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A delegada Luana Tamiozzo Medeiros relembrou, em entrevista ao UOL, por telefone, o dia em que prendeu e confrontou Amanda Maria Souza de Oliveira, mulher que fingia ser uma criança de 12 anos, em 2021.

Delegada da Polícia Civil atuava em Cachoeirinha (RS) na época. Ao UOL, ela contou que recebeu uma denúncia do Ministério Público sobre um suposto caso de abuso sexual infantil, de bruxaria ou, talvez, tortura.

"E, ao mesmo tempo, veio pra mim a notícia de um desaparecimento dessa menor", disse Luana Tamiozzo, delegada da Polícia Civil.

Agentes fizeram diligências investigativas para localizá-la. A delegada contou que a suposta menor tinha passado por vários abrigos e famílias no RS.

Quando eu e os policiais vimos o vídeo, a gente ficou pensando: 'meu Deus, mas não é uma criança, isso é uma mulher'. E ali já nos acendeu uma suspeita de que, talvez, aquilo não fosse uma investigação de um desaparecimento de menor, mas de um estelionato. Luana Tamiozzo, delegada da Polícia Civil

Delegada descobriu passado criminoso de mulher em outros estados. Na sequência, ela pediu a prisão preventiva de Amanda, mas ela permanecia foragida. Foi a funcionária de um hospital que acionou a polícia. Amanda -ela utilizava o nome falso de Gabriele- havia dado entrada no unidade hospitalar com várias agulhas no corpo.

"E aí, eu fui fazer a prisão dela com a minha equipe no hospital", disse Luana Tamiozzo, delegada da Polícia Civil.

Amanda foi levada para delegacia após alta. A mulher começou a falar com a equipe policial como se fosse uma criança durante o interrogatório. A delegada então reagiu.

"Ela começou a falar comigo como uma criança e eu disse, 'tá, Amanda, agora chega. Eu sei teu nome e eu sei que tu é uma mulher'. E aí, nisso, ela estava com a cabeça baixa. Ela levantou o rosto, me olhou bem nos olhos e disse: 'Então tá, delegada, vamos falar de mulher para mulher'. Já com uma voz de verdade, de mulher. Tanto que a minha policial ficou arrepiada na hora", disse Tamiozzo, delegada da Polícia Civil.

"A partir desse momento, ela confessou o crime para mim. Mas, a todo momento, dizendo que ela só queria ter uma família, não era por mal. Só que, nesse meio tempo, quando ela foi tentar fugir, ela acabou agredindo uma das pessoas que tinham adotado ela. Ela chegou a ameaçar também uma das famílias. Ela usou documento falso. Teve outros crimes, então ela acabou sendo indiciada por tudo isso. Pela falsidade, pelo estelionato, tudo. E eu acabei fazendo o indiciamento dela na mesma época", disse Tamiozzo, delegada da Polícia Civil.

Amanda foi presa em Joinville (SC). Ela é suspeita de se passar por uma criança de 12 anos e viver como filha adotiva de uma família por mais de um ano.

Polícia afirma que mulher chegou à família após procurar uma igreja. Na ocasião, ela relatou ao pastor que estava fugindo de maus-tratos. Sem documentos e se apresentando como adolescente, ela foi acolhida pela comunidade religiosa, que também a ajudou financeiramente.

Mulher viveu por 14 meses como filha adotiva. A família acreditava estar acolhendo uma menina que teria fugido do Pará devido aos maus-tratos. Durante esse período, ela dizia se chamar Gabriele e foi tratada como uma menor dentro de casa.

Ela teria alegado falsamente ter autismo e outras condições clínicas. A investigação diz que ela também afirmava que os traços físicos seriam consequência de uso forçado de hormônios na infância e relatava ter sido abusada.

Encenação incluiu uma comemoração para marcar o suposto aniversário de 12 anos, segundo a Polícia Civil. A família também montou um quarto com decoração e chegou a fornecer remédio para emagrecer para a mulher.

A Polícia Civil prendeu a mulher na terça-feira (2). A investigação aponta que ela já teria aplicado golpes semelhantes em outros estados. Há registros, segundo a polícia, em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás.

 

A morte de Anésio Fiori, conhecido nas redes sociais como Vovô Anésio, foi comunicada neste sábado (13/6) por meio de uma publicação no perfil oficial do influenciador. Ele tinha 88 anos.

No comunicado, a família lamentou a perda e destacou o legado deixado pelo idoso ao longo da vida.

“Hoje nos despedimos de alguém que deixou marcas de amor, sabedoria e bondade por onde passou”, diz um trecho da nota publicada nas redes sociais.

Anésio ganhou notoriedade nacional ao viralizar em vídeos bem-humorados ao lado do neto, o influenciador Caio Fiori Dias. Juntos, eles reuniam mais de 6 milhões de seguidores apenas no TikTok.

Lembranças

A homenagem também ressalta que as lembranças construídas ao lado de Vovô Anésio seguirão presentes entre familiares, amigos e admiradores. “Seu sorriso, seus ensinamentos e seu carinho permanecerão vivos em cada lembrança, em cada história compartilhada e em cada coração que teve o privilégio de conhecê-lo”, afirma o texto

Os familiares ainda agradeceram pelas mensagens de apoio recebidas após a divulgação da notícia. “Neste momento de dor, agradecemos por todas as mensagens de carinho, orações e apoio recebidas. Que Deus o receba em Sua infinita misericórdia e conceda conforto a toda a nossa família”, escreveram.

A despedida foi encerrada com uma declaração emocionada. “Descanse em paz, Vovô Anésio. Sua presença fará falta, mas seu amor será eterno em nossas vidas.”

Leia o comunicado na íntegra

“Hoje nos despedimos de alguém que deixou marcas de amor, sabedoria e bondade por onde passou. Seu sorriso, seus ensinamentos e seu carinho permanecerão vivos em cada lembrança, em cada história compartilhada e em cada coração que teve o privilégio de conhecê-lo.”

“Neste momento de dor, agradecemos por todas as mensagens de carinho, orações e apoio recebidas. Que Deus o receba em Sua infinita misericórdia e conceda conforto a toda a nossa família.”

“Descanse em paz, Vovô Anésio. Sua presença fará falta, mas seu amor será eterno em nossas vidas.”

Um homem suspeito de envolvimento com o tráfico de drogas foi preso após trocar tiros com policiais na tarde dessa sexta-feira (12), no município de Viçosa, interior de Alagoas.

A ação teve início após uma denúncia anônima indicando a possível comercialização de drogas em uma residência. Ao chegar ao local, os policiais foram autorizados a entrar no imóvel e, durante a verificação, encontraram entorpecentes.

O suspeito, ao perceber a presença das equipes, tentou fugir pulando pela janela. Durante a perseguição, ele efetuou disparos contra os policiais, que revidaram e o atingiram no joelho.

Após ser contido, o homem foi socorrido e conduzido inicialmente à unidade de saúde do município, sendo posteriormente transferido para o Hospital Geral do Estado (HGE), onde ficou sob custódia.Play

Com ele, foram apreendidos cocaína, crack, maconha, um revólver calibre 38, munições e uma balança de precisão. Após receber atendimento médico, ele foi levado à delegacia, onde foi autuado em flagrante por tráfico de drogas e outros crimes relacionados.

 

Pesquisadores identificaram uma possível ligação entre alterações genéticas associadas a cânceres do sangue e mecanismos envolvidos na doença de Alzheimer. A descoberta foi publicada na última quinta-feira (11/6) na revista científica Cell e ajuda a compreender melhor o papel da inflamação no cérebro durante o avanço da doença.

O estudo liderado por cientistas americanos, analisou amostras de tecido cerebral para investigar como células de defesa do organismo se comportam em pessoas com Alzheimer. Os resultados não indicam que o câncer causa a doença.

Na verdade, os pesquisadores encontraram mutações genéticas que são conhecidas por aparecer em alguns cânceres do sangue, mas que também podem surgir naturalmente ao longo do envelhecimento, mesmo em pessoas que nunca desenvolveram câncer

Para realizar a pesquisa, os autores estudaram 311 amostras de cérebro utilizando técnicas avançadas de sequenciamento genético. A investigação se concentrou em 149 genes frequentemente relacionados ao câncer e a um fenômeno comum do envelhecimento chamado hematopoiese clonal. Nessa condição, algumas células do sangue acumulam alterações genéticas ao longo da vida e passam a se multiplicar mais do que outras.

Ao comparar as amostras, os pesquisadores observaram que cérebros de pessoas com Alzheimer apresentavam maior quantidade de mutações adquiridas durante a vida. Entre os genes mais frequentemente alterados estavam TET2, DNMT3A e ASXL1, já conhecidos por sua participação em cânceres hematológicos e em processos ligados ao envelhecimento celular.

A participação das células de defesa

Um dos achados que mais chamou a atenção envolveu as micróglias, células responsáveis pela defesa do cérebro. Normalmente, elas ajudam a eliminar resíduos, combater ameaças e manter o funcionamento adequado do sistema nervoso.

No Alzheimer, porém, podem permanecer ativadas por períodos prolongados, favorecendo processos inflamatórios que contribuem para danos aos neurônios.

Durante a pesquisa, os cientistas identificaram que parte das mutações encontradas nas células imunes presentes no cérebro também aparecia em amostras de sangue dos mesmos indivíduos. A observação sugere que algumas células de defesa originadas no sangue podem migrar para o cérebro e participar da resposta inflamatória associada à doença.

Segundo os autores, as células com mutações apresentaram sinais de maior atividade inflamatória e maior capacidade de multiplicação quando comparadas às células sem alterações genéticas.


O que é o Alzheimer?


A principal contribuição do estudo é revelar um possível mecanismo biológico que conecta o envelhecimento das células do sangue à inflamação observada no cérebro de pessoas com Alzheimer.

Os resultados indicam que mutações adquiridas ao longo da vida podem influenciar o comportamento das células de defesa e, consequentemente, afetar processos relacionados à neurodegeneração.

Apesar da relevância da descoberta, os próprios pesquisadores destacam que o trabalho não demonstra uma relação direta de causa e efeito. Novos estudos serão necessários para confirmar se as células portadoras dessas mutações realmente aceleram a progressão da doença.

Os tradicionais esquentas para assistir aos jogos da Copa costumam reunir amigos, petiscos e bebidas alcoólicas. Embora o consumo ocasional faça parte da rotina de muitas pessoas, especialistas alertam que o álcool pode causar impactos importantes no organismo, especialmente quando ingerido à noite.

Além dos efeitos conhecidos, como a ressaca e a desidratação, o álcool interfere na qualidade do sono, altera o metabolismo e pode favorecer o ganho de peso quando associado a hábitos alimentares inadequados.

De acordo com o hepatologista Rogério Alves, do Hospital Samaritano Higienópolis, em São Paulo, o metabolismo do álcool não muda necessariamente por ser noite. No entanto, a bebida pode comprometer a qualidade do descanso.

“O álcool pode até induzir o sono inicialmente, mas isso não significa que a pessoa terá um descanso reparador. Muitas vezes, o sono fica fragmentado e menos eficiente”, explica.

A nutricionista Thays Pomini, que atende em São Paulo, destaca que o problema vai além da sensação de cansaço no dia seguinte. Segundo ela, o organismo prioriza a eliminação do álcool e deixa em segundo plano processos importantes de recuperação.

Excesso favorece ganho de gordura e escolhas alimentares piores

Outro efeito comum do álcool é a alteração do comportamento alimentar. Isso acontece porque a bebida atua diretamente no sistema nervoso central, reduzindo o autocontrole e aumentando a busca por alimentos altamente calóricos.

Segundo Thays, a combinação entre bebida alcoólica e petiscos típicos de confraternizações pode representar um desafio para a saúde metabólica.

“Sob efeito do álcool, a tendência é consumir mais alimentos gordurosos, salgados e ultraprocessados, muitas vezes sem perceber a quantidade ingerida”, ressalta.

Além disso, o álcool interrompe temporariamente a queima de gordura pelo organismo. Dessa forma, parte das calorias consumidas durante a noite tem maior chance de ser armazenada, especialmente na região abdominal.

Quando o álcool se torna um risco para o fígado

Embora uma noite de exageros não seja suficiente para provocar cirroseo consumo frequente pode trazer consequências importantes para a saúde hepática.

Alves explica que episódios isolados costumam causar intoxicação aguda, mal-estar e, em casos mais graves, perda de consciência. Já os danos mais sérios aparecem com a repetição do hábito ao longo dos anos.

“O fígado tem capacidade de adaptação, mas o consumo contínuo de álcool favorece o acúmulo de gordura no órgão e pode levar à evolução de doenças hepáticas mais graves”, alerta.

Para quem pretende acompanhar os jogos com bebida alcoólica, os especialistas recomendam evitar o consumo em jejum, alternar álcool com água, fazer refeições equilibradas antes do evento e moderar a quantidade ingerida. Essas medidas ajudam a reduzir os impactos do álcool no organismo e tornam os esquentas mais seguros para a saúde.

Apesar dos ótimos resultados no controle da obesidade e de doenças como o diabetes, o uso de medicamentos agonistas do GLP-1, mais conhecidos como “canetas emagrecedoras”, ainda pode despertar dúvidas em diversas pessoas, inclusive adolescentes. Afinal, elas também servem para esse público?

Em abril, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou que a tirzepatida (princípio ativo do Mounjaro, da farmacêutica Eli Lilly) seja utilizada exclusivamente para controle do diabetes tipo 2 em pacientes de 10 a 17 anos de idade. Com isso, o medicamento se torna o primeiro da classe dos agonistas duplos dos receptores de GIP e GLP-1 liberado no Brasil para crianças e adolescentes. Essas siglas se referem a hormônios intestinais que participam do controle da glicose no sangue e da produção de insulina. Ao ativar simultaneamente esses receptores, o remédio ajuda a melhorar os índices glicêmicos e a reduzir a resistência à insulina.

O avanço do diabetes tipo 2 entre jovens acompanha o crescimento da obesidade infantil nas últimas décadas. Em 2009, havia 74.972 adolescentes com obesidade no Brasil, segundo o Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), do Ministério da Saúde. Em 2025, esse número saltou para 986.058, um aumento de 1215%.

Um estudo publicado em 2019 no periódico Pediatric Diabetes analisou dados de 37,8 mil estudantes brasileiros com idades entre 12 e 17 anos e estimou que havia 213 mil adolescentes com diabetes tipo 2 no Brasil, além de 1,4 milhão com pré-diabetes. Sedentarismo, consumo excessivo de ultraprocessados, alterações no sono e fatores genéticos estão entre os principais elementos associados ao aumento da doença nesse público. Diferentemente do diabetes tipo 1, que é autoimune, o tipo 2 geralmente está ligado a hábitos alimentares e de estilo de vida.

Uso em adolescentes

A autorização da Anvisa foi baseada em estudos clínicos que avaliaram a eficácia e a segurança da tirzepatida em adolescentes. Um dos principais trabalhos, publicado em 2025 na revista científica The Lancet, acompanhou 99 participantes com 14,7 anos, em média, em oito países. Todos já utilizavam insulina e/ou metformina para tratar o diabetes antes do início da pesquisa.

Divididos em três grupos, dois receberam diferentes dosagens de tirzepatida e outro tomou placebo. Após 33 semanas, os pesquisadores observaram melhora significativa nos níveis de glicemia e redução do índice de massa corporal (IMC) entre os adolescentes tratados com o medicamento. E os resultados permaneceram consistentes após um ano de acompanhamento.

“Trata-se de uma medicação revolucionária para crianças e adolescentes com essa doença, público que apresenta complicações de forma mais intensa e precoce. Por isso, é tão importante um tratamento eficiente e prematuro”, afirma a endocrinologista Maria Edna de Melo, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem). “Mesmo assim, diferente do que acontece no caso dos adultos, a medicação não é indicada para o emagrecimento em nenhum caso, pois não existem estudos com essa população para esse fim.”

Efeitos colaterais e acompanhamento

Os efeitos colaterais do uso da tirzepatida em pacientes pediátricos são os mesmos enfrentados por adultos. “Os mais comuns são sintomas gastrointestinais, como náuseas, vômitos, constipação e diarreia. Casos de hipoglicemia também podem ocorrer e devem ser monitorados”, alerta o pediatra Claudio Reingenheim, do Einstein Hospital Israelita.

Problemas relacionados ao pâncreas e à vesícula biliar podem demandar exames mais frequentes. Outra questão importante é que a substância diminui a eficácia de contraceptivos orais. “Por isso, as adolescentes devem ser orientadas a usar outro método de contracepção”, acrescenta Reingenheim.

O medicamento é contraindicado para pessoas com alergia à tirzepatida ou qualquer componente da fórmula; pacientes com histórico pessoal ou familiar de carcinoma medular de tireoide, um tipo raro de câncer; ou neoplasia endócrina múltipla tipo 2, doença genética envolvendo tumores nas glândulas endócrinas.

Entre crianças e adolescentes, fatores como fase de crescimento, desenvolvimento hormonal e impacto metabólico tornam o acompanhamento mais delicado do que no caso dos adultos. “O tratamento deve ser individualizado, escalonando a aplicação de acordo com tolerabilidade e necessidade do paciente, respeitando cada caso para não ficar intolerante, acompanhado de perto por um médico”, orienta Maria Edna de Melo.

O fígado é uma das principais usinas do corpo humano. Ele desempenha mais de quinhentas funções vitais, incluindo a filtragem de toxinas, a digestão de gorduras e o armazenamento de energia.

No entanto, o estilo de vida moderno tem colocado esse órgão em constante perigo. O sedentarismo e o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados acendem um alerta vermelho na medicina.

O resultado direto desse descuido é a esteatose hepática, popularmente conhecida como gordura no fígado. Essa condição é extremamente perigosa por ser totalmente silenciosa.

Na maioria das vezes, ela não apresenta nenhum sintoma nas fases iniciais. O site Saúde em Dia preparou um guia educativo sobre a importância do diagnóstico precoce.

O impacto do sedentarismo e da má alimentação

O ganho de peso e a falta de exercícios físicos formam a receita ideal para o acúmulo de gordura visceral.

Quando o corpo recebe mais calorias e açúcares do que consegue queimar, o excesso é direcionado para as células hepáticas.

consumo de frituras, bebidas açucaradas e carboidratos refinados acelera esse processo.

Se não for tratada a tempo, a esteatose hepática inflama o órgão. Essa inflamação crônica pode evoluir para quadros graves e irreversíveis, como a cirrose não alcoólica e o câncer de fígado.

Por isso, a prevenção e a detecção precoce são as melhores armas para reverter o problema antes que ocorram danos definitivos.

Exames de sangue: as enzimas em alerta

O primeiro passo para investigar a saúde do fígado acontece no laboratório de análises clínicas. Através de um hemograma detalhado, o médico avalia o chamado perfil hepático do paciente.

Os principais indicadores analisados são as enzimas TGO (Transaminase Glutâmico Oxalacética) e TGP (Transaminase Glutâmico Pirúvica).

Quando as células do fígado estão inflamadas ou sofrem lesões pelo excesso de gordura, elas liberam essas enzimas na corrente sanguínea.

Níveis elevados dessas substâncias servem como um forte indício de que o órgão precisa de atenção médica imediata.

Exames de imagem: enxergando o problema

Mudança de hábitos é a cura real

A boa notícia é que a esteatose hepática em estágio inicial é uma condição totalmente reversível. O fígado possui uma capacidade impressionante de regeneração.

Para limpar o órgão, não existem remédios milagrosos. A cura real depende exclusivamente da mudança de comportamento.

Adotar uma dieta rica em vegetais, grãos integrais e gorduras saudáveis é o pilar principal. Paralelamente, a prática regular de atividades físicas queima os estoques de gordura acumulados.

Consulte o seu médico regularmente, mantenha os seus exames de rotina em dia e adote um estilo de vida consciente. O seu corpo agradece!

Uma expedição internacional encontrou 31 novas espécies ao investigar a zona mesopelágica, uma região oceânica profunda próxima à costa do Ceará. As investigações ocorreram durante duas semanas e utilizaram diversos recursos tecnológicos para identificar os animais ainda durante a coleta. Os resultados foram divulgados neste mês de junho pelo Instituto Oceanográfico Schmidt, organização norte-americana que financiou a expedição.

As buscas foram feitas pelo navio de pesquisa Falkor (Too) e tinham como objetivo inicial investigar as águas profundas de uma das regiões mais complicadas de se explorar devido às condições ruins de acesso. Para a missão, os pesquisadores utilizaram sistemas sofisticados de imagem e de análises genéticas. Entre os novos animais achados estão:

Como a maioria desses animais são frágeis, os pesquisadores utilizaram técnicas para simular o habitat natural dos bichos enquanto eram estudados.

O maior habitat da Terra – a zona mesopelágica – está repleto de animais incríveis que estamos apenas começando a compreender. Continuo fascinada pela fantástica variedade de soluções que eles desenvolveram para sobreviver neste ambiente formidável, e isso me motiva a continuar fazendo perguntas sobre o nosso oceano”, afirma a cientista-chefe da expedição, Karen Osborn, em comunicado.

De acordo com os pesquisadores, o sucesso do uso das tecnologias na expedição pode representar uma nova fase para missões que buscam investigar águas profundas em outras partes do oceano. “Aguardamos ansiosamente um futuro em que os cientistas estudem a vida marinha com a mesma elegância que esta equipe demonstrou”, diz a diretora-executiva do instituto, Jyotika Virmani.

A vitamina D é essencial para diversas funções do organismo, mas muitas pessoas apresentam níveis baixos. Esse problema pode passar despercebido por muito tempo. Ainda assim, o corpo costuma dar sinais importantes.

A deficiência de vitamina D está ligada à falta de exposição solar e alimentação inadequada. Além disso, fatores como idade e estilo de vida influenciam. Por isso, é importante ficar atento aos sintomas.

Sintomas comuns de vitamina D baixa

A vitamina D baixa pode causar cansaço frequente e falta de energia no dia a dia. Muitas pessoas confundem esse sinal com estresse ou rotina intensa. No entanto, pode indicar deficiência.

Outro sintoma comum envolve dores musculares e fraqueza. Esses sinais podem surgir mesmo sem esforço físico intenso. Isso ocorre porque a vitamina D participa da função muscular.

Além disso, dores nos ossos também podem aparecer com frequência. A vitamina D é fundamental para a absorção de cálcio. Sem ela, a saúde óssea fica comprometida.

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Infecções recorrentes também podem estar relacionadas à deficiência. O nutriente atua no sistema imunológico. Assim, níveis baixos reduzem a defesa do organismo.

Como a vitamina D afeta o organismo

A vitamina D atua em diversas funções importantes do corpo humano. Ela contribui para ossos fortes e músculos saudáveis. Além disso, participa da regulação do sistema imunológico.

Quando os níveis estão baixos, o organismo não funciona corretamente. Isso pode afetar desde a disposição até a saúde mental. Portanto, manter níveis adequados é essencial.

Estudos também apontam relação entre vitamina D e humor. Baixos níveis podem contribuir para sintomas de ansiedade e depressão. Isso reforça a importância do acompanhamento médico.

Além disso, a deficiência pode impactar a recuperação muscular. Pessoas fisicamente ativas podem sentir mais fadiga. Isso prejudica o desempenho.

Quem tem mais risco de deficiência

Alguns grupos apresentam maior risco de vitamina D baixa. Pessoas que passam pouco tempo ao sol estão entre eles. Isso inclui quem trabalha em ambientes fechados.

Idosos também têm maior predisposição à deficiência. Com o tempo, a produção da vitamina pelo corpo diminui. Assim, a atenção deve ser redobrada.

Pessoas com pele mais escura podem precisar de maior exposição solar. Isso ocorre porque a melanina reduz a produção de vitamina D. Portanto, os cuidados devem ser ajustados.

Além disso, indivíduos com alimentação restrita podem ter menor ingestão do nutriente. Dietas pobres em peixes e ovos influenciam diretamente. Isso aumenta o risco de deficiência.

Como aumentar os níveis de vitamina D

A principal forma de obter vitamina D é por meio da exposição ao sol. Cerca de 15 a 20 minutos diários já ajudam. O ideal é evitar horários de sol intenso.

Além disso, alguns alimentos são fontes importantes do nutriente. Peixes gordurosos, ovos e leite fortificado são exemplos. Esses itens devem fazer parte da rotina alimentar.

Em alguns casos, a suplementação pode ser necessária. No entanto, ela deve ser indicada por um profissional de saúde. Isso evita excessos e garante segurança.

Também é importante realizar exames periódicos. Eles ajudam a monitorar os níveis no organismo. Assim, é possível agir de forma preventiva.

Quando procurar um médico

Se você apresenta vários desses sintomas, é importante buscar orientação médica. O diagnóstico é feito por exame de sangue. Esse teste mede os níveis de vitamina D.

O acompanhamento profissional garante tratamento adequado. Cada caso exige uma abordagem específica. Por isso, evite automedicação.

Além disso, o médico pode identificar outras causas para os sintomas. Nem sempre a deficiência é a única explicação. A avaliação completa é fundamental.

Prevenção é o melhor caminho

Manter hábitos saudáveis é essencial para evitar a deficiência de vitamina D. Exposição ao sol, alimentação equilibrada e acompanhamento médico fazem diferença. Pequenas mudanças ajudam muito.

Além disso, incluir atividades ao ar livre pode contribuir para a saúde geral. Caminhadas e exercícios são boas opções. Assim, você cuida do corpo de forma completa.

A vitamina D desempenha um papel importante no bem-estar. Ignorar seus sinais pode trazer prejuízos à saúde. Portanto, fique atento ao seu corpo.

 

O presidente do parlamento iraniano e um dos principais negociadores do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, fez um alerta aos Estados Unidos (EUA) neste sábado (13/6). Após o anúncio de um avanço entre os países sobre um possível acordoGhalibaf declarou que “compromissos devem ser cumpridos”.

“Compromissos assumidos devem ser compromissos cumpridos. Sem “se”, sem “mas”, sem desculpas. Para o acordo iminente à frente, não há outro caminho. Quem semeia, colhe o que planta”, escreveu.

O Oriente Médio enfrentou uma série de negociações para tréguas, seguidas pela retomada de ataques nos últimos meses, em meio ao conflito entre Estados Unidos, Israel e IrãOs países têm vivido impasses acerca dos termos do compromisso que pretende colocar um fim nas hostilidades na região.

Nessa sexta-feira (12/6), o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que estava negociandocom os Estados Unidos e que os países poderiam chegar a um consenso ainda nos próximos dias, embora os detalhes ainda estivessem sendo fechados.

Araghchi falou sobre a negociação em uma entrevista e revelou que o possível acordo está dividido em duas fases, sendo a que a primeira delas deve começar a partir de um memorando de entendimento de duas páginas. O documento é geralmente utilizado como uma base inicial de um acordo entre as partes em negociações.

Uma mulher denunciou o próprio marido por ameaças na madrugada deste sábado (13), no bairro Jacintinho, em Maceió. O homem foi preso.

O caso foi registrado no Conjunto Piabas. Segundo relato à Polícia Militar, o suspeito chegou em casa embriagado e passou a ameaçar a companheira. Os detalhes das ameaças não foram divulgados.

Os dois foram encaminhados à Central de Flagrantes, onde o homem foi autuado por ameaça no contexto da Lei Maria da Penha.

Um grave acidente de trânsito registrado na BR-316, no município de Cacimbinhas, Sertão de Alagoas, resultou na morte de um motociclista na manhã desta sexta-feira (12). A colisão envolveu uma motocicleta e uma caminhonete nas proximidades do Povoado Minador do Lúcio, às margens da rodovia federal.

A vítima foi identificada pelo Instituto Médico Legal (IML) como José Cláudio Pereira de Lima, de 56 anos. Casado e agricultor, ele não resistiu aos ferimentos provocados pelo impacto e morreu ainda no local do acidente

De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), José Cláudio conduzia uma motocicleta Honda Bros de cor vermelha quando foi atingido por uma caminhonete Ford Ranger branca, com placa de Aracaju, Sergipe.

O motorista da caminhonete permaneceu no local após a colisão e acionou as autoridades competentes para os procedimentos necessários. Equipes da Polícia Científica e da PRF realizaram os levantamentos periciais.

Após ser ouvido pelos policiais, o condutor da caminhonete foi liberado. As causas da colisão ainda serão esclarecidas a partir da conclusão dos laudos periciais.

O corpo de José Cláudio Pereira de Lima foi encaminhado ao IML, onde passou por necropsia. Em seguida, foi liberado para sepultamento.

Você já reparou como o corpo reage durante um jogo? A ligação entre a Copa e a pressão arterial é um assunto sério.

As partidas decisivas mexem profundamente com as nossas emoções. O estresse de um campeonato afeta diretamente a saúde cardiovascular. O torcedor fanático precisa ter muito cuidado nessa época.

A química da emoção no corpo

A tensão antes do apito inicial libera muita adrenalina. Esse hormônio prepara o nosso organismo para lutar ou fugir. Os batimentos do coração aceleram de uma forma muito brusca.

Os vasos sanguíneos se contraem rapidamente durante os lances perigosos. Isso faz a força do sangue contra as artérias subir. O resultado imediato é um pico perigoso de hipertensão.

O perigo da disputa por pênaltis

As decisões por pênaltis são os momentos mais críticos. A ansiedade atinge o seu nível máximo de suportabilidade. Pessoas com histórico cardíaco ficam em uma zona de risco.

Estudos mostram que os infartos aumentam muito nesses dias. O sistema cardiovascular não aguenta a sobrecarga emocional intensa. É fundamental reconhecer os limites do seu próprio corpo.

Fatores que agravam a situação

O nervosismo não é o único vilão das partidas. A bebida alcoólica é consumida em excesso nas comemorações. O álcool sobrecarrega o fígado e afeta o músculo cardíaco.

Os petiscos gordurosos também marcam presença nas confraternizações. Salgadinhos e churrascos contêm muito sódio e elevam a pressão. Essa combinação de sal, álcool e tensão é bastante explosiva.

Como torcer de forma mais segura?

Mantenha a sua medicação diária sempre em dia. Nunca abandone os remédios prescritos para assistir aos jogos. Beba muita água entre um copo de cerveja e outro.

Levante do sofá durante os longos intervalos da partida. Alongue as pernas para melhorar a sua circulação sanguínea. Respire fundo durante os lances mais tensos do seu time.

Lembre que o futebol é apenas um grande entretenimento. A sua saúde vale muito mais do que uma taça. Procure um pronto-socorro imediatamente se sentir dor no peito.

Um caso emblemático de violência atribuído ao grupo criminoso que atuava em Alagoas, na década de 1990, será relembrado nesta sexta-feira (12). Acusado do assassinato do sargento Osmário Dias Lima Júnior, ocorrido em 1999, o ex-cabo da Polícia Militar de Alagoas (PMAL), Gilmar Galvão da Silva, senta no banco do réus.

O júri popular acontece no Fórum do Barro Duro, em Maceió, presidido pelo juiz Geraldo Cavalcante Amorim, da 9ª Vara Criminal da Capital. A defesa do ex-cabo Gilmar Galvão tentou mais uma adiar o julgamento, que aguarda desfecho há quase três décadas.

As informações da época dão conta que, em dezembro de 1999, o sargento Osmário Dias foi abordado e sequestrado por homens armados no Conjunto José Tenório, na Serraria, em Maceió. Foram realizadas buscas por vários dias, que mobilizaram as forças de segurança. O corpo foi localizado por trabalhadores rurais no Pilar.

"Neste julgamento, faço um depoimento especial, de dividir com orgulho a bancada com a filha da vítima, a Dra. Cinara. Aprendi muito com vossa excelência nessas últimas horas. O resultado não depende de mim, mas darei o melhor de mim para que seja feita a justiça", destaca a promotora Adilza de Freitas.

À medida que o aquecimento global se intensifica, cresce também o interesse pela geoengenharia solar, inclusive entre empresas privadas e investidores. A técnica, no entanto, continua controversa e sem regulamentação.

O planeta está aquecendo mais rápido do que o previsto. As concentrações de gases de efeito estufa continuam a subir em níveis recordes, afastando o mundo cada vez mais da meta de limitar o aquecimento a menos de 2 °C acima dos níveis pré-industriais para evitar o colapso de ecossistemas. Os dados mais recentes, por exemplo, indicam que 2025 foi o terceiro ano mais quente já registrado.

Essa crescente discrepância entre metas climáticas e a realidade tem impulsionado um interesse renovado pela geoengenharia — intervenções que alteram intencionalmente o sistema climático da Terra. Entre elas está a geoengenharia solar, que busca resfriar o planeta ao refletir a luz solar de volta ao espaço.

A tecnologia ainda é amplamente experimental e, segundo cientistas, pode produzir impactos sociais, políticos e ambientais de grande alcance caso seja implantada em larga escala. Até recentemente, a maior parte das pesquisas sobre essa técnica era realizada por organizações sem fins lucrativos e instituições públicas de pesquisa, financiadas por governos e campanhas filantrópicas. Esse cenário, porém, começou a mudar.

Nos últimos três anos, surgiram duas startups comerciais no ramo: a israelo-americana Stardust Solutions e a americana Make Sunsets. Segundo o site Heatmap News, a Stardust Solutions anunciou recentemente a captação de 60 milhões de dólares (cerca de R$ 310 milhões) em capital de risco.

A entrada de investidores privados no ramo preocupa cientistas e pesquisadores, inclusive aqueles que apoiam a geoengenharia solar, pois essa tecnologia ainda não foi regulamentada.

“O preocupante é a entrada de dinheiro privado sem nenhuma prestação de contas, em valores que potencialmente podem superar o que governos disponibilizaram até agora”, disse Cynthia Scharf, pesquisadora sênior de clima no think tank independente Centro para Gerações Futuras (CFG).

O que é a injeção de aerossóis estratosféricos?

A técnica de engenharia solar mais estudada é a injeção de aerossóis na estratosfera (SAI, na sigla em inglês). Ela envolve a liberação de partículas altamente refletivas na estratosfera – a camada da atmosfera entre 6 e 50 quilômetros acima da superfície da Terra – para refletir uma pequena parte da luz solar de volta ao espaço.

A técnica imita os efeitos de resfriamento das erupções vulcânicas, que liberam gotículas de gases de enxofre na estratosfera. Esses gases se misturam ao vapor de água e formam pequenas partículas refletivas chamadas aerossóis. A erupção do Monte Pinatubo, nas Filipinas, em 1991, provocou um resfriamento global de 0,5 °C por alguns anos.

Até agora, a SAI foi testada principalmente em laboratórios e em simulações computacionais. Desde 2008, apenas dois testes ao ar livre envolvendo a liberação de pequenas quantidades de aerossóis foram realizados: um na Rússia e outro no Reino Unido. Outros experimentos planejados por universidades no Reino Unido e na Suécia foram cancelados após protestos da sociedade civil e de grupos comunitários.

A Make Sunsets lançou balões cheios de dióxido de enxofre sobre o México e os Estados Unidos em 2022. Após o experimento, o governo mexicano proibiu a aplicação de técnicas de geoengenharia solar em seu território. Em seu site, a empresa afirma que já lançou 213 balões, vendendo-os a empresas e indivíduos como “créditos de resfriamento”.

Ainda não está claro quem está comprando esses créditos, mas as quantidades são pequenas demais para gerar qualquer benefício mensurável ao clima, segundo a ONG Silverlining, focada em riscos climáticos de curto prazo. A DW tentou entrar em contato com a Make Sunsets, mas não obteve resposta até o momento da publicação desta reportagem.

Uma implantação em larga escala da SAI exigiria o envio contínuo de balões ou aeronaves de alta altitude para liberar partículas por décadas, pois os aerossóis geralmente permanecem na estratosfera apenas por alguns meses ou anos. Uma vez liberadas, essas partículas seriam transportadas ao redor do globo pelas correntes de jato, dispersando-se amplamente, ainda que de forma desigual.

“Haverá uma redução global de cerca de 0,5 °C, mas essa redução será muito irregular”, avaliou James Dyke, professor associado de ciência do sistema terrestre da Universidade de Exeter. Isso também poderia provocar padrões de precipitação imprevisíveis e eventos climáticos extremos em diferentes regiões do mundo, acrescentou.

A necessidade de transparência nas pesquisas

Grande parte das pesquisas em SAI até agora tem se concentrado na injeção de partículas de sulfato – o mesmo tipo emitido por vulcões. No entanto, existem efeitos colaterais associados aos aerossóis de sulfato, incluindo possíveis danos à camada de ozônio e aumento da poluição do ar, o que pode aumentar as taxas de doenças respiratórias.

“Não acreditamos que esta seja uma opção segura ou responsável para ser levada em consideração por governos”, disse o CEO da Stardust Solutions, Yanai Yedvab, em resposta por e-mail.

A Stardust Solutions afirma ter desenvolvido um novo tipo de partícula, composta por elementos “abundantes na natureza, quimicamente inertes na estratosfera e seguros para humanos e ecossistemas”. A empresa não divulgou nenhuma informação sobre quais seriam esses elementos. Segundo Yedvab, os resultados das primeiras pesquisas devem ser divulgados ainda neste ano.

Mas alguns cientistas demonstram ceticismo quanto às alegações de segurança. “Mesmo se você colocar algo na atmosfera que seja seguro na estratosfera, quando isso for processado e descer para a atmosfera inferior, pode se tornar uma partícula ativa perigosa”, argumentou David Keith, professor de ciência geofísica da Universidade de Chicago.

Yedvab salientou, entretanto, que nenhum teste ao ar livre será realizado no momento.

Equilibrando interesses privados e segurança global

A Stardust Solutions vê seu papel como “facilitadora tecnológica”, fornecendo a governos e à comunidade internacional as ferramentas e evidências necessárias para tomar decisões em meio a uma crise climática crescente. Yedvab argumenta que pesquisas sobre tecnologias e riscos são fundamentais para tirar esse método do papel.

Mas Keith afirma que uma tecnologia tão complexa e incerta quanto a SAI exige, acima de tudo, confiança pública. “A competição de capital de livre mercado pode ser ótima quando o que se produz é algo fácil de testar”, acrescentou. “Mas, para coisas em que a questão central é a confiança, sou muito mais cético quanto ao papel do dinheiro privado.”

A Stardust Solutions pretende buscar uma patente para reivindicar direitos de propriedade intelectual sobre sua partícula, e reportagens recentes do site especializado E&E News revelaram que a empresa vem trabalhando com um escritório de advocacia para fazer lobby junto ao governo dos Estados Unidos.

Embora a postura antiambiental do presidente dos EUA, Donald Trump, tenha sido ressaltada por sua decisão de retirar os Estados Unidos de dezenas de importantes acordos climáticos, não está claro qual é a posição do governo em relação à geoengenharia solar.

Yedvab afirmou que a Stardust Solutions só trabalhará com governos que tenham “estruturas regulatórias adequadas, alinhadas a altos padrões globais”, e que cabe a autoridades governamentais a discussão e a decisão sobre testes e uso.

Atualmente, não existe nenhum tratado internacional específico para regular a pesquisa ou o uso da SAI, e a maioria dos governos tampouco possui regulamentações. Alguns especialistas têm inclusive pedido um acordo internacional de não utilização.

A fertilização oceânica com ferro, outro método de geoengenharia com potenciais efeitos globais, foi regulada em 2013 após forte oposição de grupos ambientais e governos. Ao adicionar ferro ao oceano, a técnica busca aumentar o plâncton que absorve carbono, mas corre o risco de desestabilizar ecossistemas marinhos delicados. Embora a pesquisa ainda seja permitida, a comercialização não é.

Antes da proibição, várias startups sediadas nos Estados Unidos haviam anunciado intenções de investir na tecnologia e começar a vender créditos de carbono.

Você já sentiu aquele famoso “frio na barriga” antes de uma apresentação importante no trabalho?

Ou, quem sabe, já perdeu o apetite completamente após receber uma notícia estressante? Com certeza, essas reações físicas não acontecem por mero acaso.

Atualmente, a ciência médica já comprovou que existe uma ligação íntima entre a nossa cabeça e a nossa barriga. Essa conexão é constante.

De fato, o sistema digestivo ganhou o apelido oficial de “segundo cérebro” devido a essa via de mão dupla. Portanto, não se trata de uma metáfora ou de uma jogada de marketing.

O órgão realmente funciona de forma semi-independente do nosso sistema nervoso central.

O sistema nervoso entérico: uma rede de milhões de neurônios

O grande segredo por trás do apelido está na estrutura anatômica do órgão. Dessa maneira, o nosso trato gastrointestinal é revestido por uma malha complexa de neurônios.

Essa estrutura é chamada cientificamente de Sistema Nervoso Entérico (SNE).

Para se ter uma ideia da sua grandiosidade, existem cerca de 100 milhões de células nervosas espalhadas pelas paredes do intestino.

Surpreendentemente, esse número impressionante supera a quantidade de neurônios encontrados na nossa medula espinhal inteira. Como resultado, essa rede neural permite que o órgão tome decisões locais.

Como o sistema digestivo funciona de forma independente?

Por causa dessa autonomia, o intestino gerencia processos complexos sem precisar de comandos superiores. Em primeiro lugar, ele monitora a digestão de tudo o que você consome.

Em segundo lugar, ele libera enzimas de maneira controlada. Além disso, o órgão move os alimentos ao longo do trato digestivo. Tudo isso acontece sem precisar receber ordens diretas do cérebro principal.

A fábrica de hormônios do bem-estar e da felicidade

Surpreendentemente, a ligação entre as duas regiões vai muito além do controle da digestão. Logo, o intestino atua como uma verdadeira fábrica de neurotransmissores.

Essas substâncias químicas são as responsáveis por regular as nossas emoções diariamente.

Por exemplo, o caso mais conhecido pela medicina é a serotonina. Ela é o famoso hormônio da felicidade e do bem-estar.

Cerca de 90% de toda a serotonina do corpo humano é produzida e armazenada nas células intestinais.

Os impactos do desequilíbrio intestinal na saúde mental

Por conta disso, qualquer alteração na saúde do órgão afeta diretamente o seu humor. Diante desse fato, os desequilíbrios na saúde intestinal alteram os níveis desse neurotransmissor no sangue.

Consequentemente, esse cenário prejudicial pode agravar quadros de ansiedade e estresse.

Além do mais, a oscilação hormonal pode funcionar como um gatilho para a depressão. Cuidar da digestão, portanto, é proteger a mente.

O papel da microbiota e o eixo cérebro-intestino

Acima de tudo, a comunicação entre a cabeça e a barriga acontece nos dois sentidos. Essa troca de mensagens ocorre através de uma via expressa chamada eixo cérebro-intestino.

O principal canal dessa conversa é o nervo vago. É ele que conecta o tronco cerebral diretamente aos órgãos abdominais.

Quem gerencia toda essa comunicação interna são os trilhões de bactérias que vivem no seu trato digestivo. Elas formam a famosa microbiota intestinal.

Alimentação saudável e imunidade: qual é a relação?

Por fim, os seus hábitos alimentares definem a qualidade dessa comunicação interna. Quando você se alimenta mal, as bactérias ruins se multiplicam rapidamente no organismo.

Como consequência imediata, essas bactérias nocivas causam inflamações locais.

Essas inflamações graves enviam sinais de alerta para o sistema nervoso central. Desse modo, o processo afeta a sua clareza mental, o seu sono e a sua imunidade.

Portanto, manter o intestino saudável é o primeiro passo para ter uma mente sã e equilibrada.

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