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Metrópoles

Lula é aconselhado a manter distância das mensagens sobre Moraes e Vorcaro

 

 

O presidente Lula tem sido aconselhado a manter distância da divulgação das mensagens que expõem a relação entre o ministro do STF Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.

Nos bastidores, aliados, parlamentares do PT e integrantes da campanha à reeleição de Lula defendem que o atual presidente da República não faça comentários públicos sobre o caso.

Na avaliação dessas fontes próximas a Lula, o episódio diz respeito ao STF. Por isso, o petista deveria evitar se envolver em uma crise com a qual não tem relação direta.

“Nossa avaliação é de que o PT ou a nossa campanha não estão relacionados a nada disso. Os últimos acontecimentos podem até animar a turma bolsonarista e o discurso de impeachment dos ministros do STF. Mas não tem nada a ver com a campanha do presidente Lula”, afirmou à coluna, sob reserva, um membro da campanha de Lula.

Moraes foi um dos responsáveis por reaproximar Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), após meses de distanciamento. A reaproximação ocorreu em um encontro na casa de Moraes em 4 de agosto.

As mensagens sobre Moraes e Vorcaro

O caso ganhou novos desdobramentos nesta terça-feira (1/9) após mensagens extraídas do celular de Vorcaro e reunidas em relatório da Polícia Federal revelarem uma relação próxima entre o banqueiro e Moraes.

Os diálogos indicam, entre outros episódios, encontros entre os dois no apartamento do ministro em São Paulo e a participação de ambos na organização de um fórum jurídico em Londres.

Em uma das mensagens, enviada dois dias antes de ser preso, Vorcaro consultou Moraes sobre a possibilidade de deixar o país. O banqueiro acabou preso no Aeroporto de Guarulhos, quando tentava embarcar para o exterior.

As investigações também alcançam a relação profissional entre empresas ligadas a Daniel Vorcaro e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes;

Um dos contratos previa 36 parcelas de R$ 3 milhões e incluía a atuação do escritório em procedimentos e inquéritos nas polícias Federal e Civil, além de processos administrativos.

Outro contrato, firmado com a Viking Participações, previa remuneração de até R$ 50 milhões em 36 meses e admitia o pagamento de honorários por meio de bens, inclusive imóveis.

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