
Todo mundo sabe que para uma pele ser bonita, ela precisa ser, em primeiro lugar, saudável. Embora não seja novidade, esse fundamento agora tem um nome para a ciência: beleza metabólica. Nesse sentido, o relatório 2026 Global Beauty and Personal Care Predictions revelou que, até 2030, a pele deverá ser considerada um dos principais marcadores visuais de saúde.
Quando se trata de envelhecimento, muita gente se desespera com o surgimento de rugas, linhas de expressão e flacidez na pele. O problema, porém, começa muito antes da estética: é também observado na saúde celular, no metabolismo e em mecanismos de regeneração. Ou seja, na prática, a proposta dos cuidados com a beleza metabólica é começar pela prevenção, e não pela correção dos sinais que já apareceram.
“A pele passa a ser vista como um biomarcador. Isso significa que vamos olhar para ela cada vez mais como um espelho de como as nossas células e o nosso metabolismo estão funcionando”, afirmou a dermatologista Laíse Leal em entrevista à Veja.
A rotina clínica, segundo ela, tem adotado tecnologias como laser e radiofrequência — que demonstram, além de resultados visíveis, efeitos nos processos biológicos ligados ao envelhecimento. “Quando associamos tecnologias a uma rotina de skincare adequada, alimentação equilibrada, proteção solar e hábitos saudáveis, os resultados tendem a ser mais naturais e duradouros”, comentou.
Outro método são os chamados bioestimuladores, que devolvem volume enquanto estimulam o organismo a produzir mais colágeno. O efeito, de acordo com a médica, continua nos meses seguintes à aplicação.

“Os bioestimuladores trabalham a favor da fisiologia da pele, ativando a produção de colágeno próprio. É uma abordagem que conversa diretamente com essa lógica de tratar a origem e não só o resultado visível do envelhecimento”, destacou.
Por último, Laíse lembrou da importância de enxergar a beleza metabólica como uma nova forma de encarar o envelhecimento, e não apenas focar em procedimentos ou suplementos.
“Hoje sabemos que a saúde da pele está diretamente relacionada ao funcionamento do organismo. Por isso, a tendência é combinar tecnologias, hábitos saudáveis e protocolos personalizados para promover resultados mais consistentes e duradouros, respeitando a fisiologia de cada paciente”, encerrou.
