
A decisão do Borussia Dortmund de não utilizar os chuveiros do Estádio Olímpico de Baku, no Azerbaijão, chamou a atenção após a vitória por 2 x 1 sobre o Sabah FK, pela Champions League. Segundo o jornal alemão Bild, o clube temia uma possível contaminação pela bactéria Legionella no sistema de água do estádio.
A orientação já havia sido adotada antes da partida. O técnico Niko Kovač contou que os jogadores também evitaram os chuveiros após o treino de segunda-feira (19), por recomendação recebida pela delegação.
“Também não tomamos banho aqui depois do treino de ontem. Fomos instruídos a não tomar banho aqui, mas sim no hotel”, explicou o treinador.
A Legionella pode provocar infecções respiratórias quando uma pessoa inala gotículas de água contaminada dispersas no ar. O risco pode estar associado a sistemas de água com manutenção inadequada, embora a reportagem não confirme a presença da bactéria nas instalações do estádio.
A escolha do Dortmund, porém, foi questionada por Joy-Lance Mickels, jogador do Sabah FK. Em entrevista à Sky, ele disse não entender a decisão dos alemães e relatou uma experiência diferente com os vestiários de Baku.
“Não quero acusar o BVB de nada. Tomamos banho lá na semana passada, antes do jogo contra o Slavia Praga. Os chuveiros são ótimos e não tem água fria”, afirmou.
Já o diretor esportivo do Dortmund, Ole Booker, deu uma explicação menos técnica ao comentar a saída rápida dos atletas. Segundo ele, as instalações do hotel eram mais atraentes do que as do estádio.
“Acho que os chuveiros do hotel eram um pouco mais convidativos. É por isso que estamos garantindo que os jogadores cheguem lá mais rápido”, disse Booker.
Questionado sobre o significado da declaração, o dirigente voltou a criticar a estrutura dos vestiários. “Mais convidativos. Você pode imaginar. A área dos chuveiros aqui não é exatamente tão boa”, completou.
