
As convenções partidárias nacionais foram encerradas na última terça-feira (5), concluindo a etapa em que os partidos definiram oficialmente seus candidatos à Presidência da República para as eleições de 2026. Com isso, a disputa pelo Palácio do Planalto já tem os principais nomes confirmados, embora algumas legendas ainda precisem anunciar os candidatos a vice-presidente.
Agora, o próximo passo é o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral. Os partidos têm até 15 de agosto, às 19h, para encaminhar a documentação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que analisará se cada chapa atende aos requisitos legais para disputar a eleição.

Atual presidente da República, Lula tenta conquistar o quarto mandato presidencial. Metalúrgico e fundador do PT, governou o país entre 2003 e 2010 e voltou ao Palácio do Planalto em 2023. A candidatura foi oficializada em 2 de agosto, com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) novamente na chapa.

Senador pelo Rio de Janeiro desde 2019, Flávio é filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e foi deputado estadual por quase duas décadas. Disputa pela primeira vez a Presidência e aparece como principal nome da direita na corrida eleitoral. A candidatura foi homologada em 25 de julho. O vice, Alfredo Gaspar, foi anunciado em convenção no dia 05 de agosto.

Médico e ex-governador de Goiás por dois mandatos, Caiado também foi deputado federal e senador. Já havia disputado a Presidência em 1989 e retorna à corrida presidencial em 2026. Sua candidatura foi confirmada em 26 de julho, tendo Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, como vice.

Empresário, Zema governou Minas Gerais entre 2019 e 2026 e se consolidou como uma das principais lideranças do Novo. A candidatura foi oficializada em 27 de julho. O partido ainda não definiu quem ocupará a vice-presidência da chapa.

Psiquiatra, escritor e palestrante, Cury tornou-se conhecido internacionalmente pelos livros na área de inteligência emocional e desenvolvimento pessoal. Faz sua estreia na política como candidato à Presidência. A candidatura foi homologada em 3 de agosto, pelo Avante, mas o vice ainda não foi anunciado.

Presidente nacional do PRTB desde 2024, Leonardo Avalanche teve a candidatura confirmada durante convenção realizada em Goiânia, em 29 de julho. A chapa terá como vice a policial militar da reserva, Tenente Dalma, formando uma candidatura exclusivamente do partido.

Fundador e uma das principais lideranças do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan disputa sua primeira eleição presidencial. A candidatura foi oficializada em 1º de agosto. Seu vice é o militar da reserva Aroldo Medina.

Dentista do Sistema Único de Saúde (SUS) e militante da Unidade Popular (UP), Samara integrou a chapa presidencial do partido em 2022 como candidata a vice. Neste ano, lidera uma chapa totalmente feminina ao lado da guarda-portuária Raquel Brício.

Professor da rede pública do Maranhão, rapper e ativista do movimento negro, Hertz representa o PSTU na disputa presidencial. A vice será a professora mineira Vanessa Portugal, também militante do partido. A chapa foi confirmada em 31 de julho.

Professor universitário, economista e atual secretário-geral do Partido Comunista Brasileiro (PCB), Edmilson teve o nome homologado em convenção realizada em 1º de agosto. A vice será Cleusa Santos.

Veterinário e empresário paulista, Grassi disputa a Presidência pela primeira vez. Sua candidatura foi oficializada em 2 de agosto. O partido ainda não definiu o candidato a vice-presidente.

Advogada mato-grossense com atuação em direito administrativo e gestão pública, Clariana teve a candidatura oficializada em 5 de agosto. É a primeira vez que o DC lança um nome diferente de José Maria Eymael para a Presidência. A sigla ainda não anunciou o vice.

Jornalista, escritor e fundador do PCO, Rui Costa Pimenta foi oficializado como candidato em 2 de agosto. Com trajetória ligada ao movimento sindical, disputa a Presidência pela quinta vez. O partido ainda não definiu o candidato a vice.
Após o registro das candidaturas no TSE, a Justiça Eleitoral analisará a documentação, verificará as condições de elegibilidade dos candidatos e decidirá sobre o deferimento dos registros.
Somente depois dessa etapa todas as candidaturas estarão aptas a participar oficialmente da campanha eleitoral e constar nas urnas eletrônicas.
