
O partido Novo de Minas Gerais disse que defende as investigações sobre o Banco Master, em nota divulgada nesta quinta-feira (14).
O texto é uma resposta ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), que divulgou uma doação feita ao partido por Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, preso nesta quinta-feira, durante a 6ª fase da Operação Compliance Zero.
Segundo o partido, quando a doação foi feita, em 2022, “as ilegalidades do Banco Master ainda eram desconhecidas”. O texto ainda diz que, desde que o caso veio à tona, o Novo tem criticado e atuado na investigação dos escândalos do Master.
A nota diz que as investigações relativas ao banco possuem gravidade e relevância pública, e por isso defendem as apurações dos órgãos competentes.
A sigla afirma que considera fundamental a instalação imediata da CPI do Banco Master, e que nunca escondeu a origem de suas doações, “tampouco condiciona sua atuação política aos interesses de milhares de doadores”.
Eduardo utilizou suas redes sociais nesta quinta-feira para confrontar o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo). O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro compartilhou uma foto de prestação de contas que indica uma doação de R$ 1 milhão feita por Henrique Vorcaro ao diretório do partido Novo, sigla do ex-líder do Executivo estadual de Minas Gerais.
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o pagamento de Henrique Vorcaro aconteceu no dia 4 de agosto de 2022 e foi feito diretamente para o diretório do partido, e não para Zema especificamente.
O pai do dono do Master foi preso nesta quinta-feira durante a sexta fase da Operação Compliance Zero, da PF. Ele é acusado de ligação a grupos violentos e o responsável por operar o fluxo financeiro de um esquema ilegal, denominado como “A Turma”.
Em seu perfil no X (antigo Twitter), Eduardo Bolsonaro ironizou o ex-governador: “Isso aqui seria, nas suas palavras, ‘fazer a mesma coisa que o PT’, Zema?”.
A resposta de Eduardo Bolsonaro ocorreu em uma postagem de Zema na quarta-feira (13), em que o ex-governador e pré-candidato criticou o senador Flávio Bolsonaro (PL) pela divulgação de áudios, por meio do site The Intercept Brasil, que mostram o parlamentar negociando financiamento privado com Vorcaro para a produção do filme “Dark Horse”, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro.
O ex-governador de Minas Gerais classificou a conduta de Flávio como “imperdoável” e afirmou que a prática seria um “tapa na cara dos brasileiros de bem”. Zema acrescentou que “não adianta nada criticar as práticas de Lula e do PT e fazer a mesma coisa”.
Após a fala de Zema, tanto Eduardo quanto o vereador Carlos Bolsonaro (PL) reagiram e saíram em defesa de Flávio. Eduardo acusou Zema de fazer “acusações sem fundamentos” sem ouvir o outro lado e ironizou o fato de o governador mineiro já ter sido cotado como potencial vice em chapas ligadas aos Bolsonaro. Carlos Bolsonaro, por sua vez, afirmou que Zema estaria “passando de todos os limites”.
A Operação Compliance Zero, que resultou na prisão de Henrique Vorcaro, investiga um suposto esquema criminoso que envolve corrupção, lavagem de dinheiro, ameaças a autoridades e a obtenção de informações sigilosas. A defesa do empresário afirmou que a medida é desnecessária e que demonstrará a licitude das movimentações financeiras.
