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Embora percebido como um evento repentino, o infarto costuma ser o desfecho de um processo silencioso, que se desenvolve ao longo de anos. É o que indica um estudo internacional publicado no Journal of the American College of Cardiology, com dados de mais de 9,3 milhões de pessoas na Coreia do Sul e de 6.803 indivíduos nos Estados Unidos.

A pesquisa investigou quais condições estavam presentes antes do primeiro evento cardiovascular — como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC), doença arterial coronariana ou insuficiência cardíaca — e encontrou um padrão consistente: em mais de 99% dos casos, havia ao menos um fator de risco prévio, e entre 93% e 97% dos pacientes apresentavam dois ou mais fatores combinados.

Os pesquisadores avaliaram quatro vilões clássicos: pressão arterial acima do ideal, colesterol elevado, glicemia alterada e histórico de tabagismo. E foram além dos diagnósticos formais: mesmo níveis considerados limítrofes, como pressão “normal-alta” ou pré-diabetes, entraram na conta, porque também aumentam o risco ao longo do tempo. Na prática, o estudo desmonta a ideia popular do “infarto do nada.”

Também chama atenção para um ponto crítico: o problema, muitas vezes, está no risco não identificado ou não tratado, mesmo quando as alterações parecem discretas. Pressão “normal-alta” (aquela que marca 120×80 mmHg, ou 12×8), glicemia em estágio de pré-diabetes e colesterol moderadamente elevado já demandam acompanhamento e, em muitos casos, intervenção.

“O infarto deixa de ser visto como um evento súbito e imprevisível e passa a ser entendido como o desfecho de um processo crônico, progressivo, que evolui ao longo dos anos e, na maioria das vezes, pode ser prevenível”, avalia a cardiologista Juliana Tranjan, do Einstein Hospital Israelita em Goiânia.

Ataque silencioso às artérias

Por trás dessa progressão está a aterosclerose, o acúmulo gradual de gordura e inflamação na parede das artérias, levando à formação de placas. Se uma delas rompe, o organismo pode formar um coágulo no local, bloqueando a circulação. Quando isso acontece nas coronárias, surge o infarto.

“Diabetes, obesidade e outros distúrbios metabólicos atrapalham a parede do vaso e facilitam o acúmulo de gordura, levando ao entupimento”, detalha o endocrinologista Márcio Weissheimer Lauria, coordenador do departamento de Dislipidemia e Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e professor de Endocrinologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

A pressão alta lesa o endotélio, camada interna dos vasos. O colesterol LDL elevado favorece o depósito de gordura nas artérias. Por sua vez, a glicose em excesso aumenta a inflamação vascular. Já o cigarro, além de inflamação, causa estresse oxidativo e pode levar à instabilidade da placa ateromatosa. “Esses fatores associados levam a um maior risco de ruptura e trombose de placa da aterosclerose, ocasionando o infarto agudo do miocárdio”, pontua Tranjan.

Esse processo é lento e gera adaptações no organismo ao longo dos anos. Por isso, em alguns casos, é assintomático. Quando aparecem sintomas, os alertas podem ser discretos demais para chamar atenção: cansaço fora do habitual, queda no desempenho físico, falta de ar ao fazer esforço e desconforto torácico. Sinais facilmente atribuídos também ao estresse, à idade ou ao sedentarismo.

A boa notícia é que esses fatores são, em grande parte, modificáveis. Mudanças no estilo de vida conseguem reduzir risco, desacelerar a progressão da doença aterosclerótica e até promover remissão de alterações metabólicas. Perda de peso, alimentação equilibrada, atividade física regular, abandono do cigarro, sono adequado e controle medicamentoso, quando necessário, fazem diferença.

“Poucos meses de intervenção com perda de peso e exercício físico consistentes já têm repercussão positiva e você consegue ver resultados em novos exames”, ressalta Lauria. Quanto antes essa intervenção começar, maior a chance de reversão. Em fases mais avançadas, o foco passa a ser estabilizar o problema e evitar a progressão.

Exames simples ainda são poderosos

Apesar do interesse crescente por marcadores sofisticados, boa parte do rastreamento cardiovascular continua dependendo de ferramentas bastante acessíveis, como medição da pressão arterial, da glicemia, do colesterol e dos triglicérides, além do monitoramento de peso e circunferência abdominal.

“Os exames de rotina devem ser individualizados de acordo com história clínica, comorbidades e história familiar de cada paciente. Dessa forma, conseguimos fazer um rastreio mais refinado e prevenção da doença cardiovascular”, reforça a cardiologista do Einstein em Goiânia.

Marcadores adicionais, como apolipoproteína B e lipoproteína(a), podem ajudar em casos específicos, especialmente em pessoas com histórico familiar forte ou eventos cardiovasculares sem explicação clara. A lipoproteína(a), por exemplo, é um fator genético e sua dosagem é recomendada ao menos uma vez na vida por algumas diretrizes internacionais. Outro exame relevante para medir o risco cardiovascular é o escore de cálcio coronariano, exame de tomografia para quantificar placas de gordura calcificadas nas artérias do coração.

A prevenção cardiovascular não começa quando surge dor no peito, mas sim muito antes, no acompanhamento médico regular, nos exames de rotina e no controle de alterações aparentemente pequenas. “A doença aterosclerótica se desenvolve ao longo de décadas. O evento agudo é a manifestação tardia de algo que já estava acontecendo silenciosamente, por isso é tão importante a prevenção”, conclui Juliana.

O termo “Ozempic natural” tornou-se viral nas plataformas digitais. Ele é utilizado para descrever substâncias e alimentos que prometem saciedade e perda de peso rápida.

Entre os destaques dessa tendência estão o glucomanano e o psyllium.

No entanto, especialistas alertam para os riscos dessa comparação. Embora essas fibras ofereçam benefícios à saúde, elas não possuem o mesmo mecanismo de ação de medicamentos para obesidade.

O que é o glucomanano?

O glucomanano é uma fibra solúvel extraída da raiz da planta Amorphophallus konjac. Ao entrar em contato com a água no estômago, ele forma um gel espesso.

Atenção: O glucomanano não é aprovado pela Anvisa como suplemento alimentar.

Ele é classificado apenas como um aditivo alimentar. Sua comercialização como suplemento não é autorizada.

Benefícios atribuídos ao glucomanano:

  1. Controle do apetite: Aumenta a sensação de estômago preenchido.

  2. Auxílio no emagrecimento: Reduz a ingestão calórica voluntária.

  3. Regulação intestinal: Melhora casos de constipação ao aumentar o volume das fezes.

  4. Saúde metabólica: Auxilia no controle da glicose e do colesterol LDL.

  5. Redução da sensibilidade à insulina: Estabiliza os índices glicêmicos, evitando picos.

O papel do psyllium

Derivado da planta Plantago ovata, o psyllium é outra fibra amplamente divulgada. Assim como o glucomanano, ele forma um gel viscoso no trato digestivo.

Ele é um aliado importante para a saúde cardiovascular e regulação do trânsito intestinal.

Para a nutricionista Thaís Sarian, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, a comparação com a semaglutida é um erro.

“Trata-se de propaganda enganosa. O psyllium tem efeito discreto na saciedade. Nenhum suplemento atua como o medicamento”, afirma.

Outros alimentos associados ao efeito de saciedade

Além das fibras citadas, outros itens ganham destaque por auxiliar no controle da fome:

Riscos e precauções

O uso indiscriminado de fibras solúveis pode trazer efeitos colaterais. Entre os riscos estão:

Recomendação vital: Todo consumo de fibras deve ser acompanhado por um aumento proporcional na ingestão de água. Sem hidratação, as fibras podem agravar a prisão de ventre.

A obesidade é uma doença complexa. Nenhum alimento isolado é capaz de promover perda de peso sustentável sem acompanhamento profissional e mudanças no estilo de vida.

Portanto, o consumo dos alimentos conhecidos como “ozempic natural” é válida e pode ajudar a sua saúde.

Porém, os resultados não serão idênticos aos medicamentos usados para tratar obesidade. Sempre consulte um médico.

 

 

Trocar a dieta por uma saudável depois de anos ingerindo alimentos ricos em açúcar e gorduras pode melhorar a saúde, mas a memória nunca mais será a mesma. Esta é a conclusão de um estudo australiano publicado nesse domingo (17/5) na revista científica Nutritional Neuroscience.

Os pesquisadores da Universidade de Tecnologia de Sydney fizeram o teste em ratos e completaram os dados com a revisão de 27 estudos sobre o assunto. Segundo eles, a troca de cardápio até melhora a memória, mas ela não volta a ser semelhante à de animais que nunca tiveram uma dieta com alimentos não saudáveis.

“Observamos melhorias mais nítidas na memória após a substituição de dietas ricas em gordura por alimentos saudáveis. No entanto, dietas com alto teor de açúcar adicionado, incluindo as ricas tanto em gordura quanto em açúcar, apresentaram poucos indícios de recuperação. Isso sugere que o açúcar pode ser um fator crucial na limitação da recuperação da memória”, sugere a principal autora do estudo, a pesquisadora Simone Rehn, em comunicado.

Os cientistas também testaram o efeito da mudança de cardápio na ansiedade, níveis de atividade física ou motivação alimentar, mas não perceberam mudanças consistentes.

“Existe uma crença popular de que os efeitos da alimentação ruim são facilmente reversíveis. Nossos resultados mostram que, pelo menos pra memória, a situação pode ser mais complicada, especialmente em dietas ricas em açúcar”, pondera Mike Kendig, que também participou da pesquisa.

Ele lembra que é importante, sim, optar por uma dieta mais saudável, mas que é essencial entender que os efeitos de anos ingerindo açúcar não vão ser desfeitos rapidamente e nem por completo.

A ideia de que a caminhada só começa a queimar gordura a partir dos 30 minutos contínuos não funciona de maneira rígida na fisiologia humana. De acordo com o educador físico e nutricionista esportivo Fernando Castroo corpo utiliza gordura e carboidrato como fonte de energia o tempo todo, inclusive nos primeiros minutos da atividade física.

O que ocorre na verdade é uma mudança progressiva na predominância do combustível energético: conforme o exercício é mantido por mais tempo em intensidade moderada, há uma redução gradual da glicemia e do glicogênio disponível, o que aumenta proporcionalmente a oxidação de gorduras. “Essa dinâmica fisiológica deu origem à referência dos 30 minutos, mas atividades mais curtas também trazem resultados metabólicos importantes”, explica o especialista.

Entenda

A regularidade e a constância nos treinos de menor duração também são capazes de contribuir diretamente para o emagrecimento e para o condicionamento cardiovascular, desde que a atividade seja associada a uma alimentação adequada. O especialista destaca que uma pessoa pode caminhar por uma hora diariamente e ainda assim não emagrecer caso haja um excesso calórico na sua dieta alimentar. Por outro lado, uma caminhada curta de 20 minutos realizada todos os dias demonstra excelentes resultados práticos.

A intensidade do exercício também altera o consumo energético após o treino. “Atividades mais intensas, que recrutam mais carboidratos durante a execução devido à necessidade de resposta rápida do organismo, favorecem o emagrecimento por provocarem um aumento no gasto calórico total e no consumo de energia que se estende para o período pós-treino”, ressalta Fernando

Caminhada: o que a fisiologia diz sobre os 30 minutos de exercício - destaque galeria

Segundo o especialista, do ponto de vista fisiológico e metabólico, praticar uma caminhada por menos de 30 minutos continua sendo uma escolha muito melhor do que se manter em uma condição de sedentarismo. “Pequenos estímulos diários geram benefícios relevantes para a saúde cardiovascular de forma geral.”

Conforme conclui o educador físico e nutricionista esportivo Fernando Castro, a fisiologia humana não responde a um número mágico de minutos para o funcionamento do metabolismo. “O sucesso da atividade física depende diretamente do contexto, da intensidade, da frequência, da constância e, principalmente, da aderência do praticante. Dessa forma, o melhor exercício físico é aquele que o indivíduo consegue manter de maneira consistente dentro da sua própria rotina.”

O fim de semana foi marcado por uma série de prisões e apreensões efetuadas pela Polícia Militar em municípios do Agreste e Sertão alagoanos. Entre as ocorrências, de naturezas diversas e em localidades distintas, estão as que foram registradas por equipes do 3° Batalhão de Polícia Militar (BPM) e 7º BPM.

Na tarde de domingo (17), na Rua Valter Carlos de Souza, Olho d'Água dos Cazuzinhos, em Arapiraca, um homem de 25 anos foi preso durante uma ação da Rocam (Rondas Ostensivas Com Apoio de Motocicletas) do 3º BPM. Foram apreendidos: um revólver calibre 38 com seis munições (três intactas e três deflagradas); uma porção de cocaína (18 g); 11 bombinhas de maconha e mais um pedaço pequeno da mesma substância, somando (28g); 114 pedrinhas de crack (21g); três smartphones e 16 caixas de medicamento psicotrópico (Rohypnol).

Os militares patrulhavam na região da localidade Brisa do Lago quando foram abordados por uma mulher relatando ter sofrido ameaça na noite anterior. O suspeito teria efetuado dois disparos de arma de fogo para o alto com o intuito de intimidar a vítima e seu companheiro. Diante das informações, as guarnições foram até o endereço informado e visualizaram dois indivíduos. Um deles, ao perceber a presença policial, correu para o interior da casa, enquanto o segundo foi interceptado ainda na porta do imóvel.

Já o segundo indivíduo, saiu da residência e também foi abordado. Nenhuma irregularidade foi constatada nas buscas pessoais. Durante buscas no perímetro da residência, porém, em uma parte da calçada onde a dupla estava inicialmente, foram encontradas três bombinhas de maconha. Com a devida autorização, foi feita a busca domiciliar, onde todo o restante do material foi encontrado.

Também durante a tarde, um homem de 34 anos foi preso no povoado Canaã, zona rural de Arapiraca. Com ele, a guarnição apreendeu um revólver calibre .32, contendo cinco munições intactas, além de 129 bombinhas de maconha (140g), 10 invólucros da mesma substância (45g) e uma porção adicional de 15g. Um aparelho celular também foi recolhido.

Na tarde de domingo, o Pelotão de Operações Policiais Especiais (Pelopes) foi acionado para prestar apoio ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em uma ocorrência de disparo de arma de fogo. Na chegada ao endereço, a vítima foi encontrada no interior da residência, com ferimentos superficiais na região da cabeça, porém apresentando sinais vitais.

Testemunhas relataram que a vítima estaria bebendo na porta de casa quando dois suspeitos chegaram em uma moto e iniciaram uma discussão por um suposto celular roubado. Com a chegada do pai da vítima, a briga teria cessado e a dupla foi embora, mas voltou minutos depois, efetuado os disparos e se evadido em seguida. O ferido foi encaminhado ao Hospital de Emergência do Agreste.

Com base nas informações sobre a identidade dos suspeitos, as equipes iniciaram as buscas. Um deles foi localizado, abordado, mas nada de ilícito foi encontrado sob sua posse. Ao ser questionado, ele confessou o crime e indicou o esconderijo da arma: no banheiro de casa, no interior da caixa acoplada da descarga. Com a autorização para buscas no imóvel, concedida pela proprietária e cônjuge do suspeito, os PMs encontraram o armamento e também uma sacola contendo drogas e um papel com anotações relacionadas ao tráfico.

Outra ocorrência foi registrada por volta de 00h30, na Avenida Miguel Guimarães da Silva, bairro Canafístula. Foram apreendidos: 40 pinos de cocaína; 32 pedras de crack; 37 papelotes de maconha; um frasco de loló e uma espada do tipo katana. Duas pessoas foram presas, ambos do sexo masculino e com idades de 18 e 24 anos.

Os policiais seguiam em patrulhamento ostensivo pela localidade quando perceberam um grupo que se evadiu para uma região de mata ao notar a aproximação das viaturas. Diante da atitude suspeita, as equipes iniciaram incursão a pé e interceptaram dois indivíduos. Um deles levava um objeto semelhante a uma espada e tinha um volume aparente no bolso do casaco. Na abordagem policial e busca pessoal, foi encontrada uma porção de maconha com um deles e demais itens com outro, além da quantia de R$ 332 em espécie.

As três ocorrências, autores e materiais foram encaminhados à Central de Polícia Civil, em Arapiraca.

Também na tarde de domingo, na Rua Pedro Barbosa Bela, bairro Senador Arnon de Melo, foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) em desfavor de uma mulher de 33 anos por perturbação do sossego alheio. Uma aparelhagem de som também foi apreendida. A guarnição motorizada de Rocam, do 3° BPM, foi acionada via Copom para averiguar uma possível situação de som abusivo.

Diversos cidadãos haviam acionado o 190 denunciando o mesmo fato. No endereço informado, a PM confirmou o volume elevado, audível a uma distância considerável, causando incômodo à vizinhança. Foi feito o contato direto com a responsável pelo equipamento sonoro, que atendeu a ordem para cessar a perturbação. Diante das denúncias recebidas e da confirmação da perturbação, foi lavrado o TCO e o equipamento foi recolhido.

Flagrantes no Sertão

O 7º BPM prendeu um indivíduo por tráfico de drogas e apreendeu 33 bombinhas de maconha e cinco papelotes de cocaína. O fato ocorreu por volta de 23h30 do sábado, em uma chácara na AL 130, próximo ao município de Pão de Açúcar. A ação ocorre no âmbito da Operação Protetor Divisas, do Programa “Brasil Contra o Crime Organizado”, coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

A guarnição de Rocam do 7º BPM recebeu informações do Serviço de Inteligência sobre uma festa em uma chácara onde também estaria ocorrendo tráfico de drogas. Na chegada da PM, duas pessoas correram e uma delas chegou a disparar contra os agentes, que responderam com força proporcional, com o intuito de cessar a ameaça. Um dos suspeitos se evadiu, mas o segundo foi contido e encaminhado à Polícia Civil, no Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp), em Santana do Ipanema.

Na manhã de domingo, em Santana do Ipanema, a guarnição de Rocam do 7º BPM deteve um indivíduo. Na ação, os policiais recuperaram uma motocicleta com queixa de roubo e furto. A Honda Pop 100 de cor vermelha. O homem foi abordado após ser flagrado enquanto transitava em desacordo com a legislação de trânsito. O condutor seguia em manobras que configuravam direção perigosa e sem alguns dos itens obrigatório no veículo. Ao conferir os dados da moto, foi identificada a queixa de roubo e furto. O caso foi encaminhado à Polícia Civil.

A ação “Blitz da Proteção” mobilizou equipes e chamou a atenção da população para o enfrentamento ao abuso, à exploração sexual e ao trabalho infantil de crianças e adolescentes. A iniciativa, que aconteceu nesta segunda-feira (18), em frente à Praça Moreno Brandão, reforçou o compromisso da rede de proteção com a garantia dos direitos da infância e juventude.

Durante a mobilização, equipes realizaram panfletagem educativa no trânsito, com apoio da SMTT, e levou informações e orientações aos motoristas e pedestres sobre a importância da denúncia e da prevenção às violências contra crianças e adolescentes. “A campanha destacou que a proteção da infância é uma responsabilidade coletiva e depende da união entre famílias, escolas, poder público e sociedade. A ação também buscou conscientizar à população sobre a necessidade de fortalecer o cuidado, o acolhimento e a segurança de crianças e adolescentes”, disse a secretáriade Assistência Social Daniela Paiva.

A prefeita Tia Júlia destacou a importância da mobilização e do trabalho de conscientização realizado pelas equipes. “Precisamos estar unidos nesta missão de proteger as nossas crianças e adolescentes. Esta é uma responsabilidade de todos nós. A nossa gestão seguirá trabalhando para fortalecer a rede de proteção, garantir direitos e conscientizar a população sobre a importância da denúncia e do cuidado”, afirmou a prefeita.

A mobilização contou com a participação de secretários municipais e equipes da Assistência Social engajadas na causa e reforçou a mensagem de que proteger é um dever de todos e cuidar é um ato de amor.

O governo Donald Trump voltou a recusar uma proposta de paz do Irã para colocar um fim ao recente conflito no Oriente Médio. As informações são do jornal norte-americano Axios, que afirma ter consultado uma autoridade do governo norte-americano ligado às negociações.

De acordo com o veículo, o presidente dos Estados Unidos teria achado a recente proposta insuficiente. O Irã enviou a Washington uma proposta de 14 pontos nesta segunda-feira (18/5). O documento chegou a autoridades americanas através do Paquistão, que tem intermediado as conversas entre os dois países.

De acordo com a agência iraniana Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, o novo texto está focado nas negociações para o fim da guerra e em medidas de construção de confiança por parte dos americanos. Para Esmaeil Baghaei, porta-voz do ministério das Relações Exteriores do Irã, as exigências do Irã incluem a liberação de ativos congelados no exterior e a retirada de sanções contra o país.

A dúvida se a dor crônica tem cura é uma das mais comuns nos consultórios médicos brasileiros. Embora nem sempre haja uma solução imediata, o controle eficaz é uma realidade acessível e transformadora.

A condição é definida pela persistência do desconforto por um período superior a três meses seguidos. Diferente da dor aguda, ela exige um olhar multidisciplinar para que o paciente retome sua vitalidade.

O que é dor crônica e como ela afeta o corpo?

A ciência moderna define essa condição como uma doença do sistema de processamento de estímulos. Não se trata apenas de um sintoma, mas de uma alteração na forma como o cérebro percebe sinais.

Segundo a Dra. Inácia Simões, anestesiologista da Saint Moritz, a abordagem precisa ser ampla e personalizada. “A dor crônica é multifatorial, envolvendo o sistema nervoso, o comportamento e o processamento cerebral”, explica a médica.

Entender essa complexidade é fundamental para evitar a frustração com tratamentos que buscam apenas o alívio rápido. O foco da medicina atual está na reabilitação funcional e na melhora contínua da experiência do paciente.

A diferença entre cura definitiva e manejo clínico

Muitas vezes, a busca pela cura total impede que o paciente enxergue os progressos do tratamento. O sucesso clínico é medido pela capacidade de voltar a realizar tarefas diárias com conforto e autonomia.

“Na maioria dos casos, falamos em controle, reabilitação e qualidade de vida”, afirma a Dra. Inácia Simões. Isso permite que a pessoa recupere sua identidade e não deixe que o desconforto dite suas regras.

Tratamentos eficazes para o controle da dor crônica

As diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) priorizam terapias que combinam diferentes frentes de atuação. A medicina da dor evoluiu para integrar fármacos, exercícios e suporte educacional sobre a própria condição.

A citação de fontes seguras reforça que o tratamento isolado raramente traz resultados sustentáveis a longo prazo. “O tratamento mais eficaz combina estratégias como movimento orientado e intervenções específicas”, destaca a especialista Simões.

Os riscos de buscar soluções imediatas para problemas complexos

Um erro comum é tentar resolver um problema de anos com uma intervenção única ou milagrosa. A dor crônica requer paciência, disciplina e uma aliança forte entre o médico e o paciente.

A Dra. Inácia Simões alerta que o processo exige acompanhamento constante e ajustes finos nas condutas. “A dor crônica não se resolve com uma resposta imediata; é um processo que exige participação ativa”, diz.

Como viver melhor mesmo com o diagnóstico de dor

Viver bem com essa condição é possível através da adaptação de hábitos e da mudança de mentalidade. O suporte adequado transforma a percepção do desconforto e devolve o prazer em atividades sociais e físicas.

Abaixo, apresentamos dicas práticas baseadas em orientações da Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED).

  1. Mantenha uma rotina de atividades físicas leves, como natação ou caminhada, sob supervisão técnica.

  2. Pratique técnicas de controle de estresse, como a meditação, para evitar picos de tensão muscular.

  3. Evite o isolamento social, pois o convívio com amigos e familiares auxilia na saúde mental.

  4. Mantenha um diário da dor para identificar gatilhos específicos e facilitar o diagnóstico médico.

O caminho para a recuperação da autonomia

Embora a pergunta sobre a cura seja frequente, o foco na qualidade de vida é o que gera resultados. A dor crônica pode ser persistente, mas as tecnologias médicas atuais permitem um controle excepcional.

Consultar um especialista em medicina da dor é o primeiro passo para sair do ciclo de sofrimento. “Quando o paciente entende o processo e recebe suporte, a forma de lidar com a dor muda”, conclui a médica.

Siga as recomendações profissionais e priorize sua saúde com estratégias validadas e seguras para o seu futuro. Sua vida pode ser muito maior que qualquer diagnóstico, basta dar o primeiro passo hoje mesmo.

O governo das Maldivas informou nesta segunda-feira (18/5) que localizou os corpos de quatro dos cinco turistas italianos que morreram durante mergulho em Atol de Vaavu. A quinta vítima, o instrutor de mergulho que orientava a atividade exploratória, foi localizada ainda na sexta-feira (15/5).

Em comunicado, a Força de Defesa Nacional das Maldivas informou que novos mergulhos serão feitos nos próximos dias para recuperar os corpos localizados. As vítimas encontradas são duas mulheres e dois homens, que faziam submersão para explorar cavernas marinhas na região. São eles:

Muriel Oddenino, de 31, bióloga marinha e pesquisadora do Piemonte; e

Federico Gualtieri , de 31, do Piemonte, formado em biologia marinha e ecologia e instrutor de mergulho certificado.

A quinta vítima do acidente é Gianluca Benedett, instrutor de mergulho natural de Pádua, cidade na Itália. O incidente ocorreu na última quinta-feira (14/5). O grupo de italianos, informou o governo das Maldivas, estava a bordo da embarcação turística MV Duke of York.

As causas do acidente ainda não foram esclarecidas. O governo do país informou que as vítimas foram localizadas dentro de uma caverna no atol em que mergulhavam. As buscas começaram a ser feitas nas horas seguintes do acidente, ainda na quinta-feira (18/5), mas tiveram de ser suspensas em decorrência do mau tempo e das condições adversas do mar.

As atividades foram retomadas na manhã do dia seguinte. Em meio às apurações, o barco que transportava o grupo de italianos teve suas atividades suspensas para inspeção que apura as causas do acidente.

“Todas as medidas necessárias serão tomadas para garantir total responsabilização, e empresas de turismo e prestadores de serviço continuarão sendo cobrados a cumprir os padrões exigidos”, informou o governo das Maldivas.

Morte de 2º mergulhador

Um mergulhador que atuava nos resgates para localizar os turistas desaparecidos também morreu em meio às buscas. O sargento-mor Mohammed Mahdi morreu após sofrer de doença descompressiva (conhecida como “mal dos mergulhadores”).

“A morte de um mergulhador da Força de Defesa Nacional das Maldivas, enquanto realizava buscas por turistas desaparecidos, é motivo de profunda tristeza para mim e para todos os cidadãos das Maldivas. É uma notícia devastadora”, anunciou o presidente das Maldivas, Mohamed Muizzu.


				Maldivas: corpos de mergulhadores italianos são encontrados

Muita gente se preocupa com diabetes e pressão alta, doenças comuns em todo o mundo. Mas existe outro inimigo “invisível” igualmente perigoso: a gordura no fígado, ou esteatose hepática. O quadro atinge cerca de 25 a 30% da população mundial e pode ser evitado com a adoção de alguns hábitos. Um exemplo é fugir de alimentos como refrigerantes e sucos artificiais, produtos de padaria com farinha branca (pães, bolos, biscoitos), doces em geral e ultraprocessados ricos em xarope de milho ou açúcar invertido.

De acordo com a nutricionista do Metrópoles, esses itens têm um elemento em comum: o excesso de açúcar. Segundo ela, o consumo excessivo de açúcar — e não de gordura — é o principal fator de risco para a condição que atinge 1 em cada 3 brasileiros.

“Embora muitos pensem que o excesso de gordura na alimentação seja o principal causador do problema, há um outro vilão ainda mais perigoso: o açúcar, especialmente aquele presente em bebidas adoçadas, doces e alimentos ultraprocessados”, comenta.

Conforme prossegue a expert, frutose industrializada e carboidratos refinados são os maiores responsáveis pelo acúmulo de gordura no fígado, principalmente quando associado ao sedentarismo e ao sobrepeso.

“A doença é silenciosa e, na maioria dos casos, só é descoberta em exames de rotina. Se não tratada, pode evoluir para quadros graves como hepatite gordurosa, cirrose e até câncer hepático”, pondera.

Em vez de doces e ultraprocessados, prefira frutas (com moderação), legumes e verduras; carnes magras e peixes; grãos integrais e oleaginosas; e pratique atividade física regular.

Ilustração colorida de fígado em esqueleto humano - Hepatologista lista sinais de que você pode ter gordura no fígado - Metrópoles
Gordura no fígado pode evoluir para cirrose

“A esteatose hepática é reversível — mas a chave está na mudança de hábitos, especialmente na redução do açúcar. O acompanhamento com nutricionista e hepatologista é essencial para orientar um plano alimentar eficaz e monitorar a função hepática ao longo do tempo”, encerra.

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra uma sequência de agressões registrada após um mega show no bairro de Jaraguá, na manhã deste domingo (17).

As imagens mostram dois homens trocando socos em via pública, enquanto várias pessoas acompanham a confusão.

Em seguida, um segundo homem aparece e passa a agredir uma das vítimas, que já estava caída no chão. Uma mulher tenta interromper as agressões e conter os envolvidos, mas a violência continua; assista ao vídeo:

 

Durante a briga, um dos homens chega a receber um pontapé no rosto. A motivação da confusão ainda é desconhecida.

Procurada pela reportagem, a Polícia Militar informou que não foi acionada para a ocorrência.

Um conjunto de fósseis encontrado no nordeste da Tailândia revelou a existência de um dos maiores dinossauros já identificados na região. A nova espécie, batizada de Nagatitan chaiyaphumensisviveu há cerca de 120 milhões de anos e pode ter atingido até 27 metros de comprimento.

A descoberta foi publicada na revista Scientific Reports em 14 de maio é considerada um marco para a paleontologia no Sudeste Asiático. Os pesquisadores afirmam que se trata do maior dinossauro de pescoço comprido já registrado na região.

Os fósseis foram encontrados na província de Chaiyaphum, após um morador local notar ossos expostos em uma área próxima a um lago que estava secando, em 2016. A partir daí, uma equipe de cientistas iniciou escavações no local.

Entre os materiais recuperados estão vértebras, ossos da pelve e partes das pernas, incluindo um fêmur que, mesmo fragmentado, teria cerca de dois metros de comprimento.

“Nosso dinossauro é grande para os padrões da maioria das pessoas, provavelmente pesava pelo menos 10 toneladas a mais do que o Diplodoco”, explicou o paleontólogo Thitiwoot Sethapanichsakul, principal autor do estudo, em comunicado.

Um gigante entre os gigantes

Nagatitan chaiyaphumensis pertence ao grupo dos saurópodes, dinossauros conhecidos pelo pescoço longo e corpo massivo. Dentro desse grupo, ele faz parte de um subgrupo que viveu entre o final do período Jurássico e o Cretáceo.

Apesar do tamanho impressionante, ele não é o maior já descoberto no mundo. Espécies encontradas na América do Sul, como o Patagotitan e o Argentinosaurus, chegam a ter mais que o dobro do peso estimado para o dinossauro tailandês.

As características dos ossos encontrados, especialmente das vértebras e das pernas, permitiram aos cientistas identificar que se trata de uma espécie inédita, diferente de outros saurópodes já conhecidos.

Como era o ambiente

Na época em que o Nagatitan viveu, o cenário do nordeste da Tailândia era bem diferente do atual. A região tinha clima semiárido e era cortada por rios, o que favorecia a presença de diferentes formas de vida.

O dinossauro provavelmente convivia com crocodilos, peixes e pterossauros que se alimentavam de animais aquáticos. Seu corpo alongado e de grande superfície pode ter ajudado na regulação da temperatura, facilitando a dissipação de calor.

O nome escolhido para a espécie mistura referências culturais e científicas. “Naga” faz alusão a uma criatura mitológica presente em tradições asiáticas, enquanto “titã” remete aos gigantes da mitologia grega. Já o termo chaiyaphumensis homenageia a região onde os fósseis foram encontrados.

Um dos últimos da região

Além de revelar um novo dinossauro, o estudo também traz pistas sobre o fim da presença desses animais na região. Segundo os pesquisadores, as camadas de rocha onde os fósseis foram encontrados estão entre as mais recentes da Tailândia que ainda preservam vestígios de dinossauros.

Isso pode indicar que o Nagatitan foi um dos últimos saurópodes a viver no Sudeste Asiático antes de mudanças ambientais mais drásticas.

“Rochas mais recentes provavelmente não contêm restos de dinossauros, porque a região já havia se tornado um mar raso”, afirma Sethapanichsakul.

Para os cientistas, isso reforça a ideia de que o animal pode representar uma das últimas espécies de grande porte desse grupo na região.

A palavra “demência” costuma ser associada automaticamente ao Alzheimer, mas especialistas alertam que a condição engloba diferentes doenças neurológicas que comprometem memória, comportamento, raciocínio e autonomia. Embora o Alzheimer seja o tipo mais comum, existem outras formas de demência que podem apresentar sintomas bastante distintos e até ser confundidas com doenças psiquiátricas ou problemas circulatórios.

Segundo a neurologista Stephanie Gomes de Almeida Machado, da Clínica Paciente, o termo demência é amplo e não se limita ao Alzheimer. “Ela é a causa mais comum, mas não é a única”, explica.

O neurologista Heitor Lima, da Clínica Singular, reforça que diferentes doenças neurológicas podem provocar perda de autonomia. “A doença de Alzheimer é a mais frequente causa de demência no mundo, mas existem ao menos dezenas de outras doenças que também causam demência”, afirma.

Demência vascular e corpos de Lewy estão entre as mais comuns

Depois do Alzheimer, as formas mais frequentes da doença são a demência vascular, a demência por corpos de Lewy e a demência frontotemporal. Cada uma delas possui características próprias e exige atenção específica no diagnóstico.

A demência vascular está diretamente relacionada a problemas circulatórios e fatores de risco como hipertensão, diabetes e histórico de AVC. Nesse quadro, o declínio cognitivo pode ocorrer de maneira repentina e em etapas, diferente da progressão mais lenta observada no Alzheimer.

 a demência por corpos de Lewy costuma combinar alterações cognitivas e sintomas motores semelhantes aos da doença de Parkinson. Oscilações importantes de lucidez e alucinações visuais detalhadas estão entre os sinais mais característicos.

“Uma das características mais marcantes é a oscilação: o paciente pode alternar momentos de lucidez quase total com períodos de confusão severa no mesmo dia”, destaca Stephanie.

Mudanças de comportamento podem indicar outro tipo de demência

Enquanto o Alzheimer costuma começar com perda de memória episódica, dificuldade para aprender e reter informações recentes, outros tipos de demência podem afetar principalmente o comportamento.

Na demência frontotemporal, por exemplo, os primeiros sintomas frequentemente envolvem impulsividade, apatia, perda de empatia e mudanças bruscas de personalidade. Em alguns casos, o paciente chega primeiro ao consultório psiquiátrico antes de receber avaliação neurológica.

Lima explica que alguns sinais ajudam a diferenciar o Alzheimer de outras doenças. “Se no início do quadro existirem mais dificuldades de movimentação do corpo do que alterações cognitivas, se o quadro surgiu de uma só vez, se as alterações de comportamento são muito mais intensas que as cognitivas, isso aponta para maior chance de origem não Alzheimer”, afirma.

Os especialistas também alertam que nem toda perda de memória em idosos significa demência. Alterações relacionadas ao envelhecimento natural, deficiência de vitamina B12, depressão, hipotireoidismo e efeitos colaterais de medicamentos podem causar sintomas semelhantes.

Diagnóstico precoce melhora qualidade de vida

Identificar o tipo de demência precocemente pode fazer diferença significativa no controle da doença e na qualidade de vida do paciente e da família. Além de permitir tratamentos mais adequados, o diagnóstico precoce ajuda no planejamento financeiro, jurídico e nos cuidados futuros.

“Algumas medicações são mais eficazes se iniciadas cedo para retardar a progressão dos sintomas”, explica a neurologista.

Com o envelhecimento da população brasileira, especialistas alertam que reconhecer os diferentes tipos de demência se tornou uma necessidade de saúde pública. O diagnóstico correto e precoce ajuda não apenas no tratamento dos sintomas, mas também na preservação da autonomia e no suporte emocional às famílias.

Em muitos casos, identificar a doença logo no início permite retardar a progressão do quadro e melhorar significativamente a qualidade de vida do paciente.

Um encontro raro entre uma onça-pintada e um tamanduá-bandeira chamou a atenção na Fazenda Caiman, no Pantanal de Mato Grosso do Sul. A cena foi registrada e as imagens cedidas pela jornalista Suian Oliveira, que trabalha na propriedade, no dia 8 de maio.

Nas imagens, os dois animais aparecem frente a frente em meio à vegetação. A onça se aproxima devagar enquanto observa o tamanduá, que permanece firme e não recua diante do felino.

 

Segundo Suian, apesar das trocas de patadas, o momento de 'briga' terminou sem grande ataque. “Foram três rounds e o tamanduá saiu no modo: ‘aqui não, querida’”, brincou a jornalista na legenda publicada junto ao vídeo nas redes sociais.

Ela ainda comentou: “Tamanduá-bandeira com onça? Não tem pra ninguém. Só acredito vendo… e a onça também”.

Apesar da tensão da cena, a paz prevaleceu. No fim, segundo a jornalista, a onça desiste da aproximação e recua, enquanto o tamanduá deixa o local ileso.

Eles parecem estruturas rígidas no fundo do mar, mas estão vivos e podem desaparecer antes que muita gente perceba. Um estudo apoiado pela Fapesp e publicado na revista Coral Reefs alerta que os corais-de-fogo brasileiros podem estar passando por uma “extinção silenciosa”, impulsionada pelo aquecimento do mar e por eventos extremos de branqueamento.

O branqueamento ocorre quando a temperatura da água do mar aumenta e afeta a relação entre os corais e as zooxantelas, microalgas que vivem associadas a eles e fornecem energia por meio da fotossíntese. Com o calor, essas algas deixam de beneficiar o coral e passam a produzir compostos tóxicos. Como resposta, o coral as expulsa.

A pesquisa foi feita a partir do monitoramento conduzido pelo Instituto Coral Vivo, com apoio da Petrobras, iniciado após a primeira grande onda de branqueamento que afetou severamente o Brasil, em 2019. O trabalho acompanhou corais-de-fogo antes, durante e depois do evento registrado no início de 2024, durante uma onda de calor associada ao fenômeno El Niño-Oscilação Sul.

O dado mais preocupante envolve a espécie Millepora braziliensis, que só existe no Brasil. Em Tamandaré, em Pernambuco, dentro da Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais, a espécie sofreu branqueamento de 100% e perdeu toda a cobertura viva nas colônias monitoradas.

Ela já é considerada criticamente ameaçada de extinção pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

Apesar do nome, os corais-de-fogo não são corais verdadeiros. Segundo Miguel Mies, coordenador de pesquisa do Coral Vivo e pesquisador do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IOUSP), eles são hidrocorais, mais próximos evolutivamente das águas-vivas. Na prática, porém, cumprem nos recifes uma função muito parecida com a dos corais verdadeiros.

“Os corais-de-fogo são os únicos corais ramificados que nós temos no Brasil. A função deles é adicionar complexidade ao recife e servir de abrigo para incontáveis espécies de peixes e outros invertebrados”, explica Mies.

O que é a “extinção silenciosa”

A preocupação dos pesquisadores é que algumas espécies de corais-de-fogo são pouco abundantes e historicamente negligenciadas nos programas de monitoramento. Por estarem em áreas de difícil acesso ou nas bordas dos recifes, elas acabam recebendo menos atenção do que espécies mais comuns.

No Brasil, existem quatro espécies de corais-de-fogo. Três são endêmicas, ou seja, não ocorrem em nenhum outro lugar do planeta. A Millepora alcicornis, também presente no Caribe, é a mais abundante e mais monitorada. Já Millepora braziliensis é restrita ao Brasil e já era considerada extremamente ameaçada antes do último grande evento de branqueamento.

“A perda ocorre de forma silenciosa porque é uma espécie pouco abundante e que não aparece muito nesses programas de monitoramento. Hoje, são cerca de 15 colônias vivas documentadas depois do último grande episódio de branqueamento. É uma espécie à beira da extinção”, afirma Mies. “Quando o coral branqueia, ele ainda não está morto. Ele está na UTI. O problema é que, se o calor se prolonga, ele fica sem energia, passa fome e pode morrer”, compara o pesquisador.

Recifes sob pressão

O branqueamento de corais é considerado a maior ameaça aos recifes no mundo. O evento de 2023 e 2024 foi a quarta ocorrência global do tipo e atingiu 84% dos recifes do planeta. No Brasil, os chamados corais verdadeiros também foram afetados. Em Maragogi, Alagoas, o branqueamento chegou a 96%. Em Porto de Galinhas, Pernambuco, o índice foi de 84%.

Além do aquecimento do mar, os recifes brasileiros sofrem com pressões locais, como turismo desordenado, poluição, sedimentação, pesca excessiva e pisoteamento. Em áreas turísticas, esses fatores podem reduzir a capacidade de recuperação dos corais.

Segundo Rudã Fernandes, engenheiro de pesca, fundador e CEO da Biofábrica de Corais, o branqueamento é hoje o principal obstáculo para restaurar áreas recifais. “O segundo maior desafio se relaciona com o excesso de sedimentos sobre os recifes, o que compromete o crescimento e a sobrevivência dos corais se o manejo não for constante”, afirma.

Dá para recuperar os corais?

A Biofábrica de Corais atua na restauração de recifes a partir de fragmentos de corais tombados, muitas vezes quebrados por ondas ou por atividades humanas. Esses fragmentos são coletados, fixados em dispositivos de cultivo impressos em 3D e mantidos em estruturas submersas chamadas berçários. Depois de até um ano, passam pelas fases de recria e transplante.

“Durante esse período, semanalmente, o time de biofabricantes cuida dos corais, mantém os fragmentos limpos e faz a manutenção das estruturas”, explica Rudã.

Os primeiros sinais de recuperação podem aparecer cerca de três meses após a última fase de manejo. No entanto, mudanças ecológicas mais amplas, como aumento da cobertura coralínea, retorno de peixes e melhora da biodiversidade, podem levar de alguns anos a uma década.

Ainda assim, a restauração não é suficiente sozinha para acompanhar a velocidade dos impactos climáticos. “Ela é uma ferramenta importante para aumentar a resiliência dos recifes e recuperar áreas críticas, mas não substitui ações globais de redução das emissões de gases de efeito estufa”, diz Rudã.

Para ele, não basta “plantar corais”. É preciso garantir que eles tenham condições de sobreviver. Isso envolve saneamento, ordenamento do turismo, proteção ambiental, monitoramento contínuo e redução dos impactos locais.

A perda dos corais-de-fogo não ameaça apenas uma espécie. Como esses organismos formam estruturas ramificadas, eles funcionam como abrigo, área de alimentação e espaço de reprodução para peixes, crustáceos, esponjas, estrelas-do-mar e outros organismos marinhos.

“Não é perder só o coral, mas a biodiversidade residual como um todo. Cerca de um terço de toda a vida marinha é encontrada em recifes de coral, embora eles ocupem uma área muito pequena dos oceanos”, afirma Mies.

A prefeita Tia Júlia se reuniu, na tarde desta quinta-feira (15), em Maceió, com o secretário da Secretaria de Estado do Transporte e Desenvolvimento Urbano (SETRAND) Mozart Amaral para alinhar o início de uma grande operação de recomposição asfáltica em Palmeira dos Índios.

A ação é resultado de uma articulação conjunta do deputado estadual Silvio Camelo e do ex-prefeito Júlio Cezar junto ao governador Paulo Dantas, garantindo ao município uma operação robusta de tapa-buracos para recuperação das vias urbanas.

Segundo Mozart Amaral, serão executados 10 quilômetros de recomposição asfáltica dentro da cidade. “Será uma operação grande. 10 KM de asfalto, somente nesta primeira fase. Governador atendeu a esta demanda apresentada pelo deputado e pelo ex-prefeito, que o Governo do Estado, nos próximos dias, estará executando”, explicou o secretário.

A prefeita agradeceu ao governador pela sensibilidade com Palmeira dos Índios, ao deputado Silvio Camelo e ao ex-prefeito Júlio Cezar e completou. “Estamos aguardando a chegada do secretário Mozart Amaral ao município nos próximos dias para o início da operação, que vai melhorar a mobilidade urbana e garantir mais segurança e qualidade de vida para a população”, destacou a prefeita.

 

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