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Por: 
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Professor condenado por estuprar a própria neta é preso

Um professor aposentado da rede pública de ensino foi preso, na noite dessa segunda-feira (11/5), por estupro cometido contra a própria neta. A prisão ocorre 5 anos após o início de um processo judicial movido pela mãe da criança contra o réu. A época do crime, a menina tinha 9 anos.

O docente atuava na área de alfabetização da Escola Classe Vale Verde, em Planaltina, e lecionava para crianças com a mesma idade da vítima. Mesmo após as denúncias e já com sentença condenatória, o réu solicitou aposentadoria e a Secretária de Saúde concedeu ao homem o beneficio da inatividade.

Em outubro de 2023, o professor foi condenado pelo Tribunal de Justiça do DF (TJDFT) a 16 anos de prisão em regime fechado por estupro de vulnerável, mas pôde recorrer em liberdade

Em abril de 2024, a condenação do aposentado foi mantida em 2ª instância e, cinco meses depois, assegurada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Apesar das decisões e do trânsito em julgado, o acusado – que não terá o nome divulgado para preservação da identidade da vítima – não foi preso imediatamente.

Cinco anos depois, a mãe da menina comemora o desfecho do caso. “É justiça sendo feita. Demorou cinco anos, pois eu iniciei esse processo em abril de 2021, e foi finalizado em um mês que é de combate ao abuso infantil. [Agora] que ele pague pelo que fez”, declarou a mulher.

O caso

Segundo a denúncia, os abusos aconteciam quando a menor ia à chácara dos avós para passar o fim de semana, desacompanhada dos pais. Quando o avô, que é padrasto da mãe da vítima, colocava a menor para dormir, abusava dela.

Ao tomar conhecimento do que estava acontecendo, os pais da menina procuraram a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente para relatar o caso.

“Muitas vítimas se sentem culpadas pelo ocorrido, como aconteceu com minha filha. Ela não me contou antes porque achou que eu iria culpá-la. Porém, quando ela já não estava mais suportando, criou coragem para contar”, disse a mãe da jovem em entrevista ao Metrópoles.

“Ela estava assim no dia [que contou]: rosto de pânico e medo. Eu a acolhi, prometi que ele nunca mais a tocaria e que ela não tinha culpa nenhuma do que aconteceu. Que eu a protegeria.”

A responsável pela pequena disse, ainda, que sempre conversou com a menina sobre como agir em caso de abuso. “Contudo, eu nunca cheguei a dizer: ‘Filha, se acontecer [abuso] a culpa não é sua. Não precisa ter medo, eu não vou brigar com você’. Fui falha nisso. Por isso ela demorou a me contar. Ela achou que fosse brigar porque aconteceu e ela não conseguiu impedir”, narrou a mulher.

“Penso que, se toda família que descobre um caso desse denunciasse, o número de vítimas diminuiria. Acredito que alguns abusadores pensariam antes de fazer, mas muitos se calam e alguns abusadores ficam soltos e comentem outros abusos”, finalizou a mãe.

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