
O crescimento rápido das hastes de veados machos pode ser a resposta para um avanço na recuperação de fraturas ósseas em humanos, de acordo com cientistas norte-americanos e chineses.
Publicada em maio de 2026 no Journal of Orthopaedic Translation, a pesquisa sugere que os compostos bioativos — polipeptídeos da galhada (DAPs) — reduzem o período de regeneração do osso quebrado para apenas alguns dias.
Nos experimentos com ratos, os especialistas perceberam que, ao injetar os DAPs nas lesões, os ossos apresentaram uma aceleração no processo de cicatrização, pois em uma semana já estavam unidos — menos da metade do processo normal, que levaria em torno de duas a três semanas.
Em 21 dias, a fratura já estava completamente cicatrizada, o que costuma ocorrer em aproximadamente 40 dias ou cinco semanas.
Outro ponto observado na pesquisa foi a intensificação da formação de calos ósseos, etapa fundamental para a regeneração de uma fratura.
De acordo com a Cleveland Clinic, alguns hábitos podem melhorar a saúde óssea:
As análises laboratoriais identificaram nas hastes dos animais mais de 300 peptídeos funcionais, além de 32 metabólitos.
Um artigo anterior, publicado em outra revista médica por cientistas da Universidade de Washington, nos EUA, e da Universidade de Ningbo, na China, já mencionava que os compostos presentes nos chifres poderiam ser usados como um novo método para acelerar a recuperação de fraturas em humanos.
Segundo os autores do estudo, há uma estimativa de 170 milhões de novas lesões desse tipo por ano no mundo, das quais aproximadamente 5% a 10% demoram mais do que o habitual para cicatrizar e colar.
“Os tratamentos atuais para fraturas, incluindo imobilização e fixação cirúrgica, podem estabelecer estabilidade mecânica, mas não fornecem a estimulação biológica essencial para a regeneração óssea”, afirmam.
A descoberta indica que esses compostos podem ser promissores para futuros tratamentos de fraturas e outros defeitos ósseos na prática clínica.
