
A Polícia Penal de Alagoas participou da 11ª fase da Operação Mute, ação nacional coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), com foco no enfrentamento à comunicação do crime organizado dentro do sistema prisional.
Concluída nessa quinta-feira (21), simultaneamente em 15 Estados brasileiros, a operação teve como objetivo principal interromper contatos ilícitos entre detentos e integrantes de facções criminosas fora das unidades prisionais. Em Alagoas, as ações ocorreram no Baldomero Cavalcanti e Penitenciária de Segurança Máxima, na capital, e no Presídio do Agreste, em Girau do Ponciano.
A operação contou com a atuação integrada do Grupamento de Escolta, Remoção e Intervenção Tática (GERIT) e do Grupamento Tático do Interior (GTI), que realizaram revistas minuciosas nas celas e áreas internas das unidades.

Durante as buscas, foram apreendidos aparelhos celulares, carregadores, chips telefônicos, fones de ouvido, instrumentos perfurantes artesanais, anotações diversas e porções de substância análoga à droga. Os materiais estavam escondidos nas celas dos internos
De acordo com a Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social (Seris), a retirada desses itens é considerada estratégica para enfraquecer a atuação de organizações criminosas, dificultando a articulação de crimes comandados de dentro dos presídios.

O secretário executivo de Gestão Penitenciária da Seris, policial penal Carlos Voss, destacou a importância da operação para a segurança pública do Estado.
“Essa semana, estamos realizando a 11ª fase da Operação Mute, de nível nacional, que tem a participação da Polícia Penal de Alagoas e a Penal Federal. É uma ação com foco em desarticular qualquer forma de comunicação dos detentos com o mundo exterior, trazendo reduções nos índices de CVLI (Crimes Violentos Letais Intencionais) e mais paz para toda a sociedade alagoana”, afirmou.

Desde o início da Operação Mute, em 2023, mais de 7,9 mil aparelhos celulares já foram retirados de unidades prisionais em todo o Brasil. Além da apreensão de eletrônicos, as operações também atuam no combate a diversos ilícitos dentro dos estabelecimentos penais, fortalecendo o controle estatal e ampliando a segurança nas unidades prisionais.
