
Um terremoto de magnitude 8,8 provocou, na noite desta quarta-feira (29), um tsunami que atingiu a Rússia, o Japão e o Havaí, nos Estados Unidos.
O epicentro foi localizado a cerca de 125 km a sudeste de Petropavlovsk-Kamchatsky, na Rússia, no mar. O abalo foi sentido em países a dezenas de quilômetros de distância.
Como um terremoto forma um tsunami?
Isso ocorre porque quando as placas tectônicas da Terra se movem e se chocam, a energia se acumula e é liberada por meio de um terremoto.
Esse movimento desloca o fundo do mar e bilhões de litros de água acima dele, criando um tsunami que se afasta do epicentro e se transforma em uma onda.
Neste caso, o tremor aconteceu no Pacífico e foi o mais forte já registrado desde 2011. Com isso, regiões banhadas por esse oceano, como o Japão e o Havaí também foram afetados pela grande onda formada.
🌊 O que define um tsunami é, justamente, esse movimento que se estende para além do epicentro, formado por um terremoto. Não é necessário que as ondas tenham uma determinada altura (nesse caso, elas são de pouco mais de um metro), mas que elas sejam longas. Isso foi o que aconteceu neste caso, em que elas atingiram países a quilômetros de distância.
➡️ Neste caso, não se sabe exatamente. Mas, no fundo do oceano, um tsunami pode se mover tão rápido quanto um avião a jato, a mais de 800 km/h, e seu comprimento de onda , a distância de uma crista a outra, pode ser de centenas de quilômetros.
Qual o tamanho das ondas formadas?
As ondas do tsunami alcançaram localidades costeiras na Rússia, do norte do Japão, partes da costa oeste da América do Norte, o Pacífico Central e, com menor intensidade, zonas costeiras da América do Sul.
Na Rússia, ondas de 3 a 5 metros atingiram a Península de Kamchatka e as Ilhas Curilas. Em Severo-Kurilsk, portos foram inundados e embarcações destruídas; em Yelizovo, instalações de processamento de pescado e até um jardim de infância sofreram danos. Mais de 2 mil moradores foram evacuados, e há relatos de feridos leves.
No Japão, foram registradas ondas de até 1,3 metro. Cerca de 1,9 milhão de pessoas receberam ordem de evacuação em 21 prefeituras costeiras.
Já no Havaí, a onda registrada foi de 1,74 metro.
Além do país e da ilha, outros países banhados pelo oceano Pacífico também estavam em situação de alerta, como o Chile, Equador e a a região costeira dos Estados Unidos.
ATENÇÃO: Segundo especialistas, a primeira onda de tsunami pode não ser a maior. Um terremoto como o registrado -- o segundo maior desde 2011 -- pode fazer com que ondas continuem ressoando ao longo das próximas horas e até no dia seguinte.
Veja um resumo do que se sabe até agora:
Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o epicentro foi a 125 km de Petropavlovsk-Kamchatsky, uma cidade de 165 mil habitantes na Península de Kamtchatka, extremo leste russo.
O tremor foi registrado a 19,3 km de profundidade, o que pode favorecer a formação de tsunamis.
Segundo o governo russo, um tsunami perigoso e poderoso foi observado na costa de Kamtchatka. Ondas de até 4 metros foram registradas.
Parte da população começou a ser retirada de casa em algumas áreas de Kamtchatka.
O tremor provocou estragos na Rússia. A agência estatal Tass afirmou que várias pessoas sofreram ferimentos leves, incluindo em um aeroporto.
Os EUA alertaram para “ondas perigosas” em partes da Rússia, Japão e Havaí.
A TV estatal japonesa disse que o tsunami chegou ao norte do país, mas com ondas abaixo de 1 metro. O governo do Japão prevê que novas ondas podem atingir até 3 metros e emitiu alertas de emergência para a população.
O Centro de Alerta de Tsunami do Pacífico (PTWC, na sigla em inglês) afirmou que um tsunami atingiu o Havaí nesta madrugada. O governo do estado já havia determinado que parte da área costeira fosse evacuada, pois "ondas de tsunami destrutivas" são esperadas.
Avisos foram emitidos para quase toda a costa do continente americano, inclusive em países como Estados Unidos, México, Chile e Equador. O risco nessas áreas, no entanto, é considerado menor.
