
As candidaturas femininas à Câmara dos Deputados somaram 37% das totais, com 2.689 das 7.263, segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). No entanto, das 513 cadeiras disponíveis, 109 mulheres foram eleitas, totalizando 21,2% da Casa Legislativa.
De acordo com o Censo de 2022 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a parcela feminina da população brasileira corresponde a 51,5%, percentual mais que duas vezes superior à representação de mulheres na Câmara.
Ao mesmo tempo, a Casa terá a maior bancada feminina da história a partir de 1º de fevereiro de 2027 — quando tomam posse os 513 parlamentares eleitos ou reeleitos para a próxima legislatura.
A UF (Unidade Federativa) que mais elegeu mulheres proporcionalmente foi o Mato Grosso do Sul, escolhendo ao Legisltavio quatro deputadas das oito vagas disponíveis ao estado.
Já o maior número absoluto ficou com São Paulo, que escolheu 16 deputadas. Na via oposta, o Distrito Federal, o Piauí e Roraima não elegeram nenhuma mulher para a Câmara.
Os estados que tiveram mulheres como as candidatas mais votadas foram:
A legenda que mais teve mulheres eleitas foi o PT (Partido dos Trabalhadores), com 25 parlamentares escolhidas. O PL (Partido Liberal) aparece logo atrás, com 22 representantes. A CNN Brasil elaborou uma lista com as legendas com mais mulheres na Câmara a partir do próximo ano.
A quantidade de mulheres eleitas para a Casa aumenta gradativamente desde 2003. Naquele ano, 42 mulheres tomaram posse.
Esse número aumentou para 45 em 2006 e 2010. Quatro anos depois, em 2014, 51 mulheres se tornaram deputadas e, em 2018, esse número subiu para 77.
O último recorde havia sido em 2022, quando 90 deputadas compuseram a bancada feminina da Câmara.
