
A PF pediu a abertura de um terceiro inquérito para investigar Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, filho do presidente Lula (PT), por suposto tráfico de influência. A informação foi publicada pela CNN Brasil e confirmada pela Jovem Pan.
Na última sexta-feira (31), o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal a abrir um segundo inquérito para apuração de tráfico de influência junto ao governo federal. Um dos alvos da investigação é o empresário e filho do presidente Lula.
No caso deste terceiro pedido da PF, o suposto lobby envolveria a empresa 3Structure, do ramo de segurança de dados.
A reportagem tenta contato com Lulinha. O espaço está aberto para manifestação.
Um dos contratos que teriam tido influência de Lulinha, obtido pela Jovem Pan, prevê o pagamento de mais de R$ 31 milhões à empresa para prestar serviços de “ambiente analítico de dados” do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.
O contrato foi assinado entre o ministério e a empresa em dezembro de 2023. Segundo o documento, a 3Structure receberia R$ 783,3 mil por mês em três anos e R$ 2,9 milhões em parcela única.
A Jovem Pan tenta contato com a empresa e com o Ministério do Desenvolvimento sobre o contrato. O espaço está aberto para manifestação.
O ministro André Mendonça, do STF, autorizou na sexta-feira a PF a abrir inquérito para apuração de tráfico de influência junto ao governo federal. Um dos alvos da investigação é o empresário e filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
Em pedido ao STF, a PF afirmou ter identificado indícios de irregularidades na atuação de Lulinha junto à empresa de tecnologia da Previdência, o Dataprev, e a outros órgãos do governo federal em favor do empresário Cleber Ribas de Oliveira. Ele é sócio da empresa 3STRUCTURE IT e, segundo a investigação, manteria relação com Antônio Carlos Camilo Antunes, chamado de “Careca do INSS”.
O advogado de Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho, disse que o empresário está “tranquilo e sereno” com a investigação, mas “perplexo”. “Ele não quer estar acima da lei, mas não pode permitir que o trate como se estivesse abaixo dela”, explicou.
Na quinta-feira (30), o ministro já havia dado aval para a corporação investigar supostos crimes de corrupção e tráfico de influência em autorização para a comercialização de cannabis medicinal em programas ligados ao Ministério da Saúde. Um dos alvos é Lulinha.
