
Mais de 485 mil eleitores deixaram de votar em Alagoas nas Eleições Municipais de 2024, segundo dados da Justiça Eleitoral. Do total de 2.442.894 pessoas aptas, 1.957.498 compareceram às urnas, o que corresponde a 80,13% de participação. A taxa de abstenção ficou em 19,87%, mantendo-se próxima de um quinto do eleitorado estadual.
Apesar de a maioria dos eleitores ter participado do pleito, os números indicam que a ausência nas urnas segue em patamar elevado quando comparada a eleições anteriores. Em 2012, a abstenção foi de 8,4%, subindo para 15,98% em 2016 e alcançando 21,6% em 2020. Em 2024, houve uma leve redução, mas o índice ainda permanece alto.
O comportamento do eleitorado varia de acordo com a obrigatoriedade do voto. Entre os eleitores para quem o voto é obrigatório, o comparecimento foi de 83,32%, com abstenção de 16,68%. Já no grupo em que o voto é facultativo — formado por jovens de 16 e 17 anos, pessoas acima de 70 anos e analfabetos —, a participação foi menor: 64,77% compareceram, enquanto 35,23% deixaram de votar.
Na comparação com as Eleições Gerais de 2022, o cenário também revela níveis expressivos de ausência. Naquele pleito, Alagoas tinha 2.325.656 eleitores aptos, dos quais 1.805.311 votaram, representando 77,63% de participação. Outros 520.345 eleitores não compareceram, o que resultou em uma abstenção de 22,37%.
Os dados reforçam um desafio recorrente para a Justiça Eleitoral: ampliar o engajamento da população no processo democrático. O voto é considerado um dos principais instrumentos de participação cidadã, por meio do qual os eleitores influenciam diretamente a escolha de representantes e os rumos políticos do país.
Com a aproximação das Eleições Gerais de 2026, a Justiça Eleitoral tem intensificado ações de conscientização para estimular a participação. A orientação é de que o eleitor exerça seu direito de forma informada, contribuindo para decisões coletivas mais representativas e para o fortalecimento das instituições democráticas.
A avaliação é de que quanto maior o comparecimento às urnas, maior tende a ser a legitimidade dos resultados eleitorais. Nesse contexto, campanhas educativas e iniciativas de incentivo ao voto seguem como estratégias centrais para reduzir os índices de abstenção e ampliar a participação popular.
