
O CSA volta a campo na próxima segunda-feira (13) precisando reverter a derrota por 1 a 0 para o Betim, pela terceira fase da Série D. Para avançar no tempo normal, o Azulão terá que vencer por dois gols de diferença. Se ganhar por um, a decisão será nos pênaltis. Mas, para isso, a equipe precisará recuperar características que desapareceram justamente no primeiro confronto.
Essa é a principal conclusão da análise feita por Marlon Araújo. O comentarista avalia que o resultado não foi consequência apenas da falha do goleiro no gol sofrido, mas de um conjunto de problemas apresentados principalmente na etapa inicial, quando o CSA atuou muito abaixo do padrão mostrado ao longo da competição.
No primeiro tempo, o time entrou desconectado, sem intensidade para pressionar a saída de bola adversária e com dificuldades para controlar a posse, permitindo que o Betim encontrasse espaços para atacar pelos lados do campo.
Um dos principais problemas identificados foi a exploração do corredor esquerdo do ataque mineiro. Com liberdade, o lateral Bryan apareceu diversas vezes nas costas da marcação azulina e participou das melhores oportunidades criadas pelo Betim ainda nos primeiros minutos da partida.
Além da falta de pressão após perder a bola, característica que vinha marcando a campanha do CSA na Série D, Marlon observou um time pouco agressivo na marcação e lento para recompor defensivamente, cenário que facilitou as investidas da equipe mineira.
Apesar das dificuldades iniciais, o comentarista enxergou uma mudança de postura depois do intervalo. Com ajustes na marcação e maior intensidade na pressão sobre a saída de bola adversária, o CSA passou a recuperar a posse em regiões mais ofensivas e criou as melhores oportunidades do jogo.
Entre elas, destacou a chance desperdiçada por Rian Santana, artilheiro da Série D, que saiu cara a cara com o goleiro Michael, mas acabou parando em grande defesa do camisa 1 do Betim.
Para Marlon, o segundo tempo mostrou que o CSA encontrou o caminho para equilibrar a partida. No entanto, justamente quando o confronto caminhava para um empate sem gols, a equipe cometeu um erro que mudou o cenário da eliminatória.
Na origem do lance, o Azulão perdeu a posse no corredor central durante a saída de bola. A jogada prosseguiu até a finalização de média distância defendida parcialmente por Iago, que deu rebote para Victor Michel marcar o único gol da partida.
Embora reconheça que houve falhas coletivas desde a construção da jogada, Marlon entende que o goleiro poderia ter evitado o gol ao espalmar a bola para escanteio, impedindo o rebote dentro da área.

Mesmo com a desvantagem, o comentarista acredita que a classificação segue aberta. Para isso, porém, o CSA precisará repetir o comportamento apresentado na etapa final e recuperar sua identidade de jogo.
Segundo ele, a equipe precisa voltar a pressionar a saída adversária, manter maior controle da posse de bola e ser mais eficiente nas duas áreas, fatores que são decisivos em confrontos de mata-mata.
Marlon também destacou a diferença de eficiência entre as equipes no duelo de ida. Enquanto o goleiro Michael salvou o Betim em momentos importantes e Victor Michel aproveitou a primeira grande oportunidade para decidir o jogo, o CSA desperdiçou as chances que criou.
Agora, diante da torcida, o Azulão terá a missão de transformar essa melhora de desempenho em resultado para manter vivo o sonho do acesso à Série C. O vencedor da eliminatória avança às quartas de final da Série D, fase que vale o acesso para a terceira divisão do futebol brasileiro.
