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Rover encontra mineral que forma rubis e safiras em rochas de Marte

Imagine encontrar pedras preciosas em Marte. Foi o que aconteceu durante análises de rochas na borda da Cratera Jezero — chamadas Hampden River, Coffee Cove e Smiths Harbour — em uma missão do rover Perseverance, da Nasa, em 2025.

Quando o robô estava examinando o local, ele se chocou com rochas claras e espalhadas. Até então, os cientistas achavam que se tratava de um choque comum da rotina do planeta, mas, ao avaliar melhor o material por espectroscopia de luminescência, eles identificaram algo que ainda não tinham visto: assinaturas claras de coríndon contendo cromo.

Este mesmo mineral cristalino é encontrado na Terra geralmente na formação de pedras preciosas, como os rubis e as safiras. As análises completas foram publicadas nessa terça-feira (11/8) na revista Geophysical Research Letters.

“De forma muito inesperada, a análise TRL da SuperCam em três rochas flutuantes ricas em plagioclásio na borda da cratera revelou assinaturas claras de coríndon contendo cromo”, escreveu uma pesquisadora, integrante da equipe liderada pela geoquímica Ann Ollila, do Laboratório Nacional de Los Alamos, ao portal científico Science Alert.

A descoberta chama a atenção dos cientistas

A descoberta chamou a atenção dos cientistas, pois a formação do coríndon nas condições geológicas de Marte não é considerada normal. Isso porque esse mineral precisa de ambientes ricos em alumínio e pobres em silício, o que não acontece no planeta devido à alta presença de feldspato plagioclásio, o qual é encontrado em abundância nas amostras coletadas pelo rover.

Dessa forma, as equipes compararam os dados dos materiais obtidos em Marte com os da Terra e descobriram dois picos de luminescência característicos da substituição de alumínio por cromo em rubis. Outro ponto identificado foi que o brilho da rocha de Smiths Harbour se assemelha aos registrados para o coríndon na Terra.

Apesar de o achado não representar pedras preciosas visíveis na superfície do planeta vermelho, há uma confirmação da existência de minúsculos grãos de coríndon nas rochas encontradas.

Para a ciência, agora o enigma a ser desvendado é como e quais foram os processos geológicos que permitiram a formação desse tipo de material em Marte.

De acordo com a equipe, uma das prováveis explicações pode ser o enorme impacto que originou a Cratera Jezero há bilhões de anos. Acredita-se que o calor e a pressão extremos gerados pelo evento, somados à ação de fluidos hidrotermais, podem ter alterado a química local e favorecido, assim, a formação do mineral.

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