
A maioria dos empregos ofertados para trabalhar com inteligência artificial são em escritório, ou home office, mas quase sempre em frente a um computador. Porém, a empresa AE Studio surpreendeu com um pedido diferente: está procurando piratas.
A companhia está usando IA para analisar 80 milhões de páginas de registros coloniais da Espanha para procurar dados e localizar navios naufragados e tesouros perdidos. São basicamente 500 anos de documentos, que incluem certidões de seguro e cartas náuticas.
A empresa espera que a IA consiga definir exatamente onde estão os navios com base em informações da época. Serão analisadas e descartadas possíveis “pegadinhas” publicadas para tentar esconder os tesouros.
“O que um ser humano não consegue ler ao longo de toda uma vida, o modelo consegue ler em uma única tarde. O cruzamento de dados de cinco séculos — abrangendo listas de cargas, registros meteorológicos, autos judiciais, disputas de seguros e cartas preservadas — gera um mapa de probabilidades sobre o leito do Atlântico e do Caribe”, diz o site da empresa.
É aí que entram os piratas: é preciso que alguém de carne e osso vá ao local e resgate o prêmio.
Podem se candidatar mergulhadores experientes, com certificados internacionais, que estejam dispostos a trabalhar em “condições que companhias de seguro não cobrem”. Algumas regiões onde os mergulhos devem acontecer incluem a Somália, conhecida pela pirataria moderna.
Falar português, espanhol e holandês é um diferencial, assim como ter o seu próprio barco e ter lido livros de ficção científica por lazer. A remuneração pode ficar entre 50 mil e 500 mil dólares — a depender do tesouro recuperado.
