A reviravolta foi apresentada pela Divisão de Repressão ao Crime Organizado (Dracco) em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (17). "A princípio, parecia um crime bárbaro, que causou grande comoção. Mas, após investigação, verificamos que todos os fatos foram forjados. Ele comprou combustível, foi até um local ermo, ateou fogo no carro e acabou ferido. Tudo para aplicar um golpe no seguro", explicou o delegado Igor Diego, diretor da Dracco.
Imagens de câmeras de segurança e inconsistências no depoimento foram cruciais para desvendar a farsa. Os delegados constataram que o homem parou em um posto de combustível pouco antes do suposto sequestro. Após confrontá-lo com as provas, ele confessou.
De acordo com a polícia, o veículo estava com decisão judicial de busca e apreensão, e o motorista enfrentava sérias dívidas bancárias. “Ele admitiu que estava com dificuldades financeiras e pensou nessa ‘solução’. Comprou combustível, entrou em um canavial, tentou incendiar o carro, mas o fogo se alastrou e ele acabou sendo atingido, detalhou João Marcelo.
O homem será indiciado por estelionato, comunicação falsa de crime e falsidade ideológica, devido ao boletim de ocorrência mentiroso. A seguradora foi notificada e bloqueou qualquer pagamento referente ao sinistro.
Apesar da tentativa de fraude, o motorista não possuía antecedentes criminais. Ele trabalhava anteriormente em supermercados e havia iniciado recentemente na atividade como motorista de aplicativo. A polícia confirmou que ele agiu sozinho.
A investigação será finalizada nos próximos dias, e o inquérito encaminhado ao Ministério Público para as providências cabíveis.


