
Na hora de focar em dietas de emagrecimento, muita gente logo pensa em cortar ou diminuir a quantidade de carboidratos na dieta na intenção de emagrecer. A medida, porém, afeta a saúde e não é recomendada, pois pode causar dor de cabeça e até comprometer o funcionamento do intestino.
Segundo Juliana Andrade, nutricionista e colunista do Metrópoles, o carboidrato é a principal fonte de energia do organismo. “Ao ser eliminado, o corpo passa a buscar outras fontes para manter suas funções. Primeiro, recorre ao glicogênio, forma de energia armazenada nos músculos e no fígado”, inicia.
Conforme prossegue a expert, como cada molécula de glicogênio é armazenada junto a moléculas de água, sua queima provoca a perda de líquidos, o que explica a redução de peso inicial que acaba motivando alguns indivíduos a verem o alimento como “vilão”.
“Com o tempo, o organismo entra em um estado chamado cetose, em que passa a utilizar a gordura como principal combustível. Esse processo pode favorecer a perda de peso e até melhorar parâmetros metabólicos em algumas pessoas, como a sensibilidade à insulina”, segue Juliana.
E onde mora o perigo? A exclusão total de carboidratos também traz efeitos colaterais. “É comum sentir cansaço, dor de cabeça, irritabilidade e dificuldade de concentração nas primeiras semanas. A longo prazo, a falta desse nutriente pode comprometer o funcionamento intestinal, já que muitos alimentos ricos em carboidratos são também importantes fontes de fibras”, alerta Juliana.

Assim como todas as outras, a estratégia de cortar esse nutriente não deve ser encarada como solução universal. A quantidade e o tipo de carboidrato ideal variam conforme o perfil, os objetivos e a saúde de cada pessoa. “Numa perspectiva ampla, a manutenção de hábitos equilibrados, com variedade alimentar, continua sendo a chave para resultados sustentáveis.”
