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Metrópoles

Aptidão cardiovascular pode previnir demência e depressão, diz estudo

A prática regular de atividades físicas vai muito além da estética ou da manutenção do peso. Um trabalho recente, publicado em 20 de março na revista científica Nature Mental Health, destaca que uma boa aptidão cardiorrespiratória está diretamente ligada a um menor risco de desenvolver condições neurológicas e psiquiátricas graves ao longo da vida, incluindo quadros de demência, depressão e psicose.

A investigação científica analisou dados de saúde de quatro milhões de indivíduos, incluídos em 27 estudos, para entender o impacto do fôlego e da resistência aeróbica no funcionamento cerebral.

Os pesquisadores notaram que indivíduos com maior capacidade cardiorrespiratória apresentaram taxas significativamente menores de declínio cognitivo e transtornos mentais em comparação aqueles que tinham um estilo de vida sedentário.

Segundo os pesquisadores, o condicionamento cardiovascular reflete a capacidade do coração, dos pulmões e do sistema circulatório de fornecer oxigênio ao corpo durante o esforço físico contínuo.

Quando o sistema funciona de forma eficiente, o cérebro recebe um fluxo sanguíneo mais constante e rico em nutrientes. O processo ajuda a reduzir inflamações e protege os neurônios, criando uma barreira natural contra a degeneração celular.


Como construir uma aptidão cardiorrespiratória

De acordo com as evidências abordadas no estudo, o desenvolvimento do condicionamento físico não ocorre de forma imediata e requer os seguintes pilares:

  • Prática de exercícios aeróbicos: atividades que demandem esforço contínuo dos pulmões e do coração, como caminhada, corrida, ciclismo ou natação.
  • Frequência e constância: manter uma rotina de treinos semanal consistente, evitando o sedentarismo prolongado.
  • Intensidade adequada: buscar níveis de esforço moderados a vigorosos de forma gradual, promovendo a adaptação e o fortalecimento do sistema cardiovascular.
  • Progressão segura: aumentar a duração e a intensidade dos movimentos aos poucos, sempre respeitando os limites físicos individuais.

Fatores de risco e prevenção integrada

Segundo os pesquisadores, pessoas que já convivem com outras condições metabólicas precisam de atenção redobrada. Por exemplo, a presença da diabetes exige cuidados específicos, pois a doença pode comprometer a circulação sanguínea e acelerar danos nervosos.

Melhorar a capacidade aeróbica, portanto, se torna uma ferramenta de proteção dupla: ajuda no controle da diabetes e blinda o cérebro contra a depressão e o surgimento de episódios psicóticos.

Os achados do artigo apontam para uma estratégia preventiva acessível, mas que demanda comprometimento contínuo. A aptidão cardiorrespiratória é um investimento de longo prazo na saúde do sistema nervoso.

Diante do envelhecimento populacional e do aumento de diagnósticos psiquiátricos, incorporar o movimento à rotina diária se consolida como uma medida clínica indispensável para preservar a autonomia, a cognição e o equilíbrio mental.

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