JN mostra construção de cisternas paradas há mais de um ano em AL

Uma matéria no Jornal Nacional da TV Globo, desta segunda-feira (07), mostrou que no sertão de Alagoas, obras para construção de cisternas, para amenizar os efeitos da seca, estão paradas há mais de um ano.

De acordo com a reportagem, 600 famílias localizadas nos municípios de Água Branca, Piranhas e Inhapi, esperam há mais de um ano pela tão prometida cisterna, que se tivesse pronta armazenaria até 16 mil litros de água da chuva.

Segundo a matéria, 1.250 cisternas deveriam ter sido construídas entre 2012 e 2014. A maioria, 1.177 em Inhapi, 571 ou não foram construídas ou estão inacabadas. Cada cisterna custa em média R$ 2 mil, valor repassado pelo Governo Federal ao governo do estado.

ONGs e associações recebem o dinheiro e a missão de tocar as obras. O Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Inhapi, culpa uma dessas organizações, a Central estadual das Associações de Agricultores Familiares, pelo abandono das cisternas nos três municípios.

“A explicação que eles dão é que faltou recurso. Isso a gente sabe que não é verdade, porque a verba já veio”, afirma Rosilene Bezerra da Silva, secretária geral Sindicato dos Trabalhadores Rurais.

O assessor técnico da Ceapa confirma que a associação recebeu R$ 1,5 milhão, em duas parcelas, mas diz que o dinheiro não foi suficiente, e que espera a liberação de uma terceira parcela de R$ 1 milhão para concluir os serviços.

“A Secretaria de Agricultura se comprometeu de até o final dessa semana está liberando para a gente voltar os trabalhos em campo, que hoje estamos parados por conta disso”, diz José Klebson Moreira, assessor do Ceapa.

O Ministério do Desenvolvimento Social afirmou que os recursos para a construção das cisternas já foram repassados para o governo de Alagoas. A Secretaria de Agricultura do estado declarou que interrompeu as obras porque encontrou problemas na prestação de contas das entidades responsáveis pelo programa e que, depois de cumpridas as exigências, as cisternas devem ficar prontas em, no máximo, 60 dias.

 


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