
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) se manifestou, na terça-feira (5/8), sobre o cancelamento do visto da embaixadora Maria Luiza Viotti, chefe da Embaixada do Brasil nos Estados Unidos. “Tudo por conta do ego de Lula”, afirmou Eduardo.
Veja publicação:
Em vídeo publicado nas redes sociais, o ex-parlamentar afirmou que o cancelamento do visto da embaixadora ocorre após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não conceder o visto para diplomatas americanos que “queriam ir ao Brasil conversar com as autoridades brasileiras e falar sobre o processo eleitoral brasileiro”.
“Lula está escalando um atrito proposital contra o governo Trump, porque ele acredita que isso vai fazer bem para ele nas eleições”, declarou o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Eduardo também citou a acusação do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, de que Lula não negociou de boa-fé com os EUA. “Começou com a tarifa que o Lula desejou, e o próprio Marco Rubio falou que o Lula não fez nada para evitá-las.”
Ele finaliza alegando que a conduta do petista não é uma questão de soberania, mas uma questão eleitoreira.
Governo Trump cancela visto de embaixadora
O governo Trump cancelou o visto da embaixadora Maria Luiza Viotti, chefe da Embaixada do Brasil nos Estados Unidos. Viotti está à frente da representação brasileira em Washington desde 2023, quando foi indicada pelo presidente Lula ao posto.
Com isso, ela se tornou a primeira mulher a chefiar a Embaixada do Brasil nos EUA.
A medida, até então, é vista como retaliação norte-americana contra a demora do governo brasileiro em conceder o agrément — ou aval, no jargão diplomático — para Daniel Perez, deputado estadual pela Flórida que foi indicado pelo governo Trump para assumir a Embaixada dos EUA no Brasil, em 1º de junho, mas que, até o momento, não foi admitido para o cargo.
A informação de revogação do visto da embaixadora brasileira foi, inicialmente, divulgada pelo jornalista Paulo Figueiredo, que participou de coletiva de imprensa fechada com um representante do Departamento de Estado norte-americano.
O Metrópoles confirmou a decisão junto a repórteres brasileiros que participaram da mesma entrevista.
