
O Hospital Faustino Riscarolli, localizado em Correia Pinto, na Serra catarinense, suspendeu novas internações e transferiu os pacientes que já ocupavam os leitos da unidade. A decisão, informada na quinta-feira (02), atende a uma recomendação conjunta do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e do Ministério da Saúde, motivada pelo grave risco de desabamento da estrutura.
De acordo com os órgãos fiscalizadores, o hospital está construído sobre um morro que apresenta severos problemas estruturais, incluindo grandes rachaduras nas paredes, trincas no solo e a ruptura da escadaria de acesso principal.
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A situação do imóvel se agravou de forma considerável após as fortes chuvas registradas na região ao longo da semana, o que elevou o perigo de movimentação de terra. Laudos técnicos emitidos pela Defesa Civil classificaram a área como "R4", o nível máximo de risco para deslizamentos.
No documento enviado às autoridades locais, a Defesa Civil alertou que o cenário atual ultrapassou a necessidade de meras medidas protetivas e configura um potencial risco de desastre geológico em andamento, tornando a interdição imediata indispensável para preservar vidas.
Diante do cenário, o MPSC estipulou que a Prefeitura de Correia Pinto apresente um plano de contingência detalhado, especificando o destino dos pacientes transferidos e as alternativas estruturais para a continuidade dos serviços de saúde.
Em nota publicada nas redes sociais, a administração municipal confirmou o cumprimento da recomendação para a transferência dos internos e admitiu os problemas na infraestrutura. Contudo, o Executivo local rebateu boatos sobre o fechamento total da unidade, assegurando que os atendimentos de urgência e emergência seguem funcionando normalmente no local.
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