
Em busca de opções para ajudar no resgate de pessoas que estejam soterradas, pesquisadores da Universidade de Queensland, na Austrália, desenvolveram uma “barata cyborgue” capaz de transportar medicamentos de emergência.
Chamadas de Paraborgs, as baratas da espécie Macropanesthia rhinoceros foram equipadas com uma pequena câmera e um sistema de auto-injeção que poderia entregar medicamentos injetáveis de urgência ao paciente.
Elas aprenderam a procurar por vítimas e explorar a região, e tiveram um sucesso de 95% na injeção de curto alcance (a cerca de 15 centímetros de distância). No teste de navegação e injeção, as Paraborgs conseguiram cumprir a missão em 72% das vezes. O estudo foi publicado na revista Advanced Science no início de agosto.
“O inseto ciborgue precisa se deslocar até o alvo, posicionar-se com precisão e manter-se estável o suficiente para realizar a injeção. Muita gente pode não gostar de ver uma barata gigante correndo em sua direção, mas, se você estiver preso sob escombros ou em uma caverna e precisar de ajuda, isso pode fazer a diferença real entre a vida e a morte”, explica o pesquisador Hai Nhan Le.
Os cientistas acreditam que uma baratinha treinada poderia oferecer a possibilidade de medicar o paciente enquanto ele não é removido. Eles acreditam que, melhor do que construir um robô que faça tudo, usar uma barata viva permite aproveitar as qualidades do inseto.
As baratas foram anestesiadas para receber o equipamento e viveram o tempo esperado para os insetos.
“O objetivo não é substituir as equipes de resposta a emergências, mas oferecer-lhes outra maneira de visualizar, alcançar e, potencialmente, ajudar pessoas quando o acesso direto é impossível”, afirma Le.
