
Os corpos dos integrantes dos Mamonas Assassinas foram exumados na última segunda-feira (23/2), no Cemitério Primaveras, em Guarulhos (SP). Parte das cinzas será utilizada na criação de um memorial em homenagem ao grupo. Durante o procedimento, um detalhe chamou a atenção: uma jaqueta intacta sobre o caixão do vocalista Dinho.
Segundo nota publicada no perfil oficial da banda, o item era usado pela equipe da banda e havia sido colocado sobre o caixão. “O item permanece sob a guarda do cemitério até que se defina se fará parte do Memorial”, diz a nota.
A exumação foi autorizada para que parte das cinzas seja incorporada ao plantio de cinco árvores no BioParque Cemitério, em Guarulhos, cidade onde o grupo surgiu. O anúncio foi feito no sábado (21/2) nas redes sociais da banda e do cemitério.
Jorge Santana, primo de Dinho e CEO da marca Mamonas, relatou o impacto do momento à coluna Fábia Oliveira, do Metrópoles.
“A jaqueta estava ali há 30 anos e parecia que tinha sido colocada ontem”, disse. “Foi, para mim, o momento mais impactante de tudo. A jaqueta foi algo inusitado e, por estar em bom estado e não estar junto aos restos mortais, pensamos em mantê-la exposta no memorial.”
O espaço receberá o nome de Jardim BioParque Memorial Mamonas. As cinzas serão incorporadas a sementes de espécies nativas, dentro de uma proposta que une homenagem e preservação ambiental.
“Mais do que um memorial, o espaço se propõe a ser um patrimônio afetivo, onde o tempo não apaga as lembranças, apenas as transforma”, publicou a administração do cemitério.
Os Mamonas Assassinas viviam o auge da carreira quando morreram, em 2 de março de 1996. Após um show em Brasília, o avião que transportava o grupo colidiu com a Serra da Cantareira, na aproximação para pouso em Guarulhos, causando a morte de todos os ocupantes e forte comoção no país.
