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Metrópoles

Sífilis: infectologista lista principais sintomas e riscos da doença

A sífilis segue como um dos principais desafios de saúde pública no Brasil. Dados do boletim epidemiológico mais recente do Ministério da Saúde indicam que país registrou mais de 810 mil casos da infecção em gestantes entre 2005 e junho de 2025.

O aumento das notificações e da transmissão da doença tem chamado a atenção de especialistas para a importância de reconhecer os sinais da infecção e buscar diagnóstico precoce.

Causada pela bactéria Treponema palliduma sífilis é classificada como uma infecção sexualmente transmissível e costuma ser transmitida principalmente por relações sexuais sem preservativo.

Também pode ocorrer a transmissão da mãe para o bebê durante a gestação, situação conhecida como sífilis congênita, que pode provocar complicações graves para o recém-nascido.

Sintomas da sífilis

Um dos principais desafios no controle da doença é que os sinais iniciais nem sempre são percebidos. Segundo especialistas, muitas pessoas convivem com a infecção sem saber

“A sífilis frequentemente passa despercebida porque suas lesões primárias são indolores e a doença pode permanecer assintomática por longos períodos (fase latente), o que faz com o que o paciente não saiba que tem a doença”, explica o dermatologista Ademar Schultz, professor do Centro Universitário de Brasília.

Na fase inicial, o sintoma mais característico é o chamado cancro duro, uma ferida indolor que surge no local de contato com a bactéria, geralmente na região genital, anal ou oral. A lesão pode desaparecer espontaneamente após algumas semanas, o que muitas vezes leva o paciente a acreditar que o problema foi resolvido.

Entre seis semanas e alguns meses depois, a doença pode evoluir para a chamada sífilis secundária. Nessa etapa, surgem sinais mais espalhados pelo corpo, como manchas na pele, febre, mal-estar, dor de cabeça e ínguas.

“O grande problema é que os sintomas somem, mas a doença não. Sem tratamento, a sífilis pode permanecer silenciosa e trazer complicações irreversíveis anos depois”, alerta a infectologista Monica Peduto Pecoraro Rodrigues, do Hospital e Maternidade Santa Helena.

Riscos para adultos e bebês

Sem tratamento, a infecção pode evoluir para estágios mais graves e comprometer diferentes órgãos do corpo, como o sistema nervoso, o coração e os olhos, além de aumentar o risco de morte em casos mais avançados.

Durante a gestação, o risco também se estende ao bebê. A bactéria pode atravessar a placenta e infectar o feto ainda no úteroo que pode levar a aborto, parto prematuro ou morte fetal. Em recém-nascidos, a sífilis congênita pode provocar anemia, icterícia, alterações ósseas e outras complicações.

“Apesar de ser uma doença prevenível e tratável, a infecção segue em curva ascendente e preocupa pelo impacto tanto na população adulta quanto nos recém-nascidos”, afirma Monica.

O tratamento da sífilis é considerado simples e eficaz e geralmente é feito com penicilina, antibiótico disponível no Sistema Único de Saúde (SUS).

Especialistas reforçam que o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para interromper a cadeia de transmissão e evitar complicações da doença.

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