
Conforme a coloproctologista Aline Amaro, o supercrescimento bacteriano no intestino delgado — condição mais conhecida como SIBO — ocorre quando há um desequilíbrio no trânsito intestinal ou nos mecanismos de defesa do organismo. De acordo com a médica, o corpo dá sinais quando uma pessoa está com o quadro, que afeta o funcionamento do órgão do sistema digestório.
A especialista, que atende em Brasília (DF), explica que os sinais mais comuns do supercrescimento bacteriano no intestino delgado estão relacionados à digestão e ao funcionamento intestinal. “O indivíduo costuma relatar inchaço abdominal constante, sensação de estufamento logo após as refeições, excesso de gases e desconforto abdominal”, menciona.
Aline ressalta sobre o inchaço ser desproporcional ao que foi ingerido na alimentação, quadro que chama atenção. “Alterações no hábito intestinal também são frequentes, podendo variar entre diarreia, constipação ou até uma alternância entre os dois”, prossegue a coloproctologista. Com expertise em cirurgia a laser e robótica, a médica pontua: “Em alguns casos, o quadro vai além do intestino.”
Segundo a especialista, o indivíduo com SIBO pode apresentar cansaço, dificuldade de concentração e até deficiência de vitaminas, resultado do excesso de bactéria dentro do intestino interferir na absorção de nutrientes. “Quando esses sintomas são persistentes e impactam a qualidade de vida, é importante procurar avaliação médica para investigar corretamente e evitar que o problema se prolongue”, orienta.

Dados da Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos trazem que a prevalência do supercrescimento bacteriano do intestino delgado, nas últimas décadas, foi estimada entre 2,5% e 22%. O índice aumenta com a idade e em indivíduos com comorbidades. Aline Amaro detalha que, em condições normais, o intestino delgado tem uma quantidade relativamente baixa de bactérias, diferentemente do intestino grosso.
“Quando o trânsito intestinal fica mais lento, como em casos de constipação, diabetes, uso de alguns medicamentos ou após cirurgias abdominais, esses micro-organismos podem se proliferar de forma excessiva nesse local, onde não deveriam estar em grande número”, frisa a coloproctologista. Por vezes, as bactérias presentes no intestino delgado são características da microbiota do cólon.

