
Uma mulher foi presa nesta quarta-feira (19), em Maceió, suspeita de ser a mandante da morte do ambulante Moisés Gabriel, de 21 anos, assassinado a tiros no dia 4 de agosto, nas proximidades da Feirinha da Pajuçara, na orla da capital. A prisão ocorreu durante uma operação conjunta da Polícia Civil, com atuação da Oplit e apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE).
Segundo o delegado responsável pela investigação, Eduardo Guerra, a polícia já monitorava a mulher e havia reunido elementos que a apontavam como possível mandante do crime. A equipe aguardava a expedição dos mandados para cumprir a prisão e realizar as buscas na residência da suspeita.
“Já vínhamos monitorando a suposta mandante desse crime. Já tínhamos esses elementos e estávamos aguardando a expedição dos mandados de busca e de prisão. Na data de hoje, em uma operação conjunta, mais uma vez com a Oplit, com o apoio da Core, nós fizemos o cumprimento do mandado de busca na residência deste indivíduo e também de prisão”, explicou.
De acordo com o delegado, a mulher já possui passagens pelo sistema prisional, pelo menos por tráfico de drogas, e teria um ponto de venda de entorpecentes na região onde o crime ocorreu.

SUSPEITO DE EXECUTAR O CRIME
A investigação aponta que o homem preso no início desta semana por tráfico de drogas seria o executor do assassinato de Moisés Gabriel. Ele foi preso em flagrante pela Oplit durante uma ação de monitoramento na Praia de Pajuçara e, segundo a Polícia Civil, já era acompanhado pelas equipes.
Conforme o delegado, o suspeito trabalharia para a mulher presa nesta quarta-feira e faria a venda de drogas sob as ordens dela.
“Ela possui ali uma espécie de ponto. A Orla é dividida entre algumas organizações criminosas, cada uma tem uma espécie de ponto de venda. Ela teria um ponto, e esse indivíduo que figura como executor trabalharia para ela, fazia ali uma espécie de venda a mando dela”, afirmou.
A polícia acredita que o homem preso anteriormente tenha sido o responsável pelos disparos que mataram Moisés.
“Esse rapaz é um indivíduo que já respondia também por tráfico de drogas, tem uma ficha criminal ligada a algumas atividades criminosas. Ele foi preso em flagrante pelo Oplit, no caso por traficância, mas a gente acredita que ele é o executor”, disse o delegado.
MOTIVAÇÃO

Segundo a investigação, Moisés não tinha ligação comprovada com atividades ilícitas. A polícia trabalha com a hipótese de que ele tenha sido alvo por morar em uma área onde atua uma organização criminosa rival à que teria domínio sobre o ponto de tráfico da suspeita.
“Ele foi interpelado pelo indivíduo que é apontado como executor e, por morar em um bairro onde uma organização criminosa rival, provavelmente o executor, a mando dessa figura que tem aquele ponto de tráfico naquele território, pode ter interpretado que ele estava meio que tentando tomar aquele território”, explicou.
A Polícia Civil continua com as diligências para reunir novos elementos sobre a participação dos investigados na morte de Moisés Gabriel.
