
A Meta, empresa proprietária do Whatsapp, prepara uma grande atualização que vai acrescentar funções de privacidade ao aplicativo de mensagens. A principal novidade do pacote, que é o maior da história da plataforma, é a introdução de nomes de usuário, o que permitirá que pessoas conversem sem precisar compartilhar seus números de telefone. Veja, a seguir, o que se sabe sobre as mudanças planejadas para a rede social.
O que vai mudar no WhatsApp?
De acordo com o site especializado WABetaInfo, o recurso está sendo liberado gradualmente para um número “limitado” de usuários. Para verificar se a funcionalidade já está disponível, é necessário acessar as configurações do aplicativo.
A principal vantagem do novo sistema é o aumento da privacidade, já que o número de telefone poderá ser mantido em sigilo. Ainda assim, o WhatsApp continuará exigindo um número para o cadastro e uso da conta.
A criação de nomes de usuário seguirá regras específicas. Eles deverão ter entre três e 35 caracteres e poderão incluir letras minúsculas, números, pontos e sublinhados. Também será obrigatório conter ao menos uma letra, sendo proibido o uso de “www” ou terminações que remetam a domínios de internet.
Outro ponto é que o nome escolhido não poderá coincidir com nomes já existentes no Facebook ou no Instagram, embora haja a possibilidade de vinculá-lo a essas plataformas.
Além disso, o WhatsApp pretende oferecer uma “chave de nome de usuário”, um código de quatro dígitos que será exigido para o envio de mensagens a novos contatos dentro do sistema.
O príncipe Harry passou de fundador a réu em um processo envolvendo uma organização criada por ele mesmo. A ONG Sentebale, fundada há cerca de duas décadas em homenagem à princesa Diana, entrou com uma ação por difamação contra o duque de Sussex no Tribunal Superior de Londres, nesta sexta-feira, 10.
Harry responde ao processo ao lado de Mark Dyer, amigo próximo e ex-integrante do conselho da instituição. A ação envolve acusações de calúnia e injúria.
Em comunicado, a Sentebale afirma que recorreu à Justiça após sofrer danos à sua imagem. “A organização busca a intervenção, proteção e reparação do tribunal em decorrência de uma campanha coordenada de difamação na mídia, iniciada em 25 de março de 2025, que causou interrupções operacionais e prejuízos à sua reputação, à sua liderança e seus parceiros estratégicos”, informou.
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) condenou Anitta a pagar R$ 25 mil por danos morais após utilizar um vídeo que virou meme nas redes sociais para divulgar o álbum "Versions of me", lançado em 2022. No último dia 7, foi proferida a decisão e o desembargador Renato Lima Charnaux Sertã, entendeu que houve utilização da imagem de terceiros com fins comerciais e lucrativos sem a devida autorização.
A jovem que moveu a ação contra a cantora é Poliana da Silva, que participou e postou o vídeo em questão em fevereiro de 2012, no seu canal do YouTube. Anos depois, a coreografia sincronizada feita com as amigas viralizou e ficou conhecido como "a coreô que combina com tudo", sendo replicada com diversas músicas ao fundo, inclusive "Gata", canção de Anitta.
A forma como sonhamos pode influenciar diretamente na sensação de descanso ao acordar. Um novo estudo sugere que sonhos mais vívidos e imersivos estão associados à percepção de um sono mais profundo e reparador.
Conforme pesquisa conduzida por cientistas da IMT School for Advanced Studies Lucca, na Itália, e publicada na revista científica PLOS Biology em 24 de março. Os resultados indicam que a qualidade da experiência mental durante o sono pode ser tão importante quanto a duração do descanso.
Para investigar essa relação, os pesquisadores acompanharam 44 adultos saudáveis em um laboratório do sono e analisaram dados de 196 noites. Durante os experimentos, os participantes eram despertados em diferentes momentos da noite e questionados sobre o que estavam experimentando naquele instante e sobre o quanto se sentiam descansados.
“Nem toda experiência mental durante o sono é sentida da mesma maneira. O grau de imersão da experiência parece ser um fator importante”, explica o neurocientista Giulio Bernardi, um dos autores do estudo.
Os resultados mostraram que os participantes relatavam uma sensação de sono mais profundo após experiências oníricas vívidas e envolventes. Isso ocorreu mesmo quando os registros cerebrais indicavam uma atividade relativamente próxima da vigília.
Em contraste, quando as experiências durante o sono eram fragmentadas ou vagas, os participantes tendiam a relatar uma sensação de sono mais superficial.
“Isso sugere que sonhar pode alterar a forma como o cérebro interpreta sua própria atividade durante o sono. Quanto mais imersivo é o sonho, mais profundo o sono parece”, afirma Bernardi.
Os cientistas concentraram a análise principalmente no estágio N2 do sono, uma fase do sono sem movimentos rápidos dos olhos que ocupa grande parte da noite. Os dados indicam que, nesse estágio, sonhos vívidos podem funcionar como uma espécie de amortecedor, suavizando variações na atividade cerebral e preservando a sensação subjetiva de descanso.
Os resultados também mostraram que, conforme a necessidade fisiológica de dormir reduz ao longo da noite, os sonhos tendem a se tornar mais vívidos. O aumento na intensidade das experiências oníricas foi acompanhado por uma maior sensação de profundidade do sono.
Para os pesquisadores, compreender melhor essa relação pode ajudar a explicar por que algumas pessoas sentem que dormem mal mesmo quando exames mostram padrões de sono aparentemente normais.
“Entender como os sonhos contribuem para a sensação de sono profundo pode trazer novas perspectivas sobre a saúde do sono e o bem-estar mental”, afirma Bernardi.
Apesar das descobertas, os autores destacam que o estudo analisa a percepção subjetiva do sono e não demonstra que sonhos mais vívidos necessariamente melhoram a recuperação física. Ainda assim, a equipe acredita que pesquisas futuras podem explorar formas de estimular experiências oníricas mais imersivas como estratégia para melhorar a qualidade percebida do sono.
A 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) negou ontem o pedido de habeas corpus da defesa do empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, suspeito de assassinar o gari Laudemir de Souza Fernandes.
De acordo com o TJ, a gravidade do crime cometido impede a soltura do réu, preso preventivamente. O relatório foi do desembargador Maurício Pinto Ferreira, que teve votos acompanhados dos desembargadores Henrique Abi-Ackel Torres e Âmalin Aziz Sant'Ana.
Em janeiro deste ano, a Justiça decidiu que Renê da Silva Nogueira Júnior irá a júri popular.
Ele confessou o assassinato de Laudemir de Souza, de 44 anos, morto a tiros enquanto realizava a coleta de lixo na capital mineira. O crime aconteceu em agosto de 2025, após uma discussão de trânsito em Belo Horizonte.
No pedido do habeas corpus, a defesa afirma que a decisão não foi bem fundamentada. O texto também citou "evidente constrangimento ilegal". Este foi pedido de habeas Corpus negado.
O UOL entrou em contato com a defesa de Renê da Silva Nogueira, mas não obteve retorno até o momento. O texto será atualizado em caso de resposta.
Ao analisar o mecanismo das libélulas para detectar a luz vermelha, pesquisadores identificaram que o inseto possui uma proteína específica que responde a luminosidade avermelhada em um comprimento de onda mais escuro do que os humanos veem.
Alguns campos da medicina, como a optogenética, utilizam proteínas fotossensíveis para estudar tecidos vivos. A ideia dos cientistas é replicar a capacidade de visão das libélulas em novas tecnologias analíticas.
“Este é um dos pigmentos visuais mais sensíveis ao vermelho já descobertos. As libélulas provavelmente conseguem enxergar em tons de vermelho mais profundos do que a maioria dos insetos”, afirma um dos autores do estudo, Akihisa Terakita, em comunicado.
A descoberta liderada pela Universidade Metropolitana de Osaka (OMU, na sigla em inglês), no Japão, teve os resultados publicados na revista Cellular and Molecular Life Sciences em meados de janeiro.
Os pesquisadores identificaram a posição específica que a proteína responde à luz. Em seguida, eles a alteraram, deslocando a sensibilidade para comprimentos de onda mais longos, ficando mais perto da faixa do infravermelho, um tipo de radiação eletromagnética invisível ao olho humano.
Comprimentos de onda mais longos são ótimos para analisar tecidos vivos, pois conseguem penetrar o corpo de forma mais profunda e alcançar células com acesso mais complicado. Usar o mecanismo de visão das libélulas pode ser um caminho de avanço para a medicina futuramente.
Para nós enxergarmos, nossos olhos utilizam a proteína chamada opsina – a mesma usada pelas libélulas. Através delas, conseguimos ver cores de forma plena. A grande diferença entre os humanos e o inseto em específico, é que o vermelho é visto por ele uma forma mais profunda.
“Surpreendentemente, o mecanismo pelo qual a opsina vermelha da libélula detecta a luz vermelha é idêntico ao da opsina vermelha em mamíferos, incluindo humanos. Este é um resultado inesperado, sugerindo que o mesmo processo evolutivo ocorreu independentemente em linhagens distantemente relacionadas”, diz o primeiro autor do estudo, Ryu Sato.
As medições sobre o comprimento de onda do vermelho revelaram que há uma sensibilidade aguçada nas libélulas para enxergar tons avermelhados. Segundo os pesquisadores, os animais podem usar a função para localizar parceiros, já que machos e fêmeas refletem a cor de forma distinta.
Dois irmãos, de 45 e 50 anos, invadiram a casa da ex-mulher de um deles e a espancaram com socos e uma barra de ferro, na madrugada dessa quinta-feira (9/4), no Jardim Ipiranga, em Guararema, na Grande São Paulo.
Um dos invasores, que é ex-marido da vítima, foi preso em flagrante por tentativa de feminicídio. A Justiça decretou a prisão do outro suspeito, considerado foragido.
Segundo o boletim de ocorrência, a mulher dormia na sala quando houve a invasão. Com medo do ex-companheiro após uma ameaça, ela tinha colocado um tanquinho de lavar roupas bloqueando a porta.
Apesar disso, Samuel José do Nascimento, 50, e o irmão dele, Natanael José do Nascimento, 45, conseguiram entrar no local. Em meio às agressões, a vítima conseguiu escapar e pulou o muro. O ex-companheiro a seguiu e a agrediu na rua. Uma vizinha flagrou o crime e acionou a Polícia Militar (PM).
Policiais localizaram Samuel e o prenderam em flagrante. O irmão dele conseguiu fugir.
A vítima contou que a motivação para o crime foi a negativa em dar dinheiro ao ex-companheiro. Ele teria ido à casa dela, no período da tarde, e prometeu que retornaria para se vingar. Ela, então, chegou a solicitar medida protetiva de urgência contra o suspeito preso e o irmão dele.
A versão de Samuel é diferente. Segundo ele, o casal ainda se relacionava e dividiam o imóvel. Negou ter agredido a vítima, além de refutar a participação do irmão no crime.
Tanto a vítima como o ex-companheiro foram socorridos ao hospital. O delegado considerou que a versão apresentada por Samuel não condizia aos fatos e o prendeu em flagrante, além de pedir a conversão da prisão para preventiva. A Justiça decretou a prisão de Natanael.
Segundo um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Genebra, na Suíça, um exame de fezes baseado na análise de bactérias do intestino pode identificar cerca de 90% dos casos de câncer colorretal. A proposta é oferecer uma forma mais simples e menos invasiva de rastrear a doença, que hoje é diagnosticada principalmente por meio da colonoscopia.
Este câncer é o tipo que mais causa mortes no mundo. Apesar de ser altamente tratável quando detectado cedo, muitos casos ainda são diagnosticados em estágios avançados, em parte porque a colonoscopia pode ser cara e desconfortável, o que leva muitas pessoas a adiar o exame.
No novo estudo, publicado na revista Cell Host & Microbe em agosto de 2025, os cientistas utilizaram aprendizado de máquina para analisar a microbiota intestinal humana. A equipe criou um catálogo detalhado das bactérias presentes no intestino e identificou padrões associados ao câncer colorretal.
Para o pesquisador Mirko Trajkovski, que liderou o estudo, o diferencial da pesquisa foi olhar para um nível mais específico da microbiota.
“Em vez de analisar apenas as espécies bacterianas, focamos nas subespécies. Esse nível intermediário permite captar diferenças importantes no funcionamento das bactérias e na sua relação com doenças”, explica, em comunicado.
A partir desse catálogo microbiano, os pesquisadores desenvolveram um modelo capaz de detectar sinais da doença analisando bactérias presentes em amostras de fezes.
O método foi testado com dados clínicos já disponíveis e conseguiu identificar cerca de 90% dos casos de câncer colorretal. A taxa é próxima à observada em colonoscopias, que detectam aproximadamente 94% dos casos, e superior à de outros testes não invasivos atualmente disponíveis.
“Embora estivéssemos confiantes na abordagem, os resultados foram impressionantes”, afirmou o pesquisador Matija Trickovic, primeiro autor do estudo.
Segundo os cientistas, o teste poderia ser usado como ferramenta de rastreamento inicial. Pessoas com resultado positivo seriam então encaminhadas para colonoscopia, exame que confirmaria o diagnóstico.
A equipe agora prepara um ensaio clínico em parceria com os Hospitais Universitários de Genebra para avaliar melhor quais estágios da doença podem ser identificados com o método.
Os pesquisadores também acreditam que a estratégia pode ser aplicada a outras doenças. Ao analisar com mais precisão as bactérias do intestino, o mesmo tipo de teste pode ajudar a desenvolver ferramentas de diagnóstico baseadas na microbiota.
“O mesmo método poderá ser usado para criar testes não invasivos para várias doenças, todos baseados em uma única análise da microbiota intestinal”, afirma Trajkovski.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou em uma publicação na rede Truth Social nesta sexta-feira (10) que os iranianos estão vivos apenas para negociar.
"Os iranianos parecem não perceber que não têm outras cartas na manga, além de uma extorsão de curto prazo contra o mundo através do uso das vias navegáveis internacionais. A única razão pela qual ainda estão vivos hoje é para negociar! Presidente DONALD J. TRUMP", escreveu Trump.
O líder americano afirmou ainda que os iranianos "são melhores em lidar com a mídia de notícias falsas e em "relações públicas" do que em lutar".
Um homem de 59 anos foi preso em Conquista, no Triângulo Mineiro, suspeito de matar o próprio tio, de 76 anos, e depois procurar ajuda para agilizar os serviços funerários e o sepultamento da vítima. A prisão ocorreu nessa quinta-feira (9/4), após a Polícia Militar ser acionada por uma assistente social que desconfiou da pressa demonstrada pelo sobrinho.
Segundo a ocorrência, o suspeito procurou a mulher pedindo auxílio para providenciar o funeral do tio. Ela então fez contato com o médico plantonista da Santa Casa, que informou que o idoso havia morrido em decorrência de traumatismo craniano. O profissional também relatou que o corpo tinha diversas escoriações e que o sobrinho havia dito que a vítima sofria de epilepsia, tinha dificuldades de locomoção e poderia ter caído dentro de casa.
Diante da suspeita, os militares foram até o imóvel, no bairro Rosário. No local, encontraram respingos de sangue nas paredes do quarto da vítima, além de vestígios na sala e na cozinha. Também havia roupas próximas ao guarda-roupa com sinais de que o idoso teria sido arrastado até a varanda.
Após nova conversa com os policiais, o sobrinho confessou que, na noite anterior, estava no quarto com o tio quando os dois começaram a discutir. De acordo com o relato, ele empurrou o idoso com força contra a parede, fazendo com que a vítima caísse desacordada e com intenso sangramento. Em seguida, arrastou o corpo até a varanda e usou panos para limpar o sangue no interior da residência.
A perícia foi acionada e realizou os trabalhos no local. Após a confissão e a constatação dos vestígios, o homem recebeu voz de prisão em flagrante e foi encaminhado ao delegado de plantão.
Um homem acusado de violência doméstica foi preso pela Polícia Militar (PM) após ser flagrado com quatro armas de fogo dentro da residência onde mora, nesta sexta-feira (10), no município de Pão de Açúcar, no Sertão de Alagoas. A ação ocorreu durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão expedido pelo 2° Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Capital.
No imóvel, equipes do Batalhão de Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas (Rotam) localizaram uma pistola e um revólver escondidos dentro de um cofre no quarto do suspeito. Durante a abordagem, o homem confessou que possuía mais dois armamentos em um depósito de gás de sua propriedade.
No segundo endereço indicado, os policiais encontraram duas armas longas de calibre .22, completando o arsenal apreendido na operação.
Diante do flagrante, o suspeito foi conduzido à delegacia de Batalha, onde permaneceu à disposição da autoridade policial.
Pesquisadores identificaram um possível mecanismo no cérebro que pode ajudar a esclarecer o fato de algumas pessoas seguirem com alta pressão arterial mesmo fazendo uso de medicamentos. O estudo indica que uma pequena região do tronco encefálico, chamada parafacial lateral, pode contribuir para o desenvolvimento de certos casos de hipertensão.
A pesquisa foi conduzida por cientistas da Universidade de São Paulo (USP) em colaboração com a Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, e publicada na revista Circulation Research em 17 de dezembro de 2025.
No estudo, os cientistas identificaram que a região parafacial lateral, conhecida pela sigla pFL, está ligada ao controle da respiração. Ela participa especialmente de expirações mais intensas, como as que ocorrem durante exercícios físicos, tosse ou riso. Os experimentos indicam que esses neurônios também podem influenciar diretamente o sistema cardiovascular.
Durante os testes em ratos, os pesquisadores observaram que a ativação desses neurônios não apenas altera o padrão respiratório, mas também provoca a contração dos vasos sanguíneos, o que aumenta a pressão arterial.
Segundo os autores, essa ligação entre respiração e circulação pode ajudar a entender por que uma parcela significativa de pessoas com hipertensão não conseguem controlar a doença apenas com medicamentos tradicionais.
Para investigar o papel dessa região cerebral, os pesquisadores utilizaram técnicas de engenharia genética que permitem ativar ou desativar neurônios específicos. Ao estimular os neurônios da pFL, eles observaram que circuitos nervosos ligados ao sistema nervoso simpático eram ativados, o que levou ao aumento da pressão arterial nos animais.
O sistema nervoso simpático é responsável pela chamada resposta de luta ou fuga e controla diversas funções do organismo, incluindo a construção dos vasos sanguíneos.
Quando os cientistas reduziram a atividade desses neurônios em ratos com hipertensão, a pressão arterial voltou a níveis considerados normais.
“Descobrimos que, quando essa região do cérebro é desativada em condições de pressão elevada, os níveis de pressão arterial retornam ao normal”, disse o fisiologista Julian Paton, da Universidade de Auckland, em comunicado.
Os resultados também ajudam a esclarecer por que pessoas com apneia do sono apresentam maior risco de hipertensão.
Durante episódios de apneia, o nível de oxigênio no sangue cai e o dióxido de carbono aumenta, condições que podem ativar os neurônios da região parafacial lateral. Isso significa que alterações respiratórias durante o sono podem estimular esse circuito cerebral e contribuir para o aumento da pressão arterial.
Como o estudo foi realizado em modelos animais, ainda será necessário confirmar se o mesmo mecanismo ocorre em humanos.
Mesmo assim, os resultados apontam para uma nova forma de investigar a hipertensão e sugerem que sensores de oxigênio localizados nas artérias do pescoço, conhecidos como corpos carotídeos, podem ser um alvo para futuras estratégias de tratamento.
O controle do diabetes tipo 2 no Brasil enfrenta um desafio crescente: segundo dados do Ministério da Saúde, entre 2006 e 2024, o diagnóstico da doença entre adultos saltou de 5,5% para 12,9%, um aumento de 135% acompanhado pela alta nos índices de obesidade. Para a nutricionista Bela Clerot, o obstáculo para estabilizar a glicemia não está apenas na falta de acesso a tratamentos, mas na repetição de hábitos que parecem saudáveis, mas mantêm o metabolismo em desequilíbrio.
Segundo a especialista, o foco excessivo em medicações e o consumo de substitutos “naturais” do açúcar criam uma falsa sensação de segurança que impede a remissão da doença.
Ilusão do remédio: muitos pacientes acreditam que a medicação anula o impacto de uma dieta inadequada, ignorando que o estilo de vida é o verdadeiro pilar do tratamento.
Armadilha do “natural”: substituir açúcar por mel, tâmaras ou sucos não reduz o impacto glicêmico para quem já possui resistência à insulina.
Frequência alimentar: o hábito de “beliscar” ou comer a cada três horas sem necessidade pode sobrecarregar o metabolismo e gerar picos constantes de glicose.
Visão limitada: focar apenas no valor da glicose em exames isolados é um erro; o diagnóstico completo exige análise de insulina, hemoglobina glicada e HOMA-IR.
Um dos maiores mitos combatidos por Bela Clerot é a ideia de que o diabetes tipo 2 é uma sentença progressiva e irreversível. “A doença não tem cura, mas pode entrar em remissão com mudanças consistentes. Achar que o destino é apenas aumentar a dose do remédio desmotiva o paciente”, explica.
Para a nutricionista, a chave está em entender que a medicação ajuda, mas não educa o organismo. “A gente controla o diabetes pela boca”, resume, reforçando que o uso de fármacos como eixo único do tratamento costuma falhar a longo prazo.
Outro ponto crítico são os produtos ultraprocessados rotulados como “diet” ou “zero”. A especialista alerta que adoçantes culinários e itens industriais frequentemente escondem maltodextrina ou outros carboidratos que elevam a glicemia tanto quanto o açúcar refinado. O mesmo vale para as substituições caseiras: frutas muito maduras ou receitas “fit” podem carregar uma carga glicêmica alta que o corpo do diabético não consegue processar eficientemente.
Além da qualidade do que se come, a periodicidade das refeições entrou no radar da nutrição moderna. Para quem tem alterações metabólicas, a ingestão constante de alimentos mantém a insulina alta o dia todo, dificultando a estabilização. No entanto, Bela ressalta a importância da individualização: pacientes que usam certos medicamentos precisam de acompanhamento rigoroso para evitar crises de hipoglicemia.
A nutricionista conclui que o tratamento eficaz exige menos “atalhos” e mais análise clínica. Antes de trocar qualquer componente da dieta ou alterar a rotina, é fundamental alinhar a estratégia com um profissional que avalie o histórico completo, incluindo triglicerídeos e HDL, para garantir que o corpo esteja, de fato, recuperando sua saúde metabólica.
Na madrugada desta sexta-feira (10), no bairro Alto do Cruzeiro, em Palmeira dos Índios, a Polícia Militar conseguiu efetuar a apreensão de 669 pedras de crack, 726 pinos de cocaína, 54 trouxinhas de cocaína, 14 munições intactas 0.38, 3 celulares, e R$ 863 em espécie.
De acordo com o relatório de ocorrências, a guarnição rural 01 - pertencente ao 10º BPM - estava em patrulhamento ostensivo e preventivo pela rua São Miguel, no bairro Alto do Cruzeiro, em Palmeira dos Índios, quando percebeu que um individuo estava entregando entorpecentes a outro homem, em frente a uma residência.
De acordo com a PM, a guarnição conseguiu abordar o individuo que comprou a droga - tratava-se de substância análoga a cocaína, acondicionada em pinos.
Diante do flagrante de venda de drogas, a guarnição adentrou na residência e localizou uma grande quantidade de substâncias análogas a cocaína e crack, já acondicionados para comercialização, além de 14 munições intactas e dinheiro em espécie. O individuo envolvido na venda dos entorpecentes se evadiu pelos fundos da residência e não foi localizado.
Todo o material apreendido ilícito foi apreendido e encaminhada até o CISP de Palmeira dos Índios, onde foi registrado o fato pela Polícia Civil como apreensão de drogas.
Nas últimas décadas, a humanidade conquistou mais tempo e mais qualidade de vida graças, sobretudo, aos avanços tecnológicos na saúde. O desenvolvimento de novas vacinas, cirurgias menos invasivas, unidades de terapia intensiva muito mais modernas e pesquisas na área de genética têm papel preponderante nessa evolução. No entanto, foram duas áreas, em particular, que contribuíram decisivamente para um processo de reconfiguração dos cuidados médicos: os exames de imagem, que revolucionaram a medicina diagnóstica, e novas gerações de medicamentos, que vêm evitando mortes precoces e garantindo o melhor controle de doenças.
Nos últimos 50 anos, as inovações na radiologia já vinham mostrando a importância da tecnologia e da convergência de outras áreas, como a física e a engenharia, na busca de precisão dos exames. Não custa lembrar que os primeiros tomógrafos datam da década de 1970 e que os aparelhos de ressonância magnética se popularizariam nos anos 1980.
A telemedicina, que teve suas primeiras aplicações com os voos espaciais tripulados, ganharia corpo na década de 1990, embora só tenha experimentado expansão no Brasil com a pandemia de Covid-19, em 2020-21. Na virada do milênio, a inteligência artificial (IA) começava a adentrar a área de saúde e, dez anos depois, já era usada em larga escala, dando início a uma mudança de paradigma.
Hoje já podemos falar em transformação digital na saúde, com teleconsultas, monitoramento remoto de pacientes e, particularmente, com o uso da IA, que faz a análise automática de exames e imagens e, de modo geral, reduz a possibilidade de erro em toda a cadeia da saúde.
Seu uso é essencial nas terapias personalizadas e na medicina de precisão baseada em genômica, que hoje representam avanços promissores, pois permitem analisar grandes volumes de dados genéticos e clínicos, identificar mutações relevantes, prever a resposta individual a medicamentos e descobrir biomarcadores que orientam tratamentos específicos.
Parte importante da evolução tecnológica é a interoperabilidade entre os sistemas, que garante a padronização e a segurança no intercâmbio de informações. Também nisso a IA é importante porque ajuda na organização de dados vindos de fontes diversas, na detecção de inconsistências, na integração entre informações clínicas, genômicas e de dispositivos vestíveis e na transformação desse fluxo de dados em conhecimento útil para médicos e gestores. Na ponta do lápis, a interoperabilidade pode trazer uma redução de 15% no custo saúde.
Nosso grande desafio hoje é tornar a inovação acessível ao maior número de pessoas. A tecnologia chega gradualmente, mas sua introdução é mais lenta no SUS (Sistema Único de Saúde), o que se explica pela desigualdade de distribuição de recursos. Nosso sistema público é universal, mas subfinanciado em tudo o que pretende oferecer. Inexistem condições financeiras para a incorporação acelerada de tecnologias, situação agravada pela judicialização, na medida em que o sistema é obrigado a alocar montantes significativos para situações que extrapolam as margens de previsibilidade.
Em um país de mais de 200 milhões de habitantes, dos quais 75% dependem da rede pública, o cobertor já é curto em condições normais – e vale dizer que, mesmo em países desenvolvidos, que têm mais dinheiro, sistemas universais não conseguem oferecer todo tipo de tecnologia a seus pacientes. Para sua incorporação em larga escala, é essencial o processo de avaliação e comprovação de eficácia.
Independentemente da judicialização, as barreiras econômicas são evidentes: cerca de 55% de tudo o que se gasta em saúde beneficia apenas 25% da população, que tem acesso ao setor privado, enquanto os 45% restantes atendem 75% dos brasileiros, que dependem do sistema público. A conta não fecha. É flagrante o desequilíbrio, agravado por desigualdades regionais e pela ineficiência administrativa.
Em muitas regiões, a infraestrutura é precária: 40% da população do país não tem acesso a saneamento básico – e não custa lembrar que, para cada real investido em saneamento, quatro ou cinco são economizados em saúde. Além disso, em vários locais, pacientes com câncer e outras doenças não têm acesso a diagnóstico e a hospitais para tratamentos de alta complexidade. Os tomógrafos estão concentrados na região Sudeste, e os aparelhos de ressonância magnética, em quantidade menor, predominam em clínicas particulares. No SUS, quando há equipamentos, o paciente enfrenta meses em uma fila.
Problemas estruturais e de má gestão de recursos limitados convivem com outro gargalo, o da formação médica. Temos excelentes universidades no país, mas muitas outras de péssima qualidade, como vimos recentemente nos resultados do Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica). Há décadas, busca-se a quantidade, não a qualidade – e o resultado dessa política são muitos recém-formados com conhecimentos insuficientes. O poder público tem responsabilidade na qualidade dos médicos que entram no mercado: maus profissionais são um ônus para toda a sociedade.
As universidades devem ser pilares de inovação, verdadeiros centros de pesquisa e desenvolvimento de tecnologia e de produtos que possam contribuir para melhorar a saúde da população. O investimento em instituições de qualidade é, por isso mesmo, estratégico. Os nossos talentos é que podem fazer o país deixar de depender em excesso de soluções importadas e caras. Nas universidades de ponta, o ensino tem acompanhado as transformações na saúde, mas infelizmente essas ainda são exceções, não a regra.
Temos muitos desafios a enfrentar na área da saúde, sobretudo para assegurar acesso equitativo a tratamentos modernos e de melhor qualidade. Tecnologias acessíveis podem melhorar esse quadro, reduzindo as desigualdades, e aumentar a eficiência do sistema como um todo, gerando economia. Ainda que dificilmente o setor público venha a alcançar o patamar da saúde privada no quesito inovação, temos a oportunidade de reduzir o custo saúde com mais inclusão.
Estamos em um momento de descoberta das potencialidades da IA, que, à primeira vista, podem fazer parecer que a figura do médico é substituível por algoritmos. Esse é um erro de perspectiva: não se deve confundir uma ferramenta, ainda que poderosa, com aquele que a põe em movimento. Os profissionais devem continuar oferecendo empatia e escuta ativa aos pacientes, pois o processo de cura e enfrentamento de uma doença sempre está inserido em um conjunto de condições particulares de vida. A inteligência artificial já mudou o paradigma da saúde, mas os princípios éticos e de respeito ao paciente como pessoa, que conhecemos desde Hipócrates, vão continuar norteando a prática médica.
A prefeita Tia Júlia recebeu nesta quinta-feira (9) representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (Sinteal) para dar continuidade às discussões da mesa permanente de negociações, mantida pelo município há nove anos.
O encontro foi realizado no gabinete da prefeita e teve como foco o alinhamento de pautas consideradas importantes para os profissionais da educação municipal. Durante a reunião, foram debatidos temas de interesse da categoria e tratadas ações que deverão ser anunciadas em breve pela administração municipal em conjunto com a entidade sindical.
A iniciativa reforça o compromisso da gestão com o diálogo contínuo entre o poder público e os representantes dos trabalhadores do município. “Seguimos mantendo o diálogo aberto e respeitoso com os profissionais da Educação, porque acreditamos que a valorização da categoria é essencial para o fortalecimento do ensino em nosso município”, destacou Tia Júlia.
E continuou. “A mesa permanente de negociações é uma conquista importante, construída com diálogo ao longo dos anos, e continuaremos trabalhando com responsabilidade para atender às demandas da categoria e avançar cada vez mais na educação da nossa cidade”, finalizou a prefeita.
A reunião contou com a presença de secretários municipais e representantes do Sinteal de Palmeira dos Índios e Maceió.
