
Os peptídeos passaram a chamar atenção nos últimos meses por causa do crescimento de produtos vendidos para fins estéticos e de emagrecimento. O problema, segundo a Anvisa, não está nos peptídeos em si, mas na comercialização de versões ilegais, sem registro e sem garantia de qualidade.
A agência já determinou a apreensão de produtos irregulares, como tirzepatida das marcas Synedica e TG e retatrutida de todas as marcas e lotes, vendidos pela internet sem autorização.
Peptídeos são pequenas moléculas formadas por aminoácidos, os mesmos componentes que dão origem às proteínas. Eles participam naturalmente de diversas funções do organismo, ajudando na comunicação entre células e no funcionamento de hormônios, do sistema imunológico e de outros processos importantes.
Por causa dessas características, também passaram a ser utilizados pela indústria farmacêutica e de cosméticos.
O risco aparece quando produtos são vendidos sem registro, origem conhecida ou comprovação de segurança. Segundo a Anvisa, medicamentos e substâncias comercializados de forma irregular podem não conter a composição informada, apresentar problemas de fabricação e aumentar a chance de reações adversas.
O consumidor deve desconfiar de promessas rápidas, fórmulas “milagrosas” e produtos vendidos como tratamento de rejuvenescimento, emagrecimento, ganho de massa muscular ou melhora hormonal sem avaliação profissional.
Antes de usar cosméticos com peptídeos, o ideal é observar se o produto é regularizado e buscar orientação de dermatologista, especialmente em caso de pele sensível, rosácea, alergias ou uso de outros ácidos. Já produtos injetáveis nunca devem ser comprados por conta própria ou aplicados sem prescrição e acompanhamento.
Peptídeos podem ter aplicações importantes na saúde e na beleza, mas segurança depende de pesquisa, controle sanitário e orientação adequada. Quando a origem é desconhecida, o risco deixa de ser promessa estética e passa a ser problema de saúde pública.
