
Pesquisadores internacionais descreveram uma nova espécie de macaco na República Democrática do Congo. Chamado localmente de Likweli, o Colobus congoensis é uma exemplar que, segundo os cientistas, “escapou” do registro científico por ter ficado anos sem nenhum sinal de avistamento.
Antes do estudo, havia somente uma única evidência fotográfica, registrada em 2008 no que hoje é o Parque Nacional de Lomami. Porém, 18 anos depois, os pesquisadores conseguiram coletar 114 observações de campo do macaco, número suficiente de provas para confirmar que se trata de uma espécie nova.
A descoberta foi liderada pela Universidade Atlântica da Flórida, nos Estados Unidos, em parceria com instituições da Alemanha e do Congo. Os resultados foram publicados na revista Plos One nessa quarta-feira (15/7).
“Essa descoberta é emocionante e profundamente pessoal, destacando a extraordinária biodiversidade da minha terra natal e o quanto ainda permanece sem ser documentado”, destaca um dos autores do estudo, Junior Amboko, biólogo da Universidade Atlântica da Flórida, em comunicado.

No período entre 2018 e 2012, os 114 avistamentos abrangeram uma área de 1,7 mil quilômetros quadrados. Os registros foram feitos por patrulhas de vigilância realizadas por diferentes equipes no Parque Nacional de Lomami.
Entre as principais características físicas da nova espécie, estão olhos escuros, maçãs do rosto proeminentes e uma boca rosa-alaranjada. De pelagem preta e lisa até a cauda, o Likweli possui um atributo bem chamativo: ter mechas de pelos espetados ao redor do rosto.
Segundo os pesquisadores, achar a nova espécie foi essencial devido a perda de habitat e eventos de caça na região. “A descoberta do Colobus congoensis é tanto um triunfo científico quanto um lembrete preocupante de que algumas das criaturas mais raras da Terra podem desaparecer antes mesmo que o mundo saiba que elas existem”, ressalta um das autoras da pesquisa, Kate Detwiler.
