
O Dia Mundial da Esteatose Hepática é celebrado nesta quinta-feira (11/6). Popularmente conhecida como gordura no fígado, a condição afeta em torno de 30% a 35% da população brasileira. Conforme a Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH), o número de adultos jovens com a doença tem aumentado, o que preocupa a comunidade médica.
De acordo com a gastroenterologista Maria Júlia Colossi, o aumento alarmante da gordura no fígado na faixa etária dos 18 aos 29 anos “caminha lado a lado” com a crescente epidemia de obesidade e das complicações metabólicas, como a resistência à insulina.
Mestra com a pesquisa centrada em doenças hepáticas pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a especialista explica que a base desse “problema” é um estilo de vida que favorece o desequilíbrio entre o consumo e o gasto de energia, com soluções cada vez mais práticas, industrializadas e sem diversidade alimentar.
A gastroenterologista salienta que os “principais culpados” do aumento da esteatose hepática são a má qualidade da dieta moderna e o sedentarismo. “O consumo excessivo de alimentos ultraprocessados, carboidratos refinados, gorduras saturadas e bebidas adoçadas com açúcar (especialmente as ricas em frutose) é o maior impulsionador do acúmulo de gordura no fígado“, sustenta a médica.
Maria Júlia destaca que adultos jovens e magros também podem desenvolver a doença se tiverem acúmulo de gordura visceral (gordura abdominal profunda), perda de massa muscular, dietas ricas em frutose ou predisposição genética familiar.

