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PM Gisele: filha de 7 anos depõe contra coronel preso por feminicídio

A filha da soldado Gisele Alves Santana, morta no dia 18 de fevereiro, prestará depoimento nesta quarta-feira (1º/7) durante o julgamento do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto. O oficial é acusado de feminicídio e foi preso um mês após a morte da esposa em São Paulo. Ele nega o crime e alega que Gisele cometeu suicídio.

Com 7 anos de idade, a menina será ouvida em depoimento especial, um procedimento previsto para crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência. Nesses casos, o interrogatório acontece em um ambiente reservado, com participação de um psicólogo ou assistente social responsável por fazer as perguntas. O depoimento é gravado, mas o juiz e demais participantes acompanham de outra sala para preservar a intimidade da criança e evitar a revitimização.

Também nesta quarta-feira estão marcados os depoimentos de outros familiares da soldado Gisele, incluindo os pais, o irmão e o ex-marido da vítima, pai da criança.


Veja o calendário das oitivas

30 de julho

  • Cícero Gecycleiton dos Santos e Silva (PM que atendeu a ocorrência e apresentou caso à Polícia Civil)
  • Rosângela Araújo da Silva (Corregedoria da PM que apurou conduta dos militares envolvidos)
  • Rafael Gustavo de Aguiar (capitão da PM que atendeu a ocorrência)
  • Guilherme Adriano Lucas (1º tenente que atendeu a ocorrência)
  • Rafael Rodrigues dos Santos (Sargento da PM e chefe imediato da vítima)
  • Suziene de Fátima Batista do Amaral de Melo (cabo da PM e amiga da vítima)
  • Sara Barbosa Zerbinatti (soldado da PM e amiga da vítima)
  • Cristina Amélia da Silva (cabo da PM e amiga da vítima)
  • Sheila Aparecida Magrini Cruz (subtenente da PM e amiga da vítima)
  • Rômulo Henrique de Andrade Oliveira (soldado do Corpo de Bombeiros que atendeu a ocorrência)
  • Rodrigo Almeida Rodrigues (sargento do Corpo de Bombeiros que atendeu a ocorrência)

1 de julho

  • Marinalva Vieira Alves de Santana (mãe da vítima)
  • Filha da vítima (ouvida em depoimento especial)
  • José Simonal Teles de Santana (pai da vítima)
  • Pedro Gabriel Alves De Santana (irmão da vítima)
  • José Gean Da Silva Costa (ex-marido da vítima)
  • Eduardo André Forti Alves (cabo do Corpo de Bombeiros que atendeu a ocorrência)
  • Erica Alonso Coe (testemunha ouvida de forma virtual)
  • Maria Luiza Coe Rosa (testemunha ouvida de forma virtual)
  • Artur Flávio Dias (testemunha ouvida de forma virtual)

2 de julho

  • Rodrigo Nascimento (cabo da PM e ex-motorista do investigado)
  • Leonardo Ferreira Martins de Souza (soldado da PM que trabalhava com o réu)
  • Allan Marques Bueno (coronel da PM e comandante do réu à época)
  • Marcio Henrique Camargo (cabo da PM que trabalhava com o réu)
  • Cleuma Nunes de Araujo Alecrim (cabo da PM que trabalhava com o réu)
  • Eliane Ferreira dos Santos (soldado da PM que trabalhava com o réu)
  • Josecélia Leopoldina de Souza (cabo da PM que trabalhava com o réu)
  • Ana Claudia Trevisan Ferraz Bartholomeu (cabo da PM que trabalhava com o réu)
  • Jhosini Evelyn Pereira Munita (soldado da PM que trabalhava com o réu)
  • Bárbara Alves Celestino (tenente da PM que trabalhava com o réu)
  • Fabiana Gustis (inspetora do condomínio onde morava o casal)
  • Benedita Aparecida Nunes (testemunha de defesa ouvida de forma virtual)
  • Vinicius Sobreiro Peixoto (testemunha de defesa ouvida de forma virtual)

3 de julho

  • Geraldo Leite Rosa Neto (tenente-coronel da PM e réu)

Na segunda-feira (30/6), estavam previstos os depoimentos do delegado que investigou o caso, Lucas de Souza Lopes; o perito criminal e médico legista que investigou o corpo da vítima, Tadeu Gomes Correa; e a perita criminal que investigou a cena do crime, Amanda Rodrigues Marinone.

Além deles, também estavam agendadas oitivas da sargento, psicóloga e confidente de Gisele, Damiana Alves da Silva; do 1º tenente da PM que atendeu a ocorrência, Guilherme Adriano Lucas; do PM Adalberto Fernandes Lima; e da vizinha do casal Julle Anne Gonçalves Matos Bozio.

O julgamento encerra a fase de instrução e tem previsão de durar até sexta-feira (3/7), quando acontece o interrogatório do tenente-coronel. O desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan, amigo pessoal do tenente-coronel e a quem Geraldo ligou após o disparo, não está entre as testemunhas que serão ouvidas. As partes consideraram que a participação dele não era pertinente para a produção de provas sobre o crime em si.

Criança relatava brigas intensas entre o casal

A filha de Gisele morava com ela e Geraldo em um apartamento no Brás, região central de São Paulo, onde a soldado foi encontrada morta com um tiro na cabeça. Ela não estava no imóvel no momento do disparo.

Desde que passou a morar no local, a criança relatava ao pai biológico a ocorrência de brigas constantes e intensas entre o casal. Na véspera da morte de Gisele, em 17 de fevereiro, a menina foi buscada pelo pai e entrou no carro chorando, dizendo que não queria voltar para o apartamento porque não aguentava mais as brigas, segundo relato do genitor.


Relembre o caso


Amigas da soldado também relataram que a criança apresentava sinais de abalo psicológico, como perda de peso e episódios de enurese noturna (xixi na cama) após passar a conviver com o tenente-coronel.

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