
As concentrações dos três principais gases de efeito estufa associados às atividades humanas atingiram níveis recordes na atmosfera em 2025, ampliando o aquecimento global. O alerta consta no Boletim de Gases de Efeito Estufa, divulgado nesta terça-feira (27/10) pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência da Organização das Nações Unidas (ONU).
O levantamento aponta que o dióxido de carbono (CO₂), o metano e o óxido nitroso alcançaram as maiores concentrações já registradas. Os gases retêm parte do calor na atmosfera, contribuindo para o aumento da temperatura do planeta.
Em relação ao período anterior à industrialização, antes de 1750, a concentração de CO₂ estava 53% maior em 2025. A de metano superou o nível pré-industrial em 167%, enquanto a de óxido nitroso foi 26% superior.
Os valores representam a quantidade de gases acumulada na atmosfera, e não apenas as emissões realizadas ao longo de 2025. Para chegar aos resultados, a OMM analisou observações de uma rede de monitoramento atmosférico.
A concentração de dióxido de carbono continuou crescendo entre 2024 e 2025, embora o aumento tenha sido menor do que o observado no intervalo anterior, entre 2023 e 2024. Ainda assim, a alta mais recente ficou um pouco acima da média anual da década de 2016 a 2025.
No caso do metano, o crescimento entre 2024 e 2025 também foi menor do que no período anterior e ficou abaixo da média anual da última década. Já a concentração de óxido nitroso aumentou no mesmo ritmo registrado entre 2023 e 2024, em um patamar próximo à média dos últimos 10 anos.
O boletim é publicado anualmente pela OMM e reúne medições que ajudam a acompanhar como a presença dos gases na atmosfera muda ao longo do tempo. Os dados de 2025 mostram que, mesmo com diferenças no ritmo de crescimento, as concentrações dos três gases continuaram aumentando e alcançaram novos recordes.
