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Restaurante oferece pizza em troca de cobras mortas nos Estados Unidos

Um restaurante de Everglades City (Flórida, EUA) está oferecendo pizzas de graça em troca de pítons mortas. É o que diz o dono da Wildman’s Pizza, Pasta and Python, Dustin Crum: “Sou o primeiro lugar no mundo a aceitar Python como moeda”, afirmou, em entrevista à NBC News.

Autoproclamado “swampeprenuer” — “empreendedor do pântano” — Crum diz ter sido inspirado pelo Florida Python Challenge, no qual caçadores de cobras de todo o mundo competem para ver quem consegue remover o maior número de pítons dos Everglades, ganhando um prêmio de US$ 10 mil — pouco mais de R$ 50 mil.

Com data marcada para acabar neste domingo, 19, o desafio funciona como uma forma de “gameficar” à caça à espécie invasora do sudeste asiático, que vêm tomando conta do estado.

Para o ambientalista Mario Moscatelli, as espécies invasoras, como o javali, no Brasil, e as pítons, nos Everglaades, são um problema que não é tratado "com a seriedade que merece".

"Estados Unidos, eles têm muito esse negócio de comprar animais. De uma forma geral, compram-se esses animais exóticos e, por um motivo ou por outro, eles são soltos na natureza e, por não terem predadores, o bicho deita e rola e vira uma praga", diz.

Por conta da falta de predadores, esses animais invasores acabam por começar a destruir o meio ambiente, além de se reproduzirem de forma descontrolada: "No caso da cobra, é um caso de espécie exótica que traz prejuízos enormes".

"O ideal é cada um no seu quadrado e infelizmente isso não tem acontecido historicamente".

Dono do restaurante usa animal para fazer joias e até "pepperoni"

“Você pode trocar uma píton por uma pizza”, disse Crum, que também é caçador de cobras. Em troca do animal, o cliente recebe uma pizza grande especial à sua escolha.

Ele utiliza a pele das pítons para criar produtos para sua loja: “A gordura uso para fazer os óleos de cobra para a pele, cremes, sabonetes”, afirmou.

“Com os ossos, fazemos joias, tudo é aproveitado”.

A promoção faz sucesso, principalmente, entre os mais jovens, que não sabem o que fazer com os restos mortais dos animais: “Eles estão com fome. Eles querem pizza”.

Cum até chega a utilizar a carne do animal em uma espécie de pepperoni, mas não pode comercializar as pizzas adornadas com o alimento, uma vez que as píton não foram preparadas por um açougueiro licenciado.

“Eu só preciso dar", disse, descrevendo o sabor do "pítonroni” como "forte", mas bom. Ele também vende fatias cobertas com iguana, outra intrusa da Flórida.

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