
Para testar a eficácia de seis medicamentos indicados no tratamento de insuficiência cardíaca que estão atualmente em fase de pesquisa, cientistas desenvolveram, em placas de Petri, modelos de células do músculo cardíaco a partir de células-tronco.
O estudo conduzido pela Universidade de Saúde Fujita, no Japão, foi publicado na revista Cell Stem Cell em 6 de agosto. Acredita-se que os testes executados com tecidos cultivados em laboratório podem ser mais precisos e confiáveis.
A equipe de pesquisa induziu a formação do tecido cardíaco a partir de células-tronco pluripotentes induzidas humanas. Foram criados tecidos cardíacos 3D maduros, com base em colágeno derivado de corações suínos. Para testar os medicamentos, também foi criado um modelo de tecido cardíaco humano com insuficiência cardíaca.
Usando o modelo criado no laboratório, os cientistas testaram a eficácia dos medicamentos e descobriram que, entre eles, a empagliflozina, um medicamento inibidor do cotransportador de sódio-glicose 2 (SGLT2i) e antidiabético, foi o único capaz de prevenir parcialmente o desenvolvimento de insuficiência cardíaca diastólica.
Os autores do estudo acreditam que o modelo pode ser aplicado para desvendar a fisiopatologia da condição e para pesquisas sobre envelhecimento.
“Esperamos que esse estudo sirva como base de pesquisa que contribuirá para o desenvolvimento de novos agentes terapêuticos, a avaliação da eficácia de medicamentos e a medicina personalizada para pacientes individuais, abrindo caminho para futuras pesquisas”, conclui o professor Shugo Tohyama, em comunciado.
