
Vinte e três alunos e visitantes de uma feira de ciências de um colégio particular do Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro, foram atendidos no Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, após serem expostos ao risco de contaminação por doenças transmissíveis pelo sangue. Durante o evento escolar, um grupo utilizou a mesma agulha em diversas pessoas para medição de glicose.
O caso aconteceu na manhã do último sábado (12/9) e está sendo investigado pela 42ª DP (Recreio), da Polícia Civil. O diretor da unidade Recreio II do Colégio Tamandaré foi chamado para prestar esclarecimentos, e os investigadores solicitaram imagens das câmeras de segurança para reconstituir o que ocorreu durante a feira.
Segundo a direção do colégio, um dos estandes da feira abordava o tema diabetes, com alunos de idades entre 11 e 12 anos, e uma das estudantes levou para a exposição um aparelho utilizado para medição de glicose e uma caixa de lancetas, pequenas agulhas usadas para furar o dedo e coletar uma gota de sangue. Ela teria utilizado a mesma lanceta em até três pessoas diferentes.
A instituição informou que professores e coordenadores haviam orientado os alunos a não utilizar o equipamento para medição e a mantê-lo apenas em exibição durante a feira. No entanto, próximo ao fim do evento, a estudante teria usado o material para medir a glicemia de pessoas que visitavam o estande.
As pessoas que utilizaram a mesma lanceta correm risco de exposição a doenças infectocontagiosas transmitidas pelo sangue, como hepatites B e C, HIV e sífilis.
Em nota, a direção do Hospital Municipal Lourenço Jorge informou que recebeu 20 pacientes com relato de exposição de risco por compartilhamento de lancetas. Todos foram avaliados e iniciaram o protocolo de profilaxia pós-exposição, tratamento preventivo indicado em situações que envolvem contato com material biológico potencialmente contaminado. A Secretaria Municipal de Saúde informou que todos os testes realizados até o momento tiveram resultado negativo.
