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Comer este alimento no café da manhã ajuda a reduzir gordura no fígado

Em um artigo, a Associação Paulista de Medicina (APM) publicou que 62% dos brasileiros se preocupam com a esteatose hepática, condição popularmente conhecida como gordura no fígado. Quando não tratado, o quadro silencioso pode evoluir para cirrose e até câncer. A hepatologista Bruna Correia explica como o consumo de um alimento popular pode ajudar a reduzir do teor lipídico no órgão: o ovo.

A especialista em cirrose e doenças no fígado esclarece sobre a relação de comer dois ovos no café da manhã e o quadro de esteatose hepática. “Quando se inicia o dia com uma refeição rica em proteína, o indivíduo tende a ter melhor controle glicêmico e menos picos de fome ao longo do dia”, defende.

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O fígado é um órgão vital e é responsável por mais de 500 funções no corpo

A gordura no fígado pode evoluir para cirrose
A esteatose hepática é popularmente conhecida como gordura no fígado

A médica, que atende em Arapiraca (AL), acrescenta: “A ingestão de fontes de proteína pode ajudar na redução do consumo de carboidratos refinados e ultraprocessados. Essas opções estão muito associadas ao acúmulo de gordura no fígado. Menos pico de insulina significa menos gordura sendo fabricada no órgão”, atesta Bruna.

Também com residência em clínica médica, a hepatologista declara: “Só para deixar claro, não é que ‘dois ovos sejam a solução da gordura no fígado’. O ponto é que escolhas alimentares mais inteligentes auxiliam o paciente a melhorar a composição corporal, resistência à insulina e a saúde hepática.”

Conforme Bruna Correia, o ovo oferece uma série de benefícios para o bom funcionamento do órgão. “É rico em colina, um nutriente essencial para a exportação da gordura para fora do fígado“, argumenta. Ela reitera sobre o elevado teor de proteína de alta qualidade contido no alimento e a vantagem de promover maior saciedade.

Laurie Ambrose/Getty ImagesFoto colorida de ovos cozidos - Metrópoles
A hepatologista explica sobre a relação entre o consumo de ovos no café da manhã e a condição de gordura no fígado

Gordura no fígado

Para explicar a esteatose hepática, Bruna afirma gostar de usar uma analogia: “Imagine que o fígado é como uma extensão de areia bem lisinha. A gordura não aparece de um dia para o outro, é como uma gota de água caindo nessa faixa de areia, sempre no mesmo lugar. Se cair uma gota hoje, não acontece nada.”

“Se todo dia cair, com o tempo, forma-se um buraco. Se não parar a gota, o buraco vira uma cratera no fígado. Quanto à evolução da esteatose hepática, essa gota é o excesso de açúcar, farinha branca e sedentarismo”, alerta a médica.

Quando o fígado recebe mais energia do que consegue processar, estoca isso em forma de gordura (triglicerídeos e ácidos graxos) dentro das células hepáticas”, frisa a especialista. Bruna conclui: “O problema é que o órgão não foi feito para ser um ‘depósito’. Esse teor lipídico acumulado causa uma inflamação silenciosa.”

Sebastian Kaulitzi/Getty ImagesIlustração de gordura no fígado - Metrópoles
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