretenimento. Para chegar a situações reais, porém, ainda será necessário superar as limitações impostas por diferentes condições de iluminação e ângulos de incidência da luz.

Imagine encontrar pedras preciosas em Marte. Foi o que aconteceu durante análises de rochas na borda da Cratera Jezero — chamadas Hampden River, Coffee Cove e Smiths Harbour — em uma missão do rover Perseverance, da Nasa, em 2025.

Quando o robô estava examinando o local, ele se chocou com rochas claras e espalhadas. Até então, os cientistas achavam que se tratava de um choque comum da rotina do planeta, mas, ao avaliar melhor o material por espectroscopia de luminescência, eles identificaram algo que ainda não tinham visto: assinaturas claras de coríndon contendo cromo.

Este mesmo mineral cristalino é encontrado na Terra geralmente na formação de pedras preciosas, como os rubis e as safiras. As análises completas foram publicadas nessa terça-feira (11/8) na revista Geophysical Research Letters.

“De forma muito inesperada, a análise TRL da SuperCam em três rochas flutuantes ricas em plagioclásio na borda da cratera revelou assinaturas claras de coríndon contendo cromo”, escreveu uma pesquisadora, integrante da equipe liderada pela geoquímica Ann Ollila, do Laboratório Nacional de Los Alamos, ao portal científico Science Alert.

A descoberta chama a atenção dos cientistas

A descoberta chamou a atenção dos cientistas, pois a formação do coríndon nas condições geológicas de Marte não é considerada normal. Isso porque esse mineral precisa de ambientes ricos em alumínio e pobres em silício, o que não acontece no planeta devido à alta presença de feldspato plagioclásio, o qual é encontrado em abundância nas amostras coletadas pelo rover.

Dessa forma, as equipes compararam os dados dos materiais obtidos em Marte com os da Terra e descobriram dois picos de luminescência característicos da substituição de alumínio por cromo em rubis. Outro ponto identificado foi que o brilho da rocha de Smiths Harbour se assemelha aos registrados para o coríndon na Terra.

Apesar de o achado não representar pedras preciosas visíveis na superfície do planeta vermelho, há uma confirmação da existência de minúsculos grãos de coríndon nas rochas encontradas.

Para a ciência, agora o enigma a ser desvendado é como e quais foram os processos geológicos que permitiram a formação desse tipo de material em Marte.

De acordo com a equipe, uma das prováveis explicações pode ser o enorme impacto que originou a Cratera Jezero há bilhões de anos. Acredita-se que o calor e a pressão extremos gerados pelo evento, somados à ação de fluidos hidrotermais, podem ter alterado a química local e favorecido, assim, a formação do mineral.

A vanilina, aromatizante comum em cigarros eletrônicos, pode interferir em processos ligados ao início da formação de embriões. A conclusão vem de um estudo publicado nessa quarta-feira (12/8) na revista Human Reproduction, com base em experimentos feitos com células-tronco embrionárias humanas.

Essas células têm a capacidade de se transformar em qualquer tipo de tecido do corpo. Em condições normais, dão origem a três grupos celulares que formam órgãos e sistemas. Nos testes, a exposição à vanilina alterou esse processo.

Os pesquisadores observaram dois efeitos principais. Em concentrações mais altas, a substância levou à morte das células. Em níveis mais baixos, fez com que elas perdessem a capacidade de se transformar em diferentes tipos celulares e passassem a se desenvolver de forma direcionada, o que pode comprometer etapas iniciais da gestação.

“Essas alterações podem impedir o desenvolvimento normal”, afirmou a pesquisadora Prue Talbot, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, que liderou o estudo, em comunicado.

Interferência em um canal celular

A equipe também investigou como a vanilina provoca essas mudanças. Os resultados indicam que a substância atua por meio de um canal presente na superfície das células, chamado TRPV4.

Quando esse canal foi bloqueado em laboratório, os efeitos da vanilina deixaram de aparecer. Isso sugere que a ligação entre a substância e esse receptor desencadeia uma série de reações dentro das células, incluindo a entrada de cálcio, que altera o funcionamento celular.

Esse processo levou à perda da chamada pluripotência e à formação predominante de um único tipo de tecido, ligado ao sistema digestivo e respiratório, em vez de um desenvolvimento equilibrado.

Limites do estudo e próximos passos

Os autores destacam que os testes foram feitos em laboratório e não envolvem gestantes. Por isso, não é possível afirmar que o mesmo efeito ocorre no organismo humano.

Ainda assim, os resultados levantam um sinal de atenção sobre a exposição a substâncias presentes em cigarros eletrônicos, especialmente em fases iniciais da gravidez. “Há pouco conhecimento sobre como esses produtos afetam o desenvolvimento embrionário”, disse Talbot.

Os pesquisadores também apontam que a exposição prolongada não foi avaliada e pode trazer efeitos diferentes. Novos estudos são necessários para entender se e como essas alterações se manifestam fora do ambiente experimental.

Enquanto isso, a equipe defende que informações sobre os componentes dos cigarros eletrônicos sejam mais claras e que o uso seja evitado durante a gestação, sobretudo em casos de dificuldade para engravidar ou histórico de perdas gestacionais.

Uma das maiores fabricantes de veículos do planeta prepara um plano global de ajustes capaz de atingir fábricas, trabalhadores e cidades que dependem da indústria automotiva. O grupo que abriga a 2ª maior montadora do Brasil estuda medidas que podem reduzir em até 100 mil o número de funcionários nos próximos anos.

A companhia em questão é o Grupo Volkswagen, que além de operar como a 2ª maior montadora do Brasil, controla marcas globais como Audi, Porsche, Škoda, Seat e Cupra.

Além dos cortes de empregos, quatro grandes unidades industriais na Europa enfrentam incertezas por ainda não terem novos projetos confirmados. Por isso, a 2ª maior montadora do Brasil e suas marcas associadas avaliam desde a diminuição de turnos até o cenário mais extremo: o fechamento definitivo de plantas.

A possibilidade de uma redução massiva no quadro de funcionários ganhou força após uma comunicação interna do CEO global, Oliver Blume. O executivo reconheceu que a empresa por trás da 2ª maior montadora do Brasil precisa reduzir custos de forma urgente e que cerca de 50 mil demissões adicionais podem ocorrer pelo mundo.

Esse volume se somaria aos programas de reestruturação que já preveem a saída de outros 50 mil trabalhadores até 2030. Caso o novo plano avance integralmente, o conglomerado da 2ª maior montadora do Brasil reduzirá em 100 mil os postos de trabalho globais.

Mais de 28 mil saídas já foram confirmadas

O plano anterior da matriz da 2ª maior montadora do Brasil previa eliminar 35 mil postos até o fim da década, sendo que mais de 28 mil trabalhadores já acertaram o desligamento por aposentadoria e demissão voluntária.


				2ª maior montadora do Brasil pode cortar até 100 mil trabalhadores nos próximos anos

Apesar disso, Oliver Blume revelou que a matriz europeia mantém custos 20% acima dos principais concorrentes, exigindo medidas drásticas da marca que atua como a 2ª maior montadora do Brasil.

Crise global atinge a 2ª maior montadora do Brasil: 4 fábricas estão em risco

O plano de cortes provoca forte apreensão sobre o futuro de quatro fábricas alemãs do grupo: Emden, Hannover, Zwickau e Neckarsulm. Embora ainda mantenha forte presença na América Latina, a crise na matriz afeta a distribuição global de recursos e produção.

Sem veículos substitutos definidos para os modelos atuais, essas unidades correm o risco de fechar. Contudo, os sindicatos que atuam na Alemanha possuem forte representação no conselho e prometem resistir ao encerramento de fábricas.

Pressão chinesa acelera decisões

A forte concorrência de veículos elétricos chineses é o motor dessa reestruturação. As vendas do conglomerado que lidera como a 2ª maior montadora do Brasil despencaram 36,6% na China no segundo trimestre de 2026.

Para competir com a tecnologia chinesa e financiar novos modelos, a matriz da 2ª maior montadora do Brasil precisa economizar bilhões de euros, pressionando ainda mais a folha de pagamento global.

Como ficam as fábricas da 2ª maior montadora do Brasil?

Apesar do forte impacto na Europa, o plano da matriz não prevê, neste momento, o fechamento das unidades brasileiras. A 2ª maior montadora do Brasil mantém suas operações industriais em São Bernardo do Campo (SP), Taubaté (SP), São Carlos (SP) e São José dos Pinhais (PR).

Mesmo assim, o setor automotivo local segue em alerta: uma reestruturação de 100 mil empregos no grupo que controla a 2ª maior montadora do Brasil pode recalibrar os investimentos e os lançamentos futuros para o mercado nacional.

A rotina dos famosos pode ser muito corrida, porém, entre compromissos profissionais, eventos, gravações e aparições públicas, as celebridades também encontram tempo para deixar a rotina de lado e aproveitar alguns dias de descanso. E, quando o assunto são férias, alguns destinos parecem ter conquistado definitivamente o coração as estrelas.

A família Kardashian-Jenner, por exemplo, é conhecida pelas viagens luxuosas a lugares paradisíacos, como Bora Bora, Costa Rica e Turks e CaicosMariah Carey, por sua vez,  cantora de hits de sucesso como Obsessed e We Belong Together, transformou Aspen, no Colorado, em uma tradição de final de ano e costuma visitar o local durante as festas.

Foto colorida de Kim Kardashian - Metrópoles

De lugares tropicais a cidades europeias repletas de história

Confira cinco lugares que já receberam nomes como Taylor SwiftMadonnaKim Kardashian e Dua Lipa!

1 – Maldivas 

As Maldivas são conhecidas por paisagens naturais impressionantes e por abrigar presenças ilustres, como Taylor SwiftMadonna e Gwyneth PaltrowÁguas cristalinas, praias de areia branca e resorts luxuosos ajudam a explicar por que o arquipélago se tornou um dos destinos mais cobiçados pelas celebridades. 

O local também conquistou famosos em clima de romance, que quiseram aproveitar alguns dias longe dos holofotes. Sarah Hyland e Wells Adams, por exemplo, passaram a lua de mel nas Maldivas após o casamento, em 2022. Antes de se divorciarem, Joe Jonas e Sophie Turner também escolheram o destino para celebrar a união em 2019.

Paisagem natural nas Maldivas
As Maldivas são conhecidas pelas belas paisagens naturais

2 – Havaí

Havaí é outro paraíso tropical que conquistou HollywoodO destino, conhecido pelas praias e paisagens repletas de belezas naturais, é um dos lugares escolhidos por Macaulay Culkin e Brenda Song para viagens em família.

No início de 2025, o casal esteve no Havaí acompanhado dos filhos. A atriz contou posteriormente à revista People que a família costuma se divertir no lugar, e acrescentou que gostam de aproveitar atividades na praia e passeios de bicicleta. O ator Randall Park também escolheu o destino para passar a lua de mel com a esposa, Jae Suh Park.

Havaí é um dos destinos mais escolhidos entre as celebridades
Havaí é um dos destinos mais escolhidos entre as celebridades

3 – Itália

Itália  aparece entre uma das escolhas principais das estrelas, justamente por unir gastronomia, história e paisagens cinematográficas. O ator George Clooney, e sua esposa, Amal Clooney, mantêm uma ligação conhecida com o país por possuírem uma residência na região do Lago de Como. Além deles, Heidi Klum está entre os famosos que já escolheram o destino para desfrutar das férias.

Os recém-casados Dua Lipa e Callum Turner também passaram por terras italianas em 2026. Os dois estiveram em Palermo e aproveitaram a lua de mel na Costa Amalfitana.

O país possui paisagens naturais, além de espaços históricos
O país possui paisagens naturais, além de espaços históricos

4 – Japão

Japão também foi um dos destinos que conquistou espaço no roteiro de férias das celebridades. A socialite e estrela do reality show Keeping Up With The Kardashians, Kim Kardashian, já disse publicamente que tem muito carinho pelo país e chegou a descrevê-lo como seu “lugar feliz”.

Jennifer Lopez também viajou para o país com os filhos, Emme e Max. No início de 2024, os gêmeos comemoraram os 16 anos no país ao lado da mãe. A modelo Elsa Hosk, muito conhecida pelos desfiles da Victoria ‘s Secret, é outra famosa que já escolheu o destino para passar sua “babymoon”, antes da chegada do bebê.

O país é um dos destinos mais escolhidos de Kim Kardashian
O país é um dos destinos mais escolhidos de Kim Kardashian

5 – França

A França, já considerada um destino clássico do turismo internacional, é frequentemente escolhida para as viagens das estrelas. O sul do país, em especial Saint-Tropez, tornou-se um dos pontos mais badalados entre nomes conhecidos de Hollywood.

Kendall e Kylie Jenner, por exemplo, viajaram para Saint-Tropez após o casamento de Jeff Bezos e Lauren Sánchez Besos, que ocorreu em Veneza. Alguns dias depois, Kylie foi vista na cidade acompanhada do namorado, Timothée Chalamet. O país também é residência de personalidades muito conhecidas, como Natalie Portman e do casal George e Amal Clooney.

Arco do Triunfo
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