
O Telescópio Espacial James Webb (JWST), da Nasa, segue revolucionando o estudo de exoplanetas – os que estão fora do nosso Sistema Solar. Descoberto em 2018 por astrônomos, o instrumento científico revelou que o LHS 3844b é um mundo escuro e quente, sendo parecido com Mercúrio e aproximadamente 30% maior que a Terra.
Através do JWST, os pesquisadores conseguiram caracterizar detalhes sobre a atmosfera e a história geológica do exoplaneta. As descobertas foram realizadas por uma equipe de cientistas de várias instituições internacionais e os resultados estão disponíveis na revista Nature Astronomy desde 4 de maio.
As investigações auxiliadas pelo JWST revelaram que o exoplaneta orbita uma estrela anã vermelha, com cerca de um quinto do tamanho do nosso Sol. Por lá, os dias passam mais rapidamente, durando 11 horas. Pelo fato da distância entre o LHS 3844b e o seu corpo estelar principal ser pequena, estima-se que a atmosfera dele foi destruída pela radiação.
Se mesmo assim, alguém se animou em viver por lá, mais uma má notícia: na região onde pega luz, as temperaturas chegam a atingir pouco mais de 726ºC, uma temperatura impossível de um ser humano sobreviver.
Antes da análise feita com o JWST, acreditava-se que o LHS 3844b tinha atividade tectônica parecida com a da Terra – o que não se mostrou contrário no estudo atual. Na verdade, foram levantadas duas alternativas: ou o planeta tem rochas jovens, o que indica que é geologicamente ativo; ou é um mundo morto devido a radiação estelar intensa e queda de meteoros.
“Pode-se concluir que as placas tectônicas semelhante à da Terra não se aplica a esse planeta, ou que é ineficaz. Este planeta provavelmente contém pouca água”, aponta o primeiro autor do estudo, Sebastian Zieba, em entrevista ao portal Science Alert.
Ainda não se sabe exatamente como é a crosta do exoplaneta, mas novos estudos deverão trazer respostas. Além disso, as técnicas poderão ser utilizadas para investigar mais exemplares planetários.
