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Médico diz se mulheres têm proteção natural para doenças do coração

Homens começam a desenvolver doenças cardiovasculares anos antes das mulheres, e essa diferença aparece mais cedo do que muitos imaginavam. Um estudo publicado no Journal of the American Heart Association mostrou que o risco cardiovascular masculino começa a se distanciar do feminino por volta dos 35 anos, especialmente em relação à doença coronariana, principal causa de infarto.

A pesquisa acompanhou mais de 5 mil pessoas durante mais de três décadas por meio do estudo Cardia, uma das análises mais extensas sobre saúde cardiovascular nos Estados Unidos. De acordo com o cardiologista Roberto Yano, a resposta para essa constatação está nos mecanismos biológicos das mulheres.

“Os hormônios femininos, especialmente o estrogênio, exercem efeito protetor sobre o sistema cardiovascular antes da menopausa, ajudando na saúde dos vasos e no metabolismo do colesterol”, explica o médico.

bymuratdeniz/Getty ImagesFoto colorida de mulher sorridente com as mãos no colo - Metrópoles
Hormônios femininos podem agir como protetores do coração

A proteção hormonal não é absoluta

Os dados indicam que, em média, os homens desenvolvem doenças cardiovasculares sete anos antes das mulheres. Quando o foco é a doença coronariana, a diferença sobe para cerca de 10 anos. Roberto Yano alerta que fatores biológicos ajudam a proteger as mulheres, porém, hábitos de vida também têm papel decisivo.

“Alimentação equilibrada, atividade física regular, sono adequado e controle do estresse são essenciais para manter o coração saudável. A proteção hormonal não é absoluta, e hábitos de vida saudáveis fazem toda a diferença”.

Cavan Images/Getty ImagesFoto colorida de mulheres na academia se exercitando - Exercícios físicos não ajudam tanto na perda de peso, sugere estudo - Metrópoles
Apesar da vantagem biológica contra doenças do coração, mulheres ainda devem ter atenção à prevenção

Da mesma forma, o médico alerta que o acompanhamento preventivo ajuda a diminuir ainda mais a chances de evolução de doenças cardíacas. “A prevenção cardiovascular depende muito de acompanhamento contínuo. Doenças do coração evoluem silenciosamente durante vários anos antes do primeiro evento mais grave, como o infarto, se manifestar”, explica o especialista.

Estresse pode aumentar os riscos

O cardiologista reforça que o estresse crônico impacta a saúde cardiovascular feminina e masculina, elevando níveis de cortisol e adrenalina e contribuindo para hipertensão e desgaste do coração. Por isso, atenção ao bem-estar emocional também faz parte da prevenção.

Getty ImagesFoto colorida de mulher com a mão na testa em um sinal de estresse que pode ser relacionado ao cortisol alto - Metrópoles - hábitos
O estresse interfere na rotina física e na saúde cardiovascular das mulheres

“Sabemos que o processo de adoecimento cardiovascular pode começar muito antes. Quanto mais cedo houver atenção à alimentação, atividade física, sono e controle emocional, maiores as chances de prevenir complicações futuras”, conclui Yano.

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