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Com fim de CPIs, senadores miram outro caminho para investigar Master

Com o fim da CPI do Crime Organizado e da CPMI do INSS, senadores miram agora outro caminho para continuar as investigações sobre o Caso Master: a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

Em meados de fevereiro deste ano, o colegiado, presidido pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), tentou entrar nas investigações, ao marcar um depoimento do banqueiro Daniel Vorcaro.

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Daniel Vorcaro

Daniel Vorcaro

O depoimento, no entanto, acabou não acontecendo, e o foco das investigações do Caso Master ficaram nas CPIs. Sem as comissões de inquérito, os senadores retomaram a estratégia de investigar o tema via CAE.

Na terça-feira (14/4), por exemplo, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) protocolou um pedido para que os documentos obtidos pela CPI do Crime Organizado relativos ao escândalo sejam compartilhados com a CAE.

“A eventual convergência entre os elementos investigados pela CPI e os fatos sob análise no âmbito desta Comissão, especialmente no que se refere a operações financeiras estruturadas, fluxos atípicos de capitais e relações entre agentes econômicos, torna o compartilhamento dessas informações medida essencial para o aprofundamento técnico dos trabalhos do Grupo de Trabalho”, diz a senadora.

A CPI teve acesso a relatórios da Receita Federal sobre o Banco Master. Por meio deles, foi possível identificar os pagamentos feitos ao escritório de Viviane Barci, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes.

A comissão de inquérito, que terminou sem um relatório aprovado, também teve acesso a outros sigilos do banco, como trocas de mensagens de aplicativo e até mesmo a dados da Anac sobre voos de aviões de Vorcaro.

Como mostrou a coluna, a CPI também pediu acesso ao STF a documentos da investigação sobre Vorcaro. O ministro André Mendonça, entretanto, negou o pedido, alegando que ainda há diligências a serem cumpridas.

 

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