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Sexo sem proteção? Especialistas explicam o que você deve fazer depois

Após uma relação com sexo sem proteção, agir rápido não é exagero: é necessidade. O tempo influencia diretamente nas chances de evitar tanto infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) quanto uma gravidez indesejada. Ainda assim, muitas pessoas ignoram os primeiros sinais de alerta ou simplesmente não procuram ajuda, o que pode transformar um risco evitável em um problema de longo prazo.

A ginecologista Lorrany Viola, do Laboratório Exame, no Distrito Federal, explica que a primeira atitude deve ser procurar atendimento de urgência. “Algumas doenças têm uma janela de entrada no organismo e, se agirmos dentro desse período, conseguimos reduzir significativamente o risco de infecção”, afirma.

Janela de prevenção: o tempo joga contra você

Após o sexo sem proteção, existe um intervalo curto e decisivo para agir. Um dos principais cuidados é a prevenção ao HIV por meio da profilaxia pós-exposição (PEP), que deve ser iniciada em até 72 horas, idealmente nas primeiras 24 horas após a relação.

“O vírus pode levar esse tempo para atravessar as barreiras do organismo. Por isso, iniciar a medicação rapidamente aumenta muito a eficácia”, explica Lorrany.

No caso da gravidez, a lógica é a mesma. A pílula do dia seguinte deve ser tomada o quanto antes. Apesar de apresentar efeito em até 72 horas, e, em alguns casos, até cinco dias, sua eficácia diminui com o passar do tempo. Ou seja: adiar a decisão reduz diretamente as chances de evitar a gestação.

Gravidez não é o único risco, e nem o mais silencioso

Focar apenas na possibilidade de gravidez após o sexo sem proteção é um erro comum e perigoso. A sexóloga Tamara W. Zanotelli, de Santa Catarina, alerta que nenhuma contracepção de emergência protege contra ISTs. “Muitas pessoas resolvem a questão da gravidez e esquecem completamente das infecções, que podem ser silenciosas”, afirma.

Doenças como HIV, sífilis, hepatites, gonorreia e HPV podem ser transmitidas em uma única relação. Em muitos casos, não há sintomas imediatos, o que cria uma falsa sensação de segurança. Esse silêncio inicial é justamente o que torna essas infecções mais perigosas, já que o diagnóstico acaba sendo feito tardiamente.

O acompanhamento médico é essencial para garantir que não houve contágio. Segundo Lorrany, testes para HIV, sífilis e hepatites devem ser feitos logo após a exposição e repetidos após 30 dias, podendo se estender por até três ou seis meses, dependendo do risco.

A sexóloga Tamara reforça que sintomas como corrimento com odor forte, coceira, dor ao urinar, sangramentos fora do ciclo menstrual, febre ou lesões genitais exigem atenção imediata. No entanto, ela alerta: “A ausência de sintomas não significa que está tudo bem”. Muitas infecções evoluem de forma silenciosa no início.

Além disso, situações como dor intensa, sangramento anormal ou dificuldade para respirar devem ser tratadas como urgência médica. Mesmo em casos sem sintomas aparentes, buscar orientação profissional nas primeiras 72 horas é o caminho mais seguro. Ignorar o problema, confiar apenas na sorte ou tratar o assunto com descuido não elimina o risco, só adia as consequências.

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