Gerson, do Flamengo, e Ramírez, do Bahia, são intimados a depor na sede do STJD no dia 3 de fevereiro

Gerson, do Flamengo, e Ramírez, do Bahia, são intimados a depor na sede do STJD no dia 3 de fevereiro

O inquérito aberto pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva terá nova fase no próximo dia 3 de fevereiro. O auditor nomeado para relatoria do caso, Mauricio Neves Fonseca, intimou Gerson, Natan e Bruno Henrique, jogadores do Flamengo, além de Juan Pablo Ramírez, jogador do Bahia, e eventuais testemunhas que o atleta colombiano – e sua defesa – queira levar.

A audiência presencial está marcada para o dia 3 de fevereiro, na sede do STJD, no Centro do Rio de Janeiro.

Gerson vai depor às 10h30 no STJD, acompanhado dos atletas do Flamengo. Ramírez está intimado a depor na parte da tarde, às 14h30.

A investigação está aberta desde a semana passada, quando a Procuradoria do STJD solicitou a abertura de inquérito para apurar a denúncia de injúria racial feita pelo volante Gerson contra Ramírez, no Flamengo x Bahia. O caso também está sendo investigado na esfera criminal pela Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância.

Pedido de provas até sexta
O caso pode ser enquadrado no Art. 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva: praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência:

A pena prevê suspensão de cinco a dez partidas, se praticada por atleta, mesmo se suplente, treinador, médico ou membro da comissão técnica, e suspensão pelo prazo de 120 a 360 dias, se praticada por qualquer outra pessoa, além de multa, de R$ 100 a R$ 100 mil.

Na comunicação feita pelo Flamengo, Gerson afirmou que a injúria foi ouvida pelo zagueiro Natan. Bruno Henrique também foi citado como tendo tido uma discussão com Ramírez. O jogador do Bahia negou a acusação.

A Procuradoria pediu que sejam enviadas todas provas em vídeos e áudios existentes até a próxima sexta-feira (22 de janeiro). O auditor responsável pela condução do inquérito poderá ainda sugerir o depoimento de outros personagens. Ele terá o prazo de 15 dias, com possibilidade de prorrogação por mais 15 dias, para a conclusão.


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