
Após quase 12 anos de espera, começa nesta segunda-feira (4) o julgamento do caso Davi da Silva, jovem de 17 anos que desapareceu em 2014, em Maceió. Quatro policiais militares são réus no processo, que será realizado no Fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes, na capital alagoana.
A sessão deve se estender até terça-feira (5). A família do adolescente acompanha o julgamento com expectativa por justiça e, principalmente, por respostas, já que o corpo de Davi nunca foi encontrado.
O caso aconteceu no dia 25 de agosto de 2014, no conjunto Cidade Sorriso I, no Benedito Bentes. Na ocasião, Davi estava com um amigo, Raniel Vitor, quando ambos foram abordados por uma guarnição do Batalhão de Rádio Patrulha da Polícia Militar.
As primeiras informações apontavam que o jovem teria sido encontrado com maconha, o que foi negado pela família, que sempre contestou qualquer envolvimento dele com o tráfico de drogas.
Segundo relatos de familiares, Davi saiu de casa naquela manhã dizendo que faria um serviço, mas nunca mais foi visto. A última informação é de que ele teria sido levado pelos policiais durante a abordagem.
Os quatro réus são os militares Nayara Silva de Andrade, Victor Rafael Martins da Silva, Eudecir Gomes de Lima e Carlos Eduardo Ferreira dos Santos, que atualmente não integram mais a corporação.
Eles foram indiciados pelos crimes de tortura, sequestro e cárcere privado, homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
