
José Gustavo Rabelo de Souza, de 21 anos, investigado por feminicídio após confessar ter matado a namorada, Joviana Evelyn Iankovski, em Sangão, no Sul de Santa Catarina, trabalhava como balconista em uma loja de materiais elétricos e chegou a ter uma microempresa voltada a serviços de entrega rápida.
Segundo a Polícia Civil, ele não tinha antecedentes criminais. A família da vítima, no entanto, afirma que ele já tinha histórico de violência. Ao g1, o advogado do investigado informou, nesta quarta-feira (13), que vai se manifestar, em breve, por nota.
O corpo de Joviana foi localizado pela polícia na segunda-feira (10). A prisão em flagrante ocorreu no mesmo dia e foi convertida em preventiva após audiência de custódia.

O autor se entregou na delegacia e confessou ter assassinado a estudante de biologia de 19 anos com um mata-leão após uma discussão, trancando o corpo no próprio quarto e convivendo com ele durante todo o fim de semana.
O corpo foi encontrado após a mãe de Joviana desconfiar de que as mensagens que teriam sido enviadas para ela pela filha foram escritas por outra pessoa.
Um dos primeiros recados foi na sexta-feira (7), quando a vítima disse à família que não voltaria para casa e dormiria na residência do namorado. A partir disso, o contato entre as duas ficou ainda mais incomum.
Homem não tinha bom histórico com ex-namoradas, diz família da vítima
José Gustavo atendia no balcão de uma loja de materiais elétricos e energia solar em Morro da Fumaça, cidade vizinha de Sangão. Ele também constava como titular de uma microempresa (MEI) voltada a serviços de entrega rápida, aberta em junho de 2026 e com situação cadastral baixada.
A Polícia Civil informou que o suspeito não tinha antecedentes criminais ou crimes relacionados a violência doméstica em seu nome. No entanto, a família destaca que ele não tinha um bom histórico com as ex-namoradas.
"A família dele mesmo disse que ele era proibido de levar mulheres para casa por que ele é a 'ovelha negra da família'. A nossa família e a Joviana não sabíamos dessa informação", contou ao g1 Lívia Iankovski, irmã de Joviana.
O delegado Murilo Silveira da Cunha, responsável pela investigação, também destacou que o relacionamento entre eles era "conturbado".
"Era comum, segundo relatos do próprio autor, que ele levasse não só a vítima, como outras pessoas para o seu quarto, fazendo dos seus aposentos um cômodo isolado, sem que as pessoas que ele levava tivessem contato com os seus familiares ou com qualquer pessoa que estivesse na casa", explicou o delegado.
Família do investigado soube do crime dias depois
A polícia confirmou que o jovem só avisou a família sobre a morte na manhã de segunda-feira (10).
Mãe e avó, que moravam com ele, não teriam desconfiado da situação porque o suspeito comumente levava pessoas para seu quarto, "fazendo dos seus aposentos um cômodo isolado", disse o delegado.
Um exame da Polícia Científica vai identificar com precisão a causa e o momento da morte. No entanto, a investigação acredita que o crime tenha ocorrido na virada de quinta-feira (6) para sexta-feira (7).
