
Uma mulher de 41 anos morreu na tarde desta quarta-feira (29) após ter o intestino perfurado durante uma colonoscopia no Hospital Municipal Doutor Alípio Corrêa Netto, em Ermelino Matarazzo, na zona leste de São Paulo.
Vítima teve complicação durante exame de rotina, passou por cirurgia de emergência, mas morreu. A morte foi confirmada pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.
Corpo da mulher foi encaminhado ao Instituto Médico Legal e passa por exames. O caso foi registrado como morte suspeita no 62º DP.
Apuração interna foi aberta, informou a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo. Em nota enviada à reportagem, o órgão lamentou a morte e disse que apura o caso junto ao chefe de endoscopia e cirurgia do hospital.
A colonoscopia é um exame endoscópico realizado com um microtubo, com uma câmera na ponta, que é introduzido pelo ânus. Ele analisa o reto, intestino grosso e a porção final do intestino delgado. Com as imagens, o médico consegue avaliar se há tumores, sangramentos ou outros problemas naquela região.
Normalmente, o exame se torna de rotina para pacientes a partir dos 45 anos que querem rastrear cânceres colorretais. Quando aponta normalidade, ele só deve ser feito a cada cinco ou 10 anos, a depender do paciente.
A colonoscopia
A colonoscopia é o exame padrão ouro para a saúde do intestino e do reto, proporcionando não só diagnóstico como retirada de lesões pré-malignas, evitando o aparecimento do câncer. Em muitos casos, o exame já é um tratamento.
Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer colorretal é o segundo mais frequente entre homens e mulheres no Brasil, excluindo os cânceres de pele não melanoma.
O câncer colorretal é a terceira principal causa de morte por câncer no Brasil. Quando diagnosticado em estágios avançados, as chances de cura são reduzidas e os custos do tratamento aumentam. De acordo com o INCA, 65% dos casos ainda são detectados tardiamente, o que reforça a importância da realização da colonoscopia como estratégia preventiva.
Entre os principais fatores de risco para o câncer de intestino estão a idade acima de 45 anos, histórico familiar da doença, sedentarismo, obesidade, tabagismo, consumo excessivo de álcool e uma alimentação pobre em fibras e rica em gorduras saturadas.
