
O advogado-geral da União, Jorge Messias, recebeu nesta quarta-feira (29) o apoio de políticos, autoridades e religiosos durante sua sabatina no Senado para uma vaga ao STF (Supremo Tribunal Federal).
Na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), Messias recebeu cumprimentos antes e durante sua sabatina. Compareceram no colegiado presidentes nacionais de partidos, ministros e aliados evangélicos.
Já na chegada à Casa Alta, estava junto de Messias o ministro da Defesa, José Múcio. A base governista aposta no bom trânsito de Múcio entre senadores para vencer resistências.
Messias também recebeu cumprimentos pessoais do presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, e do presidente nacional do PSB, João Campos. Na CCJ, também compareceram deputados, como o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), e Silvio Costa Filho (Republicanos-PE), ex-ministro de Portos e Aeroportos.
Para a votação no Senado, o ministro Wellington Dias (PT-PI), da Assistência Social, se licenciou do cargo para reassumir a sua vaga no Senado e votar. Outros ex-ministros de Lula que deixaram suas funções por conta das eleições e voltaram ao Senado também participaram da sabatina, foi o caso de Camilo Santana (PT-CE) e Renan Filho (MDB-AL).
Religiosos também circularam pelos corredores do Senado pedindo apoio para Messias. Estiveram na CCJ, os bispos Samuel Ferreira e Abner Ferreira, presidente e vice da Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil do Ministério de Madureira.
Evangélico, o atual advogado-geral da União fez diversos acenos ao segmento em suas falas. "Para mim, ser evangélico é uma bênção; não um ativo. A minha identidade é evangélica. Todavia, eu tenho plena clareza, de que o Estado constitucional é laico. Há uma laicidade, clara, mas colaborativa, que fomenta o diálogo construtivo entre o Estado e todas as religiões", disse.
Ao longo de sua fala, Messias recebeu abraços e cumprimentos de parlamentares aliados. Cotado inicialmente para a vaga no STF, o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), foi um dos congressistas que cumprimento o indicado.
Na CCJ, a base governista estima ter ao menos 16 votos. São necessários 14 para a aprovação. Já no plenário, onde são necessários 41 votos, aliados do Executivo calculam o apoio de ao menos 45 senadores. Já a oposição afirma ter pelo menos 30 votos contrários ao nome de Messias.
Indicação, sabatina e votação
Messias foi indicado ao STF pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em novembro do ano passado. Nessa época, ele já passou a percorrer os gabinetes dos senadores em busca de votos. A indicação foi formalizada somente em abril.
Após a sabatina na CCJ, a indicação de Messias será votada no mesmo dia pelo plenário do Senado. Se aprovado, o indicado estará apto a assumir a função de ministro da Suprema Corte.
Para ser aprovado, um indicado ao STF precisa alcançar um patamar mínimo de votos favoráveis.
