
O PP decidiu manter neutralidade nas eleições e a senadora Tereza Cristina (MS) acatou a decisão do partido. A informação foi divulgada inicialmente pelo deputado federal Ricardo Barros (PR), tesoureiro da sigla, enquanto o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) falava à imprensa que a ex-ministra aceitou o convite para ser sua vice. Depois, o comunicado foi compartilhado pelo partido nas redes sociais.
“O PP fez consulta aos seus diretórios estaduais e, por maioria, decidiu permanecer na neutralide no processo eleitoral, reiterando a posição de não convocar Convenção Nacional. A decisão já foi comunicada e acatada pela senadora Tereza Cristina, nossa líder no Senado Federal”Nota divulgada pelo PP
Flávio afirmou que a decisão ainda depende de aval do PP. “Tereza Cristina é um caso excepcional. Foi ministra do presidente Bolsonaro, é uma referência em várias áreas, em especial no agro. É respeitadíssima dentro da política, dentro do país e fora do país. Então o convite foi feito, ela aceitou, e agora vamos para as conversas para saber se o partido vai avançar ou não”, disse, ao chegar para um encontro com o prefeito Ricardo Nunes (MDB), o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e vereadores.
Em nota divulgada na quinta-feira (30), a ex-ministra negou ter decidido que disputará as eleições como vice-presidente de Flávio. “Nada foi decidido, porque qualquer composição de chapa depende de avaliações políticas e pessoais, além de consultas e acertos partidários”.
Flávio tem preferência por uma mulher para o posto de vice. O nome de Tereza Cristina já foi defendido publicamente pelo presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto. Também são cogitadas a ex-presidente da Caixa Daniella Marques – que estava ao lado de Flávio nesta sexta-feira – e as deputadas federais Júlia Zanatta (PL-SC), Simone Marquetto (PP-SP) e Clarissa Técio (PP-SP).
Mas o que tem dificultado a definição de Tereza Cristina como vice de Flávio é Ciro Nogueira, presidente do Progressistas. Isso porque o líder do PP deseja que a sigla mantenha a neutralidade no pleito presidencial. Inclusive, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), chegou a ligar para o parlamentar para viabilizar o nome de Tereza Cristina na chapa de Flávio.
