
Os planos de saúde passarão a cobrir o DIU hormonal para pacientes com endometriose em situações específicas. A mudança, publicada nesta terça-feira (22/9), foi definida pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e entra em vigor em 1º de outubro.
A nova regra estabelece a obrigatoriedade do procedimento quando houver indicação prevista em bula ou quando a paciente não puder usar contraceptivos orais combinados ou não aderir a esse tipo de tratamento.
O procedimento já constava no rol da ANS, mas agora passa a ter critérios claros de cobertura para casos de endometriose. A norma inclui tanto o dispositivo quanto a inserção.
A atualização foi feita por meio de uma diretriz que detalha quando o plano é obrigado a autorizar o método. A medida altera regras que estavam em vigor desde 2021.
O DIU hormonal libera levonorgestrel, um hormônio que ajuda a controlar sintomas da endometriose, como a dor. O tratamento pode variar conforme o quadro clínico e pode incluir medicamentos hormonais ou cirurgia, e o uso do DIU é uma das opções para manejo dos sintomas.
A mesma indicação já foi incorporada ao Serviço Único de Saúde (SUS) em 2025. Agora, passa a valer também para a saúde suplementar dentro dos critérios definidos pela agência.
