
Uma parceria entre diferentes empresas irá implantar um cabo submarino de fibra óptica de 7 mil quilômetros para transportar dados entre os Estados Unidos e a França. O destaque fica para a velocidade de circulação das informações: a 1 milhão de gigabits por segundo. A iniciativa foi batizada de Petal.
A Meta, empresa responsável por redes sociais como Instagram, WhatsApp e Facebook, vai financiar o projeto, que tem previsão para entrar em operação em 2029. A NEC e a Sumitomo Electric, ambas companhias japonesas, irão construir e fornecer a fibra óptica, respectivamente. Detalhes sobre a parceria foram anunciados em meados de setembro pela firma norte-americana.
De acordo com a Meta, o cabo funcionará na capacidade de petabits, o que é inédito entre cabos submarinos e representa o dobro da capacidade dos atuais com esse comprimento e distância. Para se ter uma ideia do potencial, 75% do mundo conseguiria ouvir música em streaming ao mesmo tempo usando o Petal.
“Petal é uma peça fundamental dos investimentos da Meta em cabos submarinos, trazendo maior capacidade, resiliência e infraestrutura preparada para o futuro à Europa, à medida que a demanda por comunicações e conectividade confiável continua a aumentar”, afirma a Meta, em nota.
A empresa também destaca que a iniciativa ajuda a gerar economia entre materiais e recursos utilizados na tecnologia, além de diminuir a medida total de gases de efeito estufa emitidos, em comparação com os sistemas mais atuais.
“Alcançar uma capacidade de petabit por segundo em um sistema submarino transoceânico representa um marco tecnológico importante na história das telecomunicações globais”, destaca o Diretor de Estratégia da Divisão de Redes Submarinas da NEC, Eduardo Mateo.
Grande parte do funcionamento da internet está ligado a cabos submarinos. Neles, há feixes de fibras ópticas que transportam a maioria do tráfego global de dados diariamente.
Na prática, os cabos são responsáveis por interligar a comunicação digital entre todos os países. Por serem considerados uma infraestrutura crítica, os fios são feitos de materiais fortificados para diminuir o risco de danos.
No caso do Brasil, mais de 95% do tráfego internacional de dados — incluindo internet, transações bancárias, comunicações governamentais, sistemas de saúde, serviços em nuvem e plataformas corporativas — passa pelos cabos submarinos.
Caso sejam danificados, a falha pode causar prejuízos consideráveis em importantes setores, incluindo o financeiro, de saúde e o estatal.
